Trio é preso ao aplicar golpe do falso sequestro no Rio

Trio aplicou o golpe do falso sequestro (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)Trio aplicou o golpe do falso sequestro (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

Agentes da 32ª DP (Taquara) prenderam nesta quarta-feira (31) três pessoas em autuadas em flagrante por associação criminosa e extorsão, após praticarem o golpe conhecido como falso sequestro.

De acordo com a polícia, Allan Clayderman Duarte Santos, Tiago da Paixão Silva e Fernanda da Silva Cidade foram presos na Praça Jauru, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, após pegarem o dinheiro e as jóias de uma senhora, que mantinham no telefone falando que haviam sequestrado sua filha.

Acreditando na informação, a vítima pegou um táxi na Zona Sul e foi até o local entregar o suposto resgate.  Ainda segundo os policiais, eles foram acionados pelo taxista, que os avisou o local onde os criminosos estavam. Disfarçados, os agentes conseguiram prender o trio quando tentava fugir com o resgate pago.

Fonte: G1

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Bandidos disparam para o alto para fugir da PM no Leblon

Pelo menos quatro bandidos fizeram disparos para o alto para escapar do cerco de policiais militares, na tarde desta terça-feira, no Leblon, Zona Sul do Rio. Segundo o comando do 23º BPM (Leblon), os PMs receberam denúncia de que um Astra de cor prata estaria circulando no bairro com o objetivo de realizar assaltos. Os tiros assustaram pedestres e moradores que passavam pela Rua General Urquiza.

Foi feito um cerco na Rua Dias Ferreira, uma das mais movimentadas do local, momento em que os suspeitos atiraram. Ainda não há informações de feridos ou de vítimas de assalto. De acordo com a corporação, o policiamento está reforçado no local.

Fonte: O Dia

Turista é assaltada e agredida em quarto de hotel de Copacabana

Uma turista que estava hospedada no Rio Othon Palace Hotel, em Copacabana, Zona Sul da cidade, foi assaltada no quarto do hotel na noite desta terça-feira. Dois homens, aparentemente estrangeiros, ameaçaram a jovem, de 27 anos, de morte, a amarraram e a agrediram. O caso foi registrado na 13ª DP (Ipanema).

Segundo as informações, os bandidos estavam bem vestidos e aparentavam ser hóspedes. A jovem teria visto os dois circulando pelos corredores do hotel pouco antes deles entrarem em seu quarto. Quando retornou aos seus aposentos, a turista encontrou a dupla lá dentro.

A mulher tentou correr, mas um dos homens a rendeu. Ela foi amarrada e amordaçada na cama do quarto. Um dos criminosos teriam exigido a senha do cofre do quarto. Como o mesmo não abriu, ele teria ameaçado a turista com uma chave de fenda e a teria ameaçado de morte.

Assim que conseguiram abrir o cofre, eles roubaram os pertences da mulher e deixaram o local. A mulher teria se arrastado até a sala, onde teria conseguido cortar a corda com o auxílio de um canivete. Na sequência, ela teria corrido para o quarto dos pais, onde pediu socorro. Ela foi levada até a delegacia por policiais militares.

Fonte: O  Dia

Grupo de amigos é assaltado enquanto fazia piquenique na Lagoa, na Zona Sul

O que pretendia ser uma confraternização de amigos no último dia do ano, terminou mal. Um grupo de sete pessoas fazia um piquenique na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio, quando foi abordado por dois assaltantes, um deles com uma peixeira, e tiveram os pertences roubados na manhã desta quarta-feira. Os bandidos levaram cordões de ouro, celulares, aproximadamente R$ 100 e uma bicicleta avaliada em R$ 3 mil. O grupo de amigos prestou depoimento na 13ª DP (Ipanema), e, segundo a Polícia Civil, o caso será encaminhado à 15ª DP (Gávea).

“Nunca mais eu faço um piquenique na Lagoa. Nunca mais”, disse a advogada Jade Dias, de 27 anos.

Após o assalto, as vítimas disseram ter encontrado PMs que faziam uma ronda próximo ao local do crime, que fica perto do Corte de Cantagalo. Os  policiais disseram que a ocorrência foi encaminhada ao 23º BPM (Leblon), responsável pelo patrulhamento da área.

Roubos de rua e roubos a pedestres crescem no Rio

Ainda de acordo com a advogada, o grupo nem percebeu a ação dos assaltantes, que passaram por eles pela ciclovia em uma bicicleta. Um dos bandidos estava sendo levado na carona. Jade contou que a aproximação de um dos marginais, o que estava com a faca, nem foi percebida:

“Ele disse: eu quero o camelo (bicicleta), só quero o camelo”, disse a advogada. Segundo ela, ele viu que não tinha ninguém em volta e aproveitou para ameaçar esfaquear todo mundo. A bicicleta, segundo outra vítima, estava solta, encostada numa árvore. Uma das vítimas disse que o homem que estava com a faca era negro, estatura mediana e com cabelo raspado, mais alto no meio do que nas laterais.

Em nota, o 23º BPM informou que parte do reforço de 135 policiais que o batalhão recebeu em 2014 foi deslocado para a Lagoa. Além disso, a Polícia Militar disse ser essencial que os cidadãos façam o registro das ocorrências.

Denúncias sobre localização de criminosos, armas e drogas podem ser feitas pelo Disque-Denúncia (2253-1177), com anonimato garantido.

Bicicleta roubada é avaliada em aproximadamente R$ 3 mil

Foto:  arquivo pessoal

Roubos de rua aumentam em 20,7% no estado

O Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgou, na tarde desta terça-feira, as incidências criminais e administrativas de segurança do Estado do Rio de Janeiro no mês de novembro deste ano. Casos como roubos de rua e roubos a pedestres cresceram 20,7% e 16,8%, respectivamente (6.370 em 2013 contra 7.689 em 2014 e 5.355 em 2013 contra 6.256 em 2014).

Fonte: O Dia

Pezão faz novo acordo com a União para prorrogar uso das tropas em favelas

O clima de tensão que ainda domina o Complexo da Maré somado aos trâmites na contratação de novos policiais militares pelo Governo do Estado fez com que o governador Luiz Fernando Pezão pedisse à União a permanência do Exército no local até junho do ano que vem. O acordo entre as duas esferas de poder previa a saída dos militares nesta quarta-feira, dia 31 de dezembro.

Pelo novo acordo, o terceiro entre as partes, o Exército permanecerá na comunidade apenas no primeiro semestre de 2015, sendo que a partir do fim de março começarão as trocas gradativas das tropas federais pelas da PM. Pezão, que se reuniu nesta terça em Brasília com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, justificou a mudança de planos.

Militares estão no conjunto de favelas da Maré desde 5 de abril: a partir de março, tropas começam a ser substituídas gradativamente

Foto:  Severino Silva / Agência O Dia

“A gente só consegue avançar no combate à criminalidade, no Rio de Janeiro, com esta cooperação. Temos diversas mudanças para anunciar. Estamos reavaliando as UPPs, mudando o comando de toda a área de segurança. Tomaremos uma série de medidas para reforçar o policiamento nos locais onde ainda há problemas”, disse Pezão, após a reunião com Cardozo.

As responsabilidades

O general José Carlos De Nardi, chefe do Estado- Maior Conjunto das Forças Armadas, no entanto, lembrou que o Estado do Rio deve assumir o quanto antes a responsabilidade pela segurança na Maré.

O governador Luiz Fernando Pezão, ao lado do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou nesta terça-feira, em Brasília, a permanência do Exército na Maré

Foto:  Divulgação

“É importante que a Polícia Militar e a segurança do Estado assumam sua responsabilidade. Por isso, estamos ficando até junho, para que haja esse período, no qual, pouco a pouco, passaremos a responsabilidade ao Estado, que tem a responsabilidade de cumprir sua missão”, disse o general.
O ministro enalteceu ter chegado a um entendimento com o governador Pezão, mas também fez questão de destacar que o acordo inicial era para uma ocupação temporária das tropas militares na Maré.

Região tem sido um grande desafio às forças de pacificação

A demora na contratação de novos policiais militares foi a justificativa oficial dada pelo governador Pezão para pedir a permanência das tropas do Exército no Complexo da Maré, mas o fato é que até o momento ainda não houve pacificação na região. No mês passado, o soldado do Exército Michel Augusto Mikami, de 21 anos, morreu ao ser atingido por um tiro na cabeça durante um confronto com bandidos quando participava de um patrulhamento de rotina na comunidade Vila dos Pinheiros.

Um ataque de traficantes no mesmo dia fez com que um tanque blindado caísse no canal da Avenida Dois, no Conjunto Esperança. A Força de Pacificação está na Maré desde o dia 5 de abril, quando 2.700 militares ocuparam as 15 comunidades do complexo de favelas. Os confrontos, no entanto, têm sido frequentes e vêm assustando os moradores da comunidade. Desde abril foram presas mais de 400 pessoas, além 158 menores apreendidos, sem contar drogas, veículos, armamento e muita munição.

Fonte: O Dia

PM reformado é assassinado após roubo na Via Dutra, em Nova Iguaçu

O subtenente reformado da PM José Messias Passos Corrêa, de 51 anos, foi morto a tiros em um assalto na pista sentido Rio da Rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na noite desta terça-feira. Os criminosos fugiram levando o carro do policial, mas abandonaram o veículo pouco depois. A arma da vítima também foi roubada. Dois PMs de mesma patente já tinham sido baleados na noite anterior em Mesquita e Nilópolis, na mesma região.

O policial voltava de uma igreja evangélica acompanhado da esposa em seu Honda Fit vermelho quando foi abordado por quatro homens a bordo de um veículo de cor prata, por volta das 22h, no Km 180, próximo ao supermercado Makro Atacadista. De acordo com o 20º BPM (Mesquita), após anunciar o assalto os bandidos atiraram no subtenente após descobrir que ele era PM. Ele não teve tempo de reagir.

Na fuga, além do carro, os criminosos roubaram a arma do PM. O veículo foi abandonado na via cerca de um quilômetro depois do local do crime. A mulher do subtenente Passos, que conseguiu fugir correndo, voltou para prestar socorro ao marido, ainda agonizante. O PM reformado porém, não resistiu e morreu no local. Ela está em estado de choque.

Antes de ser reformado, o subtenente Passos estava lotado no Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) e fez parte da Companhia Independente de Músicos da PM. Policiais da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) estiveram no local, realizaram uma perícia e assumiram as investigações. Os agentes tentam descobrir de onde seriam os bandidos que cometeram o crime.

Subtenentes foram baleados na véspera

Vinte e quatro horas antes da morte do PM subtenente Passos, dois colegas de farda e de mesma patente dele, mas lotados no 20º BPM (Mesquita), tinham sido baleados em serviço na Baixada Fluminense. No bairro de Olinda, em Nilópolis, policiais em patrulhamento foram atacadas a tiros por ocupantes de um Logan de cor prata, na Avenida dos Expedicionários, por volta das 22h. O veículo dos criminosos trafegava pela contramão.

No ataque, o subtenente Ivan foi ferido por estilhaços no rosto. Ele foi atendido inicialmente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cambuis e depois transferido para o Hospital Central da corporação (HCPM), no Estácio, na Zona Norte. De acordo com o batalhão, o PM se aposentaria no próximo plantão, nesta quinta-feira.

Cerca de 40 minutos depois do ataque em Olinda, policiais do 20º BPM trocaram tiros com criminosos na comunidade da Chatuba, em Mesquita. Os PMs tinham ido ao local checar uma denúncia de que dois jovens teriam sido sequestrados e seriam executados por traficantes. O subtenente Oliveira foi baleado na mão e no braço. Atendido no Hospital Geral de Nova Iguaçu, no bairro da Posse, ele também foi transferido para o HCPM. Os bandidos fugiram em direção à Mata do Governo. A denúncia não foi constatada.

Ainda segundo o batalhão, os dois PMs feridos receberam alta durante a madrugada. Os casos foram registrados na 57ª DP (Nilópolis) e na 53ª DP (Mesquita).

Soldado morto em Niterói

Agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí tentam identificar os bandidos que participaram da morte do soldado PM Douglas Leonardo Alencar Ribeiro, de 30 anos, no bairro do Fonseca, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, na tarde de segunda-feira.

Segurança de um posto de gasolina, o militar chegava com o dinheiro em uma moto numa agência do Banco Itaú, quando foi cercado por quatro bandidos de moto, armados com pistolas. Ao reagir, foi atingido por cinco tiros.

A polícia acredita que os bandidos tenham recebido informações privilegiadas sobre um depósito de R$ 8 mil que o PM faria no banco. A quadrilha fugiu levando a pistola da vítima e a moto, abandonada depois que o dinheiro foi recolhido da caçamba, na Alameda São Boaventura.

Fonte: O Dia

Tráfico expulsa PMs de casa em Duque de Caxias

Armados para defender a sociedade, mas sem o apoio do estado para garantir a segurança de suas famílias, policiais ficaram vulneráveis diante de bandidos do Comando Vermelho (CV). No sábado, pelo menos 30 traficantes portando fuzis e granadas expulsaram seis PMs e um policial civil de suas casas, que precisaram sair às pressas da comunidade Parque Cristóvão Colombo, em Parada Angélica, Duque de Caxias. Segundo os agentes, seus nomes figuravam numa lista feita pelos bandidos de pessoas marcadas para morrer na região.

“Saímos só com a roupa do corpo. Desde então, dormimos na casa de amigos e parentes, que abrem espaço para nós até conseguirmos alugar um imóvel. Minha mulher está com a pressão alta, e a minha filha, desesperada. Como PM, me sinto ‘um nada’. Estamos de mãos atadas. Será que o governo vai se mobilizar para ajudar alguns policiais?”, indaga uma das vítimas, nascida e criada no Parque Cristóvão Colombo.

A invasão — supostamente comandada pelo traficante conhecido como Zidane — foi feita porque o bando queria estender a venda de drogas de favelas vizinhas para o local. Os bandidos chegaram à comunidade por volta das 19h, dando ordens: “Se tiver polícia (sic) ou ‘alemão’ (apelido dado a rivais), vai morrer”. Segundo as vítimas, até moradores que eram seus amigos foram ameaçados.

Viaturas no Batalhão de Choque, no Estácio, para abastecimento de combustível: PM diz que houve problemas operacionais na logística de distribuição da fornecedora

Foto:  Ernesto Carriço / Agência O Dia

Até o dia da invasão, o lugar era bucólico e nunca havia sido alvo de traficantes, segundo os PMs. “As crianças brincavam nas ruas e todos se conheciam. É desesperador não ter para onde ir e muito triste ver as minhas filhas pequenas traumatizadas. Elas não podem nem ouvir barulhos de fogos que acham que o tiroteio recomeçou”, contou outro policial, que conversava com um amigo na rua e, ao perceber a invasão, foi levado para fora da comunidade pelo conhecido numa moto. A agonia deles foi registrada na 62ª DP (Imbariê).

A ajuda oferecida até agora pela PM foi o reforço de policiamento no local e apoio para que os policiais hoje ‘sem teto’ buscassem documentos e roupas. Os móveis e objetos continuam nas casas, construídas com uma vida inteira de sacrifícios e economias. “Minha vida inteira está ali, onde nasci. Não sei o que vai ser daqui para frente”, desabafou um PM.

Policiais do 15º BPM (Caxias) fizeram operação após a invasão, e houve intenso confronto, mas não conseguiram expulsar os traficantes, que se refugiaram na mata que cerca a região. O coronel Oliveira, que está à frente do 3º Comando de Policiamento de Área (CPA) da Baixada, disse que hoje haverá blindados no local.

Falta de combustível aumenta a crise na Polícia Militar

A ordem de racionamento de combustível do Estado-Maior da PM para os policiais reforçou a crise na corporação. Sem receber a cesta de Natal de R$ 100, autorizada ontem no Diário Oficial, mas ainda não depositada na conta, os militares agora não podem nem usar o ar-condicionado dos carros.

A ordem é desligar o motor e giroscópio das viaturas baseadas nas ruas. Ontem houve fila de viaturas para colocar gasolina no Batalhão de Choque. Nos bastidores comenta-se que, para garantir que a Petrobras mantivesse o fornecimento, o estado pagou R$ 39 milhões. A empresa negou o desabastecimento. Em um das notas oficiais, a PM informou que iria apurar as razões da interrupção.

Em outra se limitou a explicar que houve falha no abastecimento por problemas operacionais na logística de distribuição da fornecedora. E admitiu apenas que cinco unidades haviam sido afetadas. Porém, nas ruas, a reclamação dos policiais era geral. Em Higienópolis, uma viatura abastecia em um posto de gasolina comercial.

Para racionar o combustível, a PM estuda a retirada de aparelhos de ar-condicionado dos veículos. A informação causou revolta em muitos policiais. Aqueles flagrados com as viaturas ligadas serão punidos. “Isso acaba com a gente nesse calor de 40 graus. Ainda tem o fardamento e colete balístico. Hoje tentamos abastecer a viatura e não tinha combustível”, revelou um policial, que pediu para não ser identificado, do 5º BPM (Praça da Harmonia).

Em Higienópolis, na manhã desta terça, PM pagou gasolina do próprio bolso

Foto:  Foto de leitor

Em meio a tantos problemas, os policiais ficaram alarmados com a especulação de que não haveria kit-lanches para os policiais que vão trabalhar no Réveillon. Em nota, a Diretoria de Logística da corporação informou que os alimentos e kits já estão nas unidades para serem distribuídos.

Varredura para receber a ‘mini-UPP’

Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e Choque fizeram ontem uma varredura no Morro do Banco, no Itanhangá. A operação é para preparar o terreno da instalação de uma ‘mini-UPP’, como o ‘Informe do Dia’ publicou nesta terça com exclusividade. A ‘mini-UPP’, segundo o governador Luiz Fernando Pezão, é um conceito novo de Unidade de Polícia Pacificadora para áreas menores e será implantada a partir de sexta-feira.

Referência no tema UPP, o Dona Marta continuará com o mesmo comando, para alegria de moradores

Foto:  Bruno Lima / Agência O Dia

Uma das UPPs mais bem-sucedidas, a do Morro Dona Marta, em Botafogo, vai continuar com o capitão Márcio Rocha à frente da unidade. A permanência do oficial foi uma vitória dos moradores. Segunda-feira, houve uma reunião do secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, com representantes da comunidade. Eles pediram para que Rocha fosse mantido por causa dos projetos sociais que ele apoia na região. Sensibilizado com a mobilização da população, Beltrame anunciou que Rocha será mantido por mais seis meses, mas lembrou que precisa da boa atuação do militar em outra comunidade.

Governo vai pagar R$ 82 mil em roupas sociais para agentes escoltarem a chefia da Civil

Em meio a aquisições de equipamentos de precisão, um item chama atenção entre as contratações feitas recentemente pela Secretaria de Segurança: a compra de roupas sociais por R$ 82 mil para servidores encarregados de escoltar integrantes da Chefia da Polícia Civil. A aquisição de 120 ternos, 120 gravatas e 120 camisas sociais será feita com a empresa Shanon Moda Masculina LTDA, vencedora da licitação. O traje completo sairá por R$ 683.

O contrato tem vigência de seis meses, e todos os agentes que integram a escolta ficarão com os ternos. A transação vem no momento em que o governador Luiz Fernando Pezão prevê que o Rio poderá enfrentar um quadro ruim na economia em 2015, e em que as cestas de Natal dos PMs foram cortadas por falta de orçamento. Na justificativa, o governo alega que a compra é para ‘atender servidores que efetivamente atuam na área de escolta, vez que acompanham autoridades da administração superior da Polícia Civil devem se apresentar bem trajados, com uniforme social completo, qual seja: paletó’.

No edital, a Secretaria estima que cada terno completo, em poliviscose, custará R$ 516,67, cada camisa social de algodão, R$ 133, e a gravata, R$ 56, 33. Na loja Camisaria Colombo, o terno e a calça social, nos mesmos padrões da licitação, saem por R$ 338, a camisa social mais cara é R$ 79,95 e a gravata R$ 39,95. Já a Companhia do Terno anuncia o terno e a calça por R$ 223, a camisa social por R$ 66 e a gravata por R$ 29,90. A Polícia Civil alegou que a Shanon foi vencedora de pregão eletrônico realizado em 12 de setembro, com a participação de outras cinco empresas.

Fonte: O Dia