Suspeito de sequestrar detenta em porta de presídio para cobrar dinheiro do tráfico é preso no RJ

Policiais da 21ª DP (Bonsucesso) prenderam, na manhã desta quinta-feira (27), Julio Cesar de Oliveira, o Julinho, suspeito de sequestrar uma detenta do regime semiaberto na saída do presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio, em setembro do ano passado.

Julinho foi preso na casa de sua companheira, em Marechal Hermes, na Zona Norte. Segundo a polícia, ele havia se escondido embaixo da cama do casal, enquanto a mulher tentava enganar os agentes dizendo que ele não estava no local.

Contra Julinho havia um mandado de prisão preventiva pelo sequestro da detenta. Ela era mulher de um traficante de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e foi libertada após o pagamento de parte do resgate pedido pelo grupo. O restante do pagamento seria feito posteriormente.

O comparsa de Julinho, José Aciole Teixeira de Medeiros, o Maninho, foi preso em flagrante quando recebia a segunda parte do pagamento pelo sequestro. A ligação entre os dois foi descoberta através de ligações telefônicas nas quais combinavam o valor do resgate.

Segundo a polícia, Julinho e Maninho queriam pegar parte do dinheiro que o traficante, morto em 2017, havia deixado com a mulher.

Detenta é sequestrada por bandidos para pagar dinheiro do tráfico. — Foto: Reprodução / Polícia Civil

Detenta é sequestrada por bandidos para pagar dinheiro do tráfico. — Foto: Reprodução / Polícia Civil

O sequestro ocorreu quando a mulher estava deixando a cadeia para trabalhar. Ela foi rendida e levada para um cativeiro, onde ficou de oito a dez horas em poder dos criminosos, que a espancaram diversas vezes. E só foi libertada depois do pagamento da primeira parte do resgate.

Mesmo depois de ter pagado o resgate e de ter sido libertada, a mulher continuou sendo ameaçada. Ela, então, procurou a delegacia.

Fonte: G1

Após morte de Guarabu, traficantes do Dendê se refugiam na Maré

Cerca de 30 criminosos da quadrilha do chefão do tráfico na Ilha do Governador se esconderam no conjunto de favelas da Zona Norte

 

Traficantes foram mortos durante operação da PM no Morro do Dendê

Traficantes foram mortos durante operação da PM no Morro do Dendê – WhatsApp O DIA
Após a morte da cúpula do tráfico de drogas do Morro do Dendê, durante uma operação da PM nesta quinta-feira na comunidade da Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, cerca de 30 criminosos da facção Terceiro Comando Puro (TCP) se refugiaram nas comunidades Salsa e Merengue, Timbau e Vila Pinheiros, no Complexo da Maré.

A informação foi passada ao Disque Denúncia, ao qual O Dia teve acesso. Fontes da Polícia Militar confirmaram a denúncia.

O relato diz que “homens fortemente armados com fuzis e granadas” chegaram nas comunidades por volta das 6h30 da manhã. Eles fizeram uma reunião na qual debateram ações como ataques a policiais e queima de ônibus. Os moradores das comunidades foram obrigados a ficar em suas residências.

Guarabu e aliados montaram ‘exército’ com cerca de 100 homens para controlar o Dendê

Da esquerda para a direita: Guarabu, Batoré e Gil – Arquivo Pessoal e Divulgação / Disque Denúncia
POLICIAMENTO
O chefe do tráfico do Dendê, Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, um de seus principais aliados e amigo de infância Gilberto Coelho de Oliveira, o Gil, e o homem apontado como seu sucessor, o ex-PM Antônio Eugênio de Souza Freitas, o Batoré, foram mortos no fim desta madrugada. Eles estavam em um carro preto quando entraram em confronto com PMs do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq).
A Polícia Militar informou que reforça o patrulhamento nas principais vias da cidade para evitar represálias por causa da morte dos traficantes. Na Ilha do Governador, o reforço se concentra principalmente no entorno do Morro do Dendê, em pontos como o Cocotá, Cacuia e na Praia da Rosa.

Carro onde estava Guarabu – Reprodução
Um dos carros atingidos pelos tiros – Reprodução

Fonte: O Dia

Alerj derruba veto, e delegacias da mulher terão percentual mínimo de policiais femininas

Delegacias de Atendimento à Mulher terão percentual mínimo de agentes nos plantões - 15-05-2019

Delegacias de Atendimento à Mulher terão percentual mínimo de agentes nos plantões – 15-05-2019 Foto: Gabriela Fittipaldi / Agência O Globo

Um dos 11 vetos do Executivo a projetos de lei derrubados pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nesta quarta-feira (dia 26) foi o do projeto que determina o percentual mínimo de 20% de policiais civis mulheres para atuarem nos plantões das unidades da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam). Com isso, esses locais terão um percentual mínimo de agentes femininas.

Foram 57 votos favoráveis pela derrubada do veto e duas abstenções. A proposta vai virar lei nos próximos dias.

O texto é da deputada Martha Rocha (PDT) que acredita que o atendimento à mulher pode ser melhorado porque a estrutura da Deam foi criada na década de 80.

“Quando uma mulher vítima de violência doméstica ou de estupro procura uma delegacia, os sentimentos de vergonha e medo estão muito aflorados. Na maioria das vezes, relatar o que ocorreu para um policial homem é extremamente difícil e constrangedor. Por isso, era tão importante derrubar o veto e assim dar mais segurança às mulheres”, explicou a parlamentar.

 

Fonte: Extra

Quase 400 novos policiais militares se formam nesta sexta-feira e vão atuar nas ruas

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Foto: Paulo Nicolella

Na próxima sexta-feira, dia 28, 391 novos policiais militares se formam no curso de praças e serão distribuídos para os batalhões da PM para, então, começarem a atuar nas ruas.

Na terça-feira, 500 aprovados no concurso de 2014 para a corporação foram convocados para iniciar, no dia 18 de julho, o curso no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), em Sulacap, na Zona Oeste. O curso tem duração de cerca de oito meses, segundo a assessoria da secretaria estadual da Polícia Militar.

Após a formatura, os novos policiais também vão atuar nas ruas.

Fonte: Extra

Três integrantes de quadrilha especializada na venda de veículos ‘clonados’ são presos

Presos: Rafael Coutinho Serrano Santos, de 27 anos, Marcelo Ringuier de Jesus, 24; e Jean Pierre dos Santos Santiago, 31
Presos: Rafael Coutinho Serrano Santos, de 27 anos, Marcelo Ringuier de Jesus, 24; e Jean Pierre dos Santos Santiago, 31 Foto: Divulgação / Polícia Civil

Três homens que integravam uma quadrilha especializada na venda de veículos “clonados” anunciados num site de compra e venda foram presos em flagrante pelos crimes de receptação, uso de documento falso, tentativa de estelionato e associação criminosa. De acordo com a Polícia Civil, o modus operandi deles indica que já foram feitas diversas vítimas.

Policiais da 60ª DP (Campos Elíseos/Caxias) encontraram os criminosos num cartório no Recreio, na Zona Oeste do Rio, onde uma vítima os aguardava para realizar a transferência bancária de R$ 61,9 mil a título de compra pelo veículo Honda HRV. O veículo original transformado no “clone” correspondia a um roubado em abril deste ano, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Segundo o delegado Uriel Alcantara Machado Nunes, os homens foram identificados como Rafael Coutinho Serrano Santos, de 27 anos, que figura como investigado em inquéritos policiais em curso; Marcelo Ringuier de Jesus, 24; e Jean Pierre dos Santos Santiago, 31, sendo este último o responsável pela venda. Ele usava uma CNH falsa com sua foto, mas com o nome do proprietário do veículo original, e se encontraria com a vítima dentro do cartório para realizar reconhecimento de firma e assinar o recibo de compra e venda do veículo, também falso, com a respectiva transferência bancária da vítima para a conta de um laranja.

Os policiais também encontraram com Jean Pierre uma segunda CNH falsa em nome de terceira pessoa, proprietária de veículo registrado em seu nome, indicando que este veículo original também foi “clonado”. Investigações seguem em andamento para verificar se já foi vendido ou se seria posteriormente.

Três integrantes de quadrilha especializada na venda de veículos
Três integrantes de quadrilha especializada na venda de veículos “clonados” foram presos Foto: Divulgação / Polícia Civil

 

Após conversas com interessados na compra, o negócio era consumado dentro de um cartório de notas onde a vítima efetiva a transferência do valor e o criminoso, utilizando CRV e CNH falsos, mas em nome do proprietário do veículo original, faz o reconhecimento de firma assinando o recibo de compra e venda, simulando licitude na transação.

A atuação da quadrilha ocorre na quarta etapa de uma divisão de tarefas bem definida e iniciada com o roubo do veículo, seguida pela adulteração de alta qualidade dos sinais identificadores como chassi, vidros, selos e o próprio motor, em seguida do CRLV, recibo de compra e venda e CNH, finalizando com o anúncio num site e a venda do carro “clonado” dentro de cartórios, com recebimento do pagamento via transferência bancária.

 

Fonte: Extra

Em 4 anos, número de PMs do RJ baleados e atendidos em hospitais da corporação quadruplicou


Número de policiais baleados no Rio de Janeiro aumentou 325% em 4 anos
GloboNews
Número de policiais baleados no rio de Janeiro aumentou 325% em 4 anos

Número de policiais baleados no rio de Janeiro aumentou 325% em 4 anos

O número de policiais militares baleados e atendidos em unidades da corporação quadruplicou entre 2014 e 2018. É o que mostra um levantamento feito pela Comissão de Análise da Vitimização Policial da PM e obtido pela GloboNews.

Segundo o estudo, o número de PMs atendidos nesse tipo de situação saltou de 184, em 2014, para 783, em 2018. Ao longo desse período, 1.759 policiais foram baleados.

São casos como o de Alexsandro, policial militar baleado em serviço. Em 2011, ele participava de uma operação no Morro do Fallet, Região Central do Rio, quando foi atingido.

“Fomos encurralados e tive que lutar para sairmos vivos de lá. Trocamos tiros e não havia como recuar. Achei que iria morrer. O primeiro tiro atravessou meu corpo. O segundo, acertou meu pescoço e me deixou tetraplégico na hora. Caí no chão de frente, com a cara na lama, ainda ouvindo os tiros e pensando que estava morto. Mas fui resgatado e levado ao Hospital Central da PM, onde me salvaram.”

O aumento do número de casos levou a PM a criar um Núcleo de Assistência para os agentes feridos. Apenas nos últimos 2 anos, o departamento já atendeu mais de 250 agentes.

“Estamos mudando a forma de adquirir próteses e órteses. O processo era moroso, hoje tentamos diminuir esse tempo. para garantir que o policial tenha uma pronta resposta da Polícia Militar”, explicou a diretora de Assistência Social da PM, coronel Clarisse Antunes.

Todo essa violência gera impactos emocionais – 5.481 policiais militares pediram licença temporária por problemas psiquiátricos desde 2016. Apenas nos primeiros quatro meses deste ano, mais de 400 PMs foram afastados por transtornos como depressão e síndrome do pânico.

“Temos de três a quatro afastamentos psiquiátricos por dia, de uma forma resumida. O ser humano não foi feito para viver o que a gente vive na PM do Rio”, avaliou o presidente da Comissão de Análise da Vitimização Policial da PM, coronel Cajueiro.

Quando um policial militar é ferido durante uma operação, o socorro fica a cargo do Grupamento Especial de Salvamento e Ações de Resgate (Gesar), trabalho feito por meio terrestre ou aéreo.

Criado em 1995, o grupo conta com pouco mais de 70 PMs que auxiliam nos primeiros socorros desde o local do ataque até a unidade hospitalar. Os socorristas dão cursos para que outros batalhões se preparem melhor e, assim, consigam evitar mortes de policiais em serviço.

“Nós estamos diante de armas de guerra. É uma medicina de guerra. Por isso, neste contexto do Rio de Janeiro, a importância do Gesar e do trabalho dos socorristas se traduz em uma única palavra: vida”, definiu a tenente-coronel Myriam Broitman.

Fonte: G1

PMs ajudam em parto e depois prendem mulher que deu à luz na Zona Norte do Rio


Roberta Santos Viana deu à luz e acabou presa — Foto: PMERJ

Roberta Santos Viana deu à luz e acabou presa — Foto: PMERJ

 

Uma mulher foi presa instantes depois de dar à luz na Zona Norte do Rio nesta quarta-feira (26). PMs foram chamados por vizinhos para ajudar uma grávida na Vila Cruzeiro, na Penha, Zona Norte do Rio, e descobriram que ela era considerada foragida.

Os agentes constataram que Roberta Santos Viana já estava em trabalho de parto e decidiram ali mesmo ajudá-la a parir, pois não haveria tempo de chegar a um hospital.

Roberta deu à luz um menino, e os PMs prestaram os primeiros socorros. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou logo em seguida. A ambulância levou Roberta para o Hospital Federal de Bonsucesso.

Lá, com o nome completo, os agentes perceberam que Roberta tinha um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas. Ela está sendo mantida sob custódia na unidade de saúde.

Fonte: G1