MPRJ denuncia sete traficantes da Rocinha por tortura contra ex-morador

Gerente do tráfico em 2015 tentou incriminar policiais. “Deixa eles chegarem perto, atira e põe na conta da UPP”. Segundo informações da Polícia Civil, todos estão foragidos.


Rocinha foi local de tortura bárbara de morador em 2015; denúncia do Ministério Público pede a prisão de sete traficantes por tortura (Foto: Reprodução/GloboNews)

Rocinha foi local de tortura bárbara de morador em 2015; denúncia do Ministério Público pede a prisão de sete traficantes por tortura (Foto: Reprodução/GloboNews)

 

Sete traficantes da Rocinha foram denunciados nesta quarta-feira (28) pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por tortura contra um morador da favela, na Zona Sul do Rio. A sessão de espancamento de mais de duas horas contra o homem, acusado de passar informações sobre o armamento dos traficantes à Polícia Militar, só não terminou em morte porque ele conseguiu fugir, aproveitando a desatenção do bando, preocupado com a chegada de policiais da UPP. A vítima não está mais no Rio, e os sete autores, que também respondem por associação ao tráfico, estão foragidos.

O promotor Marcelo Muniz Neves, da 1ª Central de Inquéritos do Ministério Público, ofereceu denúncia contra Walison Roque Maciel, o Extremista; José Carlos de Souza Silva, o Zé Paraíba; Domingos Manuel de Santana Júnior, o Bos; Thiago Silva Mendes Neris, o Catatau; Luiz Carlos da Silva, o Mudinho; Adalberto Ribeiro da Silva, o Zóio; e Julio Medina da Silva, o Rirritinho. O traficante conhecido como Zé Paraíba era, inclusive, um dos homens de confiança de Rogério 157, quando este ainda mantinha aliança com Antônio Bonfim Lopes, o Nem.

Amarildo desapareceu após ser levado por policiais da UPP da Rocinha em 14 de julho de 2013; seu corpo nunca foi encontrado (Foto: Reprodução: TV Globo)

Amarildo desapareceu após ser levado por policiais da UPP da Rocinha em 14 de julho de 2013; seu corpo nunca foi encontrado (Foto: Reprodução: TV Globo)

A denúncia pede a prisão preventiva dos sete traficantes. O promotor diz que há semelhanças entre este caso e a morte de Amarildo, torturado e morto por policiais da UPP da Rocinha em 14 de julho de 2013. Em 2016, 12 dos 25 policiais acusados foram condenados por homicídio, fraude processual e ocultação de cadáver do ajudante de pedreiro, cujo corpo jamais foi encontrado.

” É muito parecido, por ser uma tortura e visar teoricamente ao mesmo objetivo: obtenção de dados e punição de eventual informante. A diferença é que este conseguiu escapar”, avaliou o promotor.

O ex-delegado titular da 11ª DP (Rocinha), Antônio Ricardo Lima, assinou documento pedindo a prisão cautelar dos sete envolvidos em janeiro de 2018.

Relato de sobrevivência

Vítima de tortura de traficantes em 2015 sofreu cortes profundos na cabeça e teve braço fraturado (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Vítima de tortura de traficantes em 2015 sofreu cortes profundos na cabeça e teve braço fraturado (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

O crime aconteceu em janeiro de 2015. Um homem, que será identificado como X. para ter sua identidade preservada, voltava do trabalho na Zona Sul em direção a Rio das Pedras, na Zona Oeste, onde morava. Ao descer na Rocinha, encontrou Bos, seu ex-vizinho, que o segurou e levou para outros traficantes o agredirem na localidade conhecida como Valão. Em seguida, X. foi levado para uma creche abandonada na Rua 2, onde Zé Paraíba, gerente do tráfico, ordenou que outros traficantes o espancassem com pedaços de pau.

“Pode pegar essas madeiras e quebrar ele todo”, disse o traficante, de acordo com depoimento da vítima.

X. já não morava na comunidade desde 2012, e Zé Paraíba afirmou que havia definido uma recompensa de R$ 1 mil por sua captura. Em seguida, atingiu o braço de X. com uma marreta, fraturando seu antebraço esquerdo.

Enquanto a tortura acontecia, inclusive com golpes de faca, a vítima ouviu fogos de artifício: eram traficantes anunciando a chegada de policiais da UPP. Zé Paraíba, ao saber disso, disse:

“Faz o seguinte, contém ai os (soldados da) UPP ; Quando estiverem chegando perto, vocês dão tiro nele e poem na conta da UPP”

Quando percebeu, X. decidiu que iria se arriscar para tentar fugir: pulou pela janela e atravessou os telhados das casas vizinhas, até chegar à Curva do S, onde viria a ser resgatado por policiais militares. Em depoimento, os agentes afirmaram que o encontraram no local após serem avisados por um mototaxista. Na UPA 24h e no Hospital Miguel Couto, foram constatados os cortes profundos na cabeça e a fratura no terço médio do rádio esquerdo.

Maus-tratos

A desavença entre X. e os traficantes da Rocinha vinha de 2012; cansado dos maus-tratos feitos aos moradores e depois de problemas com traficantes de uma região da Rocinha, X. foi questionado por policiais militares, em uma abordagem de rotina, se poderia mostrar as casas de traficantes. X., coberto com um capuz para não ser reconhecido, foi lá e mostrou as residências de cinco criminosos, que não estavam. Depois disso, X. foi viver em Rio das Pedras, onde morava quando foi sequestrado e torturado pelos traficantes.

Para Marcelo Muniz, é importante que abusos como este sejam denunciados.

” A gente jamais pode imaginar que a tortura cessou. Por isso, é importante que se denuncie, já que ele pôde fazer isso. É extremamente difícil que se individualizem todos os nomes que participaram da tortura” , finalizou o promotor, que disponibilizou o número 127, da Ouvidoria do Ministério Público, para denúncias.

Fonte: G1

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PRF prende dois suspeitos de tráfico de drogas em Itaboraí

Homens estavam com drogas e pistola

Suspeitos de tráfico foram presos pela PRF em Itaboraí
Suspeitos de tráfico foram presos pela PRF em Itaboraí – Divulgação

 

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu, nesta quarta-feira, dois homens suspeitos de tráfico de drogas e por porte ilegal de armas, e apreendeu maconha, cocaína e uma pistola em uma abordagem à comunidade Gebara, próximo à rodovia BR-493, em Itaboraí, na Região Metropolitana.

O Núcleo de Operações Especiais da PRF foi acionado, após uma ocorrência de tentativa de roubo na BR-493, altura do Vale das Pedrinhas. Ao chegar no local, receberam informações de populares de que os autores do crime eram da Gebara.

Em seguida, iniciaram buscas e conseguiram prender dois homens que estavam em uma boca de fumo. Eles correram, mas foram localizados com o auxílio da equipe da Divisão de Operações Aéreas. Foram apreendidas uma pistola e uma mochila contendo trouxinhas de maconha e pinos de cocaína. A ocorrência foi encaminhada à 71ª DP (Itaboraí).

 

Fonte: O Dia

Operação em Parada de Lucas tem dois presos e armas apreendidas

Ação tem como base informações do setor de inteligência do batalhão

Fuzil apreendido com criminoso em Parada de Lucas
Fuzil apreendido com criminoso em Parada de Lucas – Divulgação

 

Policiais militares do 16º BPM (Olaria) realizam operação em Parada de Lucas, na Zona Norte do Rio, desde a manhã desta quarta-feira. Até as 11h30, dois criminosos tinham sido presos e um fuzil e uma pistola foram apreendidos. Ação tem como base informações do setor de inteligência do batalhão.

De acordo com a PM, durante a ação na localidade conhecida como Beco do Esqueleto, os policiais foram recebidos a tiros por criminosos e houve confronto. Após vasculharem o local, um criminoso foi encontrado e foram apreendidos um fuzil calibre 5.56, um carregador e um rádio transmissor.

Em outro ponto de Parada de Lucas, mais um criminoso foi preso com uma pistola calibre 9 mm, um simulacro de pistola, uma grande quantidade de drogas e outros materiais. A ação segue em andamento e as ocorrências serão encaminhadas para a Central de Garantias Norte, na Cidade da Polícia.

 

Fonte: O Dia

Militares do Exército trocam tiros com ladrões de carro na Ilha do Governador

Avenida Brigadeira Trompowski
Avenida Brigadeira Trompowski Foto: Google Street View

Um tiroteio assustou quem passava pela Avenida Brigadeiro Trompowski, na Ilha do Govenador, na Zona Norte do Rio, na tarde desta quarta-feira. A troca de tiros ocorreu próximo à Ilha do Fundão. Segundo a PM, militares do Exército que passavam pelo local flagraram um roubo de carro e houve confronto com os bandidos, que conseguiram fugir.

Segundo a PM, policiais militares do 17º BPM (Ilha) foram acionados pela Central 190. No local, as equipes constataram que criminosos em um veículo Ford Ecosport roubaram um Toyota Hilux. Durante a ação, militares em uma viatura do Exército passava pelo local chegou a trocar tiros com os criminosos que conseguiram fugir.

Equipes do 17º BPM e do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE), fazem buscas na região. A vítima foi levada para a 37ª DP (Ilha do Governador), onde a ocorrência está sendo registrada.

 

Fonte: Extra

Vídeo mostra bandidos atirando na direção das vítimas durante assalto em Realengo

Bandido ameaça vítima com um fuzil durante assalto
Bandido ameaça vítima com um fuzil durante assalto Foto: Reprodução

Policiais da 33ª DP (Realengo) investigam a ação de bandidos que asssaltaram um motorista próximo à Praça do Canhão, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. O crime ocorreu por volta das 16h50 desta terça-feira.

Um vídeo, publicado pela página “Onde Tem Tiroteio-RJ (OTT)” no Facebook, mostra que os ladrões descem do carro atirando para render os dois homens que estavam em um automóvel branco. Ninguém ficou ferido.

As imagens mostram que os bandidos descem de um Voyage prata logo à frente do Honda Civi das vítimas, que são obrigadas a parar. Dois assaltantes saem do banco de trás. Um armado com uma pistola e o outro com o que parecer ser um fuzil.

Os dois atiram na direção do automóvel das vítimas, que descem de mãos ao alto. Os bandidos, então, assumem o volante do Honda e fogem em alta velocidade. Toda a ação durou poucos segundos.

 

Fonte: Extra

Recompensa pelo traficante Levi do Bumba aumenta para R$ 5 mil

Recompensa por Levi do Bumba aumentou para R$ 5 mil Foto: Divulgação

A recompensa oferecida pelo Portal dos Procurados por informações que levem à prisão do traficante Amâncio Levi Clemente Moura, o Levi do Bumba, de 43 anos, aumentou de mil para R$ 5 mil reais. Ele é apontado como chefe do tráfico de drogas das comunidades do Bernardino, Morro do Bumba, Abacaxi, Coruja, Jonas Botelho, Iara e Sem Terra, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Levi é ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV) e é um dos traficantes mais procurados do estado.

Levi é do Morro do Bumba, onde chefia o tráfico, o que lhe garantiu o apelido. Em 2010, quando um forte temporal tirou a vida de 45 pessoas no Bumba, o traficante tentou simular a própria morte, inserindo seu nome entre o das possíveis vítimas, mas a polícia acabou descobrindo seu plano. Ele também está entre os 76 traficantes denunciados pelo Ministério Público, na Operação Calabar, desencadeada em junho de 2017.

Em junho de 2015, policiais da DH, com o apoio de outras delegacias especializadas, realizaram uma megaoperação no Complexo do Bumba com o objetivo de cumprir 17 mandados de prisão contra integrantes do ‘Bonde do Levi’. A operação batizada de ‘São Thomé’ foi em referência ao policial civil morto pelos criminosos do grupo do criminoso.

O policial foi morto no dia 22 de fevereiro, em uma das principais ruas da região do Fonseca, em Niterói. Imagens de câmeras de segurança mostravam os bandidos tentando roubar o carro de Thiago Tomé de Deus. O policial tenta atirar, mas a arma não funciona, e ele acaba baleado.

Segundo as investigações, a morte do policial civil ocorreu após Levi ordenar que seus comparsas roubassem um carro para retirar o corpo de uma jovem da comunidade. A adolescente, de 16 anos, foi executada após os criminosos descobrirem uma suposta traição por parte da adolescente, porque eles achavam que ela era X-9 da polícia.

Mais denúncias

Também em 2015, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou 28 pessoas ligadas ao tráfico de drogas no Morro do Bumba. Entre os denunciados, de acordo com o MP, estavam Luiz Carlos Gomes Jardim, conhecido como “Luiz Queimado”, que, mesmo preso, segundo a denúncia, controla parte do crime organizado em Niterói e São Gonçalo, além Levi do Bumba apontado como sendo um dos homens de confiança de Luiz Queimado. Além de ser um criminoso extremamente perigoso, pela forma de agir contra seus desafetos, ele é apontado como um dos maiores articuladores do CV em Niterói.

Segundo o MP, o grupo denunciado é responsável por controlar a venda de drogas na região, além de comandar outros crimes; como roubos, homicídios e latrocínios.

Levi do Bumba se encontra na condição de foragido, desde fevereiro de 2006, quando regrediu ao sistema semi aberto e nunca mais voltou para Instituto Edgard Costa, onde cumpria pena.

Atualmente, foi aberta uma caçada ao traficante e seus aliados, por conta de um plano de expansão do Comando Vermelho em Niterói e São Gonçalo. Constantemente, a polícia realiza operações no Morro do Bumba e no Complexo do Caramujo, dois redutos perigosos e controlados pela facção.

Em desfavor de Levi do Bumba, constam em diversas Varas Criminais, 20 (vinte) mandados de prisão em seu nome, que foram expedidos desde 2001 até os dias de hoje, pelos crimes de latrocínio, tráfico de drogas e associação para o tráfico, homicídio qualificado, entre outros.

Quem tiver qualquer informação a respeito da localização de Levi do Bumba e de sua quadrilha, favor informar pelos seguintes canais: Whatsapp ou Telegram do Portal dos Procurados (21) 98849-6099; ou pela Central de Atendimento do Disque Denúncia (21) 2253-1177; e através do Facebook/(inbox), no endereço: https://www.facebook.com/procurados.org/; e pelo aplicativo Disque Denúncia RJ.

Todas as informações recebidas serão encaminhadas para a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) e também para 78ª DP (Fonseca), 77ª DP (Icaraí) e 76ª DP (Niterói).

 

Fonte: Extra

‘Policiamento estático tem obtido resultados menos importantes’, diz porta-voz da intervenção

Polícia do Exército durante patrulhamento nas esquinas da Avenida Presidente Vargas com a Avenida Rio Branco -
Polícia do Exército durante patrulhamento nas esquinas da Avenida Presidente Vargas com a Avenida Rio Branco – Foto: Fabiano Rocha – 27/03/2018 / Agência O Globo

A nova tática de patrulhamento dinâmico em áreas de grande circulação de pessoas e veículos, iniciada nesta semana, ocorre porque, segundo o porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal (GIF), coronel Roberto Itamar, “está provado que o policiamento estático tem obtido resultados menos importantes”. A ação foi criticada nesta terça-feira por cariocas que questionaram o curto período de permanência das tropas que chegaram a ficar, por exemplo, apenas meia hora em um trecho da orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio.

— A técnica que está sendo utilizada é uma técnica dinâmica, uma vez que colocar o policiamento fixo durante muito tempo faz com que a criminalidade evite aquele ponto. Então, os pontos estão sendo feitos de forma dinâmica, por curto período de tempo, trocando de posição. Está sendo desenvolvida de forma integrada com os órgãos de segurança pública do estado, das Forças Armadas e da Guarda Municipal, uma vez que está provado que o policiamento estático tem obtido resultados menos importantes que o dinâmico — explicou o porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal.

As áreas selecionadas pelas Forças Armadas concentram-se particularmente nas Zonas Sul e Norte, e em parte da Zona Central da capital fluminense, de acordo com a nota divulgada na última segunda-feira pelo Comando Militar do Leste. Além de militares das Forças Armadas, de integrantes da Força Nacional de Segurança e de policiais militares, participam desta intensificação de patrulhamento agentes da Guarda Municipal, numa parceria entre o Gabinete de Intervenção Federal e a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

O porta-voz ainda acrescentou que, ao contrário dos indicadores divulgados, os principais indicadores de violência apresentam “de estabilização à queda”, porque a greve da Polícia Civil no ano passado dificultou o registro de crimes. O objetivo com o novo patrulhamento é aumentar a sensação de segurança da população do Rio, diz Roberto Itamar.

— Esse patrulhamento dá mobilidade e sensação de segurança maior uma vez que as pessoas veem os carros parados e em movimento. Há necessidade agora da população sentir maior sensação de segurança — diz Roberto Itamar: — Ao contrário do que tem mostrado as pesquisas recentemente divulgadas, temos uma tendência de redução (dos indicadores de crimes) uma vez que a Polícia Civil estava em greve. Os parâmetros que estão sendo comparados podem não ser tão acertados quanto deveriam. A informação é que os índices têm de estabilização à queda. Por isso esse tipo de policiamento é eficiente.

 

Fonte: Extra