Mais de dois celulares são roubados por hora no RJ, aponta ISP

Crimes estão concentrados na capital, onde registros aumentaram 82% em um ano. Zona Sul teve o maior crescimento no período.


Celulares apreendidos pela Polícia Civil do Rio (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

Quase dois mil celulares foram roubados no estado do Rio de Janeiro em março, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). É um aumento de 35% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram registrados 1,4 mil crimes do tipo no RJ. Isso significa que mais de dois aparelhos foram levados por ladrões a cada hora no mês passado.

Mas os números reais podem ser ainda maiores. Com a greve dos policiais civis, apenas os crimes mais graves estão sendo registrados corretamente. Além disso, especialistas estimam que apenas metade das vítimas notificam esse tipo de caso.

O roubo de celulares vem se tornando mais frequente nos últimos anos no Rio de Janeiro. E é na capital onde esse crime mais cresce. Em março, foram roubados 1,3 mil aparelhos na cidade. Um crescimento de 82% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Alta nos bairros nobres

Segundo dados do ISP, o crime está se tornando mais comum nas áreas nobres da cidade. Nas delegacias da Zona Sul, o número de registros aumentou 308% – a maior alta entre as regiões do Rio. Em março deste ano, foram 200 celulares roubados. No mesmo mês do ano anterior, 49 aparelhos.

O Leblon foi o bairro da Zona Sul com o maior número de casos, segundo os dados mais recentes: 72. Em março do ano passado, foram apenas cinco.

No Centro, os registros dobraram, de 73 para 158. É lá onde fica um dos pontos de distribuição de equipamentos roubados, o camelódromo da Uruguaiana. Também é um local de grande circulação e fácil acesso aos bandidos.

Já na Zona Oeste, os casos aumentaram 84%. Passaram de 172 para 317, entre um ano e outro. A Barra da Tijuca lidera em número de roubos e também no aumento das ocorrências. Foram 63, cinco vezes mais que os do ano anterior.

Baixada em queda

Na Baixada, onde um roubo de celular acabou em morte no dia 19, os índices estão caindo. Segundo dados do ISP, foram 287 roubos de celulares em março deste ano. Uma redução de 27% em relação aos 394 casos notificados no mesmo mês de 2016.

A maior quantidade de assaltos desse tipo acontece na Zona Norte. As delegacias da região registraram 645 aparelhos roubados em março. Uma alta de 54% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram levados 418 telefones.

Fonte: G1

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Atirador desportivo pode andar com arma municiada

General diz que proposta para concessão de porte de armas para colecionadores, atiradores e caçadores está no Ministério da Defesa

O Exército autorizou atiradores desportivos a transportarem uma arma municiada, no trajeto entre o local de guarda do armamento e o de treinamento ou competição. O porte de trânsito foi definido pela Portaria 28 do Comando Logístico (Colog), entretanto, a exigência da Guia de Tráfego (GT), documento expedido pelo Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados continua valendo.

Antes da portaria, o atirador era proibido de se locomover com a arma carregada. “Inclusive a legislação determinava que arma e munições fossem transportadas separadas. A arma ia na frente com o atirador e as balas viajavam no porta-malas”, explicou o Instrutor de Armamento e Tiro, Rildo Anjos, do Clube de Tiro Calibre 12, em São Gonçalo.

Antes, o atirador era proibido de ser se locomover com a arma carregada. A munição seguia separadaMárcio Mercante / Agência O Dia

A portaria não autoriza o atirador a andar armado por qualquer lugar. “Ou seja, não tem a amplitude do porte de arma. Não se aplica, por exemplo, ao atirador que esteja fora desse itinerário, ou em outra condição em que não consiga configurar esse transporte”, esclareceu em sua página no Facebook, o general de Exército Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, comandante do Colog.

No entanto, na avaliação dos CACs (colecionador, atirador ou caçador) esse é um importante passo para a liberação do porte de arma para essa categoria. Inclusive, proposta nesse sentido faz parte do novo regulamento de fiscalização de produtos controlados, em trâmite no Ministério da Defesa.

Atualmente, o porte de arma de fogo para civis só pode ser fornecido pela Polícia Federal. Defensor do Estatuto do Desarmamento, o presidente da ONG Rio de Paz, Antonio Carlos Costa, torceu o nariz para a decisão do Exército. “Quanto menos armas nas ruas, melhor. A natureza humana não lida bem com esse tipo de poder”.

 

Fonte: O Dia

Tráfico da Maré faz ponto de distribuição de drogas na Baía

Nova Holanda é quartel-general de facção, segundo a polícia

Investigações da 21ºDP (Bonsucesso) apontam que traficantes da favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, têm utilizado barcos de pescadores para fuga durante operações policiais. Além disso, os barcos também seriam usados para distribuir drogas para a Região Metropolitana, pela Baía de Guanabara. “O tráfico ocorre perto da Ponte Rio-Niterói”, contou um investigador.

Desde que a delegacia soube da nova tática, a revista em barcos já se tornou rotina por parte de policiais militares, conforme fotos obtidas pela reportagem.

Policiais Militares revistam barcos de pescadores perto da favela Nova Holanda durante operaçãoDivulgação

De acordo com Wellington Oliveira, titular da delegacia de Bonsucesso, a Nova Holanda agora é o novo “quartel-general do Comando Vermelho”. É na favela que toneladas de cocaína e maconha são endoladas para distribuição em outras comunidades. Na quinta-feira, uma tonelada de maconha foi apreendida em casas da comunidade. “Grandes quantidades de drogas são distribuídas de lá para outras favelas. Prendemos nove traficantes em Macaé, que recebiam as drogas direto de lá, no dia 14”, revelou o delegado.

Dois matutos (pessoas que são responsáveis pela negociação das drogas no exterior) da Nova Holanda foram identificados. Um terceiro, que seria o responsável pela remessa de maconha, teve somente o seu apelido determinado: Baixinho.

Tráfico da Maré faz ponto de distribuição de drogas na BaíaArte O Dia

“Os principais matutos de cocaína são o Marcelo Piloto (Marcelo Veiga) e o Naldo (Iranildo Silva). Eles negociam do Paraguai e Colômbia as remessas. Já o responsável pela maconha é um paraguaio, de apelido Baixinho”, disse um investigador.
Segundo depoimentos, Baixinho reside em Salto del Guairá, no Paraguai, e negocia toneladas de maconha enviadas para a Maré, além de fornecer informações sobre as safras disponíveis.

Marcelo Piloto é homem de confiança do traficante Fernandinho Beira-Mar, tendo recebido todos os contatos de fornecedores de Marcelinho Niterói, morto por agentes da Polícia Federal na Maré, em 2011. O Disque-Denúncia oferece R$ 10 mil por informações a seu respeito.

“Além das drogas, a Nova Holanda aluga armas para outras favelas da facção. Acreditamos que eles possuem cerca de 100 fuzis”, declarou Oliveira. Na quarta-feira, uma médica foi baleada ao entrar na favela. Depoimento obtido pelo DIA mostra que a ordem para atirar partiu do chefe do tráfico local, Rodrigo Caetano, conhecido como Motoboy.

 

Fonte: O Dia

Quadrilhas do Rio estocam 4,5 toneladas de explosivos

Materiais foram roubados em cinco anos e serviriam para detonar seis Maracanãs

Por trás da fumaça das detonações de caixas eletrônicos, que passaram a ser frequentes — em uma semana foram seis —, está um dado alarmante: pelo menos 4,5 toneladas de explosivos, roubadas nos últimos cinco anos no eixo entre Rio e São Paulo, estão nas mãos de bandidos, conforme registros na polícia e publicações na imprensa. A preocupação é com a possibilidade do uso de dinamites, do tipo TNT (trinitrotolueno), de alto poder de destruição em atos terroristas.

O material pode colocar abaixo, por exemplo, seis Maracanãs ou 16 prédios de 10 andares. Os explosivos estariam sob domínio de facções ligadas a essa modalidade de crime, a maior delas o Comando Vermelho (CV).

Agência da Caixa Econômica Federal completamente destruída em Ipanema, na Zona Sul, mostra o poder dos explosivos usados por bandidos em ataques pelo estado do RioDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

“A possibilidade do uso de explosivos em ataques terroristas é grande, pois não está escrito em lugar algum que as quadrilhas vão se limitar apenas a explodir caixas eletrônicos”, adverte Vinícius Cavalcante, diretor da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança (Abseg), especializado em proteção de autoridades e assuntos terroristas, com enfoque em artefatos explosivos. “Há 20 anos alerto: com tantos recursos dessa natureza em mãos erradas, só não aconteceu tragédia ainda por milagre”, diz. Mesmo mal acondicionados, os explosivos precisam de detonadores.

Para se ter ideia da força do TNT, 700 quilos foram suficientes para implodir o Estádio da Fonte Nova, em Salvador, com capacidade para 80 mil pessoas. “No Brasil, infelizmente, subestimam a capacidade dos criminosos. A probabilidade de as quadrilhas importarem conhecimentos terroristas com uso de explosivos do Exército Republicano Irlandês (IRA), hoje de posse das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que têm estreitos vínculos políticos e criminosos com o Brasil, é real”, garante Cavalcante.

Quase 100 explosões em dois anos

Enquanto não há sinais de participação internacional nos crimes com explosivos no estado do Rio, que já registrou nove explosões bancárias este ano — em 2016 foram 51 casos, 18 a mais que 2015—, bandidos do Rio teriam sido treinados para manusear explosivos pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo. Os ‘cursos’ foram dados a criminosos do CV, quando a facção ainda mantinha vínculo com o grupo paulista. “A parceria evidenciou a intenção de expansão territorial”, deduziu o promotor do Ministério Público Estadual, Fabiano Gonçalves, do Grupo de Atuação Especial em Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

As polícias Federal e Civil, além do Exército, que controla e fiscaliza todo tipo de material explosivo, garantem ter investigações sobre roubos, mas, alegando sigilo, não dão informações detalhadas dos crimes.

Arsenal apreendido pela Polícia Federal recentementeDivulgação

No dia 20, em ação com a PM, o Gaeco prendeu 20 suspeitos de pertencerem a bandos que atacavam caixas eletrônicos. Porém, 24h depois, assaltantes explodiram uma agência da Caixa, na Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema. A estimativa é que pelo menos R$ 2 milhões já tenham sido levados de equipamentos explodidos no Rio, neste ano.

Mais de 13 mil kg recuperados

Entre 2013 e 2015, a atuação do Exército e polícias Civil, Militar e Federal resultou na apreensão de 13,7 toneladas de explosivos no Rio. Ano passado, durante ação da Polícia Militar, 220 bananas de dinamite foram recuperadas no Complexo da Pedreria, em Costa Barros. Um dos maiores assaltantes com explosivos do Brasil, Cássio de Souza, o Cassinho do Bobó, foi preso no mês passado, pela 50ª DP (Itaguaí).

Em nota, o Exército informou que vem intensificando, desde 2012, as ações de fiscalização das atividades de fabricação, importação, exportação, comércio, armazenagem, transporte e tráfego de explosivos e produtos correlatos. De acordo com o general Laerte Santos, comandante da 1ª Região Militar, o último roubo no estado do Rio foi em 2015. A corporação evita detalhar a suposta quantidade de explosivos em poder de quadrilhas. A Federação Brasileira de Bancos diz ter investido R$ 9 milhões em segurança desde 2010.

 

Fonte: O Dia

Quatro suspeitos de assalto são presos em Madureira

Eles foram encontrados em um carro roubado, com os pertences das vítimas e uma réplica de pistola

Quatro jovens suspeitos de assalto foram detidos em MadureiraDivulgação / PM

Policiais da 2ª DPJM (Delegacia de Polícia Judiciária Militar) prenderam dois homens e apreenderam dois menores de idade, na madrugada deste domingo, em Madureira, Zona Norte do Rio. Os suspeitos teria assaltado quatro mulheres por volta das 4h da manhã, na Rua Capitão Couto Menezes, também em Madureira.

Segundo a Polícia Militar, as vítimas pediram socorro a policiais que passavam pela região. As mulheres relataram que os criminosos estavam em um Fiat Uno, armados, e que estavam seguindo em direção ao viaduto de Cascadura. Ao seguir nessa direção, a polícia encontrou os quatro jovens no carro, que era roubado, com os pertences das vítimas e uma réplica de pistola.

Marcos dos Santos Elias Junior, 21, e Victor de Castro Batista, 21, estão presos. Os dois menores de idade têm 16 e 17 anos e estão apreendidos. Os pertences recuperados foram dois celulares e seis chips de telefones, além do carro onde eles estavam, que havia sido roubado na área da 30ª DP (Marechal Hermes).

Fonte: O Dia

Milicianos têm cemitério particular na Zona Oeste do Rio

Imagens nas redes sociais mostra homens armados pelas ruas da região
Imagens nas redes sociais mostra homens armados pelas ruas da região Foto: Reprodução

A milícia que domina a Favela do Catiri, em Bangu, usa o aterro sanitário de Gericinó, vizinho ao complexo penitenciário homônimo, como local de descarte dos corpos de desafetos. A informação está em inquérito da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), encaminhado à Justiça em fevereiro, que resultou na decretação da prisão de seis acusados de integrar o grupo.

Testemunhas contaram em depoimento que a milícia explora o despejo de entulho no aterro e, através de uma empresa de segurança, controla a entrada e a saída de caminhões. Segundo os relatos, Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinho Catiri, é o chefe da quadrilha. Porém, é pouco visto no local. Seu homem de confiança é Ademir Nunes, responsável pela exploração do aterro sanitário, pelo controle do transporte alternativo e pela ocupação irregular e venda de terrenos.

Já o sobrinho de Ademir, Wolber Nunes Torres, de 25 anos, é dono da Wolber 2007 Serviços de Zeladoria Ltda., responsável pelo trânsito de caminhões no aterro de Gericinó. Wolber também seria o responsável pelo recolhimento do dinheiro de compradores dos terrenos da quadrilha.

Os depoimentos também ajudaram a polícia a solucionar um assassinato: em 3 de março, Ademir bateu com um pedaço de madeira na cabeça de um homem num bar da região. A vítima ‘‘teria esbarrado em uma churrasqueira que estava sendo utilizada pelo agressor’’. Na ocasião, um policial do 14º BPM (Bangu), segurança de Ademir, ligou para a polícia e disse que a agressão foi ‘‘uma briga entre bêbados’’. A Delegacia de Homicídios (DH) investiga. Outra testemunha disse que Ademir ‘‘mata por qualquer motivo’’.

Serviços são monopolizados

As investigações mostraram que a milícia do Catiri explora o sinal de TV a cabo, a venda de botijões de gás por R$ 70 e cobra taxa de segurança de R$ 30 mensais de cada morador. Em fevereiro, após a Justiça decretar a prisão deles, agentes da Draco estiveram na favela e estouraram uma central de ‘‘gatonet’’.

Após a ação, o grupo de Ademir não foi visto na comunidade por duas semanas. Imagens que fazem parte da investigação e foram obtidas pelo EXTRA revelam que, em 19 de fevereiro, o grupo voltou (reproduções de vídeo acima). Num dos vídeos, é possível ver nove homens com fuzis entrando na favela. Além dos homens já citados, estão foragidos Valmir Paulo de Oliveira, terceiro na hierarquia do grupo; Luciano Rodrigues; e Alan Monteiro.

Domínio pelo medo

Recompensa

O Portal dos Procurados do Disque-Denúncia oferece recompensa de R$ 1 mil por informações que levem às prisões de cada integrante do grupo de milicianos que age no bairro do Catiri, em Bangu.

Integrantes

Entre os procurados, estão Marquinho Catiri, Ademir e Wolber.

Denúncias

Quem tiver informações a respeito dos criminosos pode passar uma mensagem para o Whatsapp ou Telegram dos Procurados (21) 96802-1650 ou ligar para o Disque-Denúncia no (21) 2253-1177 /1178.

Problema antigo

Em 2009, o EXTRA mostrou que o lixão de Bangu já era um problema. Além dos urubus, moscas e mosquitos ao lado do complexo penitenciário e da montanha de lixo, que tinha 17 andares de altura na época, era possível observar toda a movimentação dentro dos presídios.

Fonte: Extra

Noiva posta homenagem a policial militar morto após ataque na Zona Norte

O policial militar Albert Souza Ferreira chegou a ser socorrido, mas não resistiu Foto: Facebook / Reprodução

A noiva do policial militar Albert Souza Ferreira, que morreu após um ataque, em Irajá, na Zona Norte do Rio, neste sábado, usou uma rede social para lamentar o ocorrido. O agente estava acompanhado de um grupo de amigos quando criminosos em um carro passaram atirando na Rua Amandiu. O agente, que era lotado no batalhão de Irajá, chegou a ser socorrido no PAM do bairro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

A noiva de Albert, de 19 anos, postou sua homenagem pouco tempo depois de saber sobre a morte do companheiro, com quem estava há cerca de um ano.

“Hoje meu dia começou ótimo na presença da pessoa que convivi 5 anos juntos, na presença do meu melhor amigo, meu parceiro, meu amor, meu namorado, meu noivo, meu companheiro… E terminou da pior maneira possível eu te vendo e sabendo que você nunca mais vai me da aquele seu sorriso, nunca mais vai me da seus carinhos, q nunca mais vamos ter os nossos momentos de felicidade, tristeza, desentendimentos, de luta, nossa vida lado a lado. Deus nao fez a minha vontade te levando pra junto dele, mas fez o melhor pra você pq sei q vc ta em paz e cuidando de mim aí de cima. Que papai do céu e você me dê muita força pra continuar a vida pq ja não está sendo fácil. Eu te amo pra sempre!”, escreveu.

Pouco tempo depois, a jovem publicou outra mensagem de lamento, na qual escreveu: “Dormir sem teu boa noite, acordar sem teu bom dia. Não sei como vou lhe dar com isso meu amor!”.

O policial militar era lotado no batalhão de Irajá
O policial militar era lotado no batalhão de Irajá Foto: Facebook / Reprodução

Segundo a sogra de Albert, a filha está “muito mal”. A mulher, que não quis se identificar, disse que o assassinato do policial militar pegou a todos de surpresa.

— Ninguém esperava. A gente sabe que é uma profissão muito arriscada. Eu já tinha pedido para ele sair disso (da Corporação). Mas a dor do pai e da mãe dele não tem comparação com a da nossa filha — contou a sogra, que acrescentou: — Ela estava trabalhando quando soube (sobre a morte do noivo). O crime foi perto da minha casa. Ele estava de folga batendo papo com colegas. Ainda não temos detalhes do que aconteceu.

O sepultamento do policial militar será às 16h30 deste domingo no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio, segundo a administração do local.

Policial ferido

Na mesma ação em que Albert morreu, um outro agente lotado no 15º BPM (Caxias), levou um tiro na virilha e passa bem. Um homem ainda não identificado também ficou ferido. O grupo estava de folga quando foi atacado.

O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios.

Esse é 62º PM morto em 2017 no Rio. Deste total — já acrescentando o caso da noite desta sexta-feira —, 14 PMs estavam em serviço, 35 foram mortos durante a folga, além de 12 que eram da reserva.

Também segundo a corporação, 195 policiais militares ficaram feridos apenas em 2017: 142 durante o serviço, outros 48 de folga e cinco que já faziam parte da reserva.

Fonte: Extra