Bebê sofre traumatismo craniano após ser espancada; pai é preso

Criança de três meses deu entrada no Hospital Salgado Filho, segunda-feira, com várias lesões pelo corpo

 

Bebê dá entrada no Hospital Municipal Salgado Filho com traumatismo craniano após ser espancada pelo pai
Bebê dá entrada no Hospital Municipal Salgado Filho com traumatismo craniano após ser espancada pelo pai – Reprodução Google Maps

 

Uma bebê de três meses, identificada como Alice de Lima Garcia, foi internada no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, na Zona Norte do Rio, após ser espancada. O principal suspeito é o pai dela, que está preso. A criança deu entrada na unidade, segunda-feira à noite, com traumatismo craniano, fratura na perna e vários hematomas pelo corpo. Segundo uma fonte, a fratura na perna é antiga, o que pode indicar que a criança sofre maus-tratos há algum tempo.

Procurada pelo DIA, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que a bebê teve uma leve melhora e será transferida, nesta quinta-feira, para o Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Municipal Jesus, no Maracanã, também na Zona Norte.

Já a Polícia Civil confirmou a prisão do suspeito, mas ainda não informou o nome dele, nem onde o caso está registrado.

 

Fonte: O Dia

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‘Não existe nenhuma ação que se transforme em milagre’, diz general das forças integradas no RJ

General Antonio Manoel de Barros diz que não se pode esperar “varinha de condão”. Ele culpa crise de segurança por décadas de violência.

O general de divisão Antonio Manoel de Barros, comandante responsável pelas ações integradas das Forças Armadas na intervenção do Rio, elogiou a operação nesta quinta-feira (30). Após reunião com autoridades – como o presidente da República, governador e prefeito – ele disse que não existe “varinha de condão” para a segurança pública.

“Não existe nenhuma ação que se transforme em milagre. Temos um problema de décadas no Rio, que o estado brasileiro, através dessa intervenção, num esforço muito grande de todos nós, particularmente da população que mais sofre, busca as soluções”.

O encontro ocorreu para fazer um balanço dos seis meses da intervenção, mas as autoridades consideram que a parte “executória” tem apenas três. Foi também a impressão apresentada pelo presidente da República, Michel Temer (MDB), que vê “índices extraordinários”. O general fez eco à impressão.

“Quando você vem com um problema de décadas e décadas, não vão ser três meses de maneira mágica que resolvem os problemas. Esse é um aspecto. Estamos falando de uma cidade com milhões de habitantes. Falamos é de população beneficiada, mas tem um ponto: por que será que está havendo apoio da população para a intervenção?”, questionou o general.

Confrontado com a última pesquisa de opinião que indicou queda do apoio, rebateu. “Aí falamos do que caiu ou do que existe?”

“Se a sensação (de segurança) não melhora, é porque alguém não está fazendo o papel de informar e temos que questionar isso aí”, lamentou o general.

Perguntado sobre a sensação de segurança após os tiroteios no Dona Marta, a instabilidade na Vila Kennedy – considerada a comunidade modelo da intervenção – e das baixas militares no Complexo do Alemão, o general celebrou a diminuição de roubos e latrocínios.

“Mas isso não importa muitas vezes. Eu lamento profundamente que alguns pontos a gente tem isso de problema. Como vamos melhorar a sensação para aquela pessoa, se a gente não fala o que está dando certo? Será que está tão ruim assim e nós não temos nenhum resultado positivo? Os senhores peguem os índices demonstrados e vejam”.

‘Irracionalidade de marginais’

Citando o exemplo do Alemão, o general fez um esboço da segurança pública fluminense. Disse que os tiroteios são de responsabilidade de “bandidos irracionais buscando confronto” que disparam rajadas contra a tropa “sem critério” e acabam sendo alvejados.

“Infelizmente, o confronto acontece por causa da irracionalidade desses marginais que se encontram acuados e buscam confronto. Nós somos o estado”, disse.

Mais mortes, menos roubos

Entre os índices divulgados em agosto pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), na comparação entre os meses de julho de 2017 e julho de 2018, destacam-se os seguintes:

  • aumento de 105% das mortes em ações policiais;
  • aumento de 9% nos homicídios dolosos;
  • queda de 29% no roubo de veículos;
  • queda de 61% nos latrocínios;
  • queda de 19% no roubo de carga.

Fonte: G1

Temer diz que últimos 4 meses da intervenção federal foram ‘extraordinários’

Presidente diz considerar ótimos os resultados da ‘fase de execução’ dos trabalhos e citou a aprovação popular indicada em pesquisa.


Temer diz que últimos 4 meses da intervenção foram 'extraordinários'

Temer diz que últimos 4 meses da intervenção foram ‘extraordinários’

 

O presidente da República, Michel Temer (MDB), ministros dele e o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), participaram de reunião nesta quinta-feira (30) no Comando Militar do Leste (CML), região central do Rio. As autoridades fizeram um balanço de seis meses da intervenção federal no Rio.

Temer falou com a imprensa logo após o encontro, pouco antes de seguirem para um almoço no CML.

“Registrei na minha fala (na reunião) a todos os setores que imaginava um período de seis meses de intervenção. Ela ultrapassa um pouco o período de seis meses, mas de atividade executória – porque os dois primeiros foram de organização – temos praticamente três, no máximo quatro. E nesses três ou quatro meses os índices de combate à criminalidade são extraordinários”, disse.

Entre os índices divulgados pelo Instituto de Segurança Pública, na comparação entre os meses de julho de 2017 e julho de 2018, destacam-se (veja os dados detalhados no fim da reportagem):

  • aumento de 105% das mortes em ações policiais;
  • aumento de 9% nos homicídios dolosos;
  • queda de 29% no roubo de veículos
  • queda de 61% nos latrocínios
  • queda de 19% no roubo de carga

Dados do tiroteios durante os seis meses de intervenção aumentaram 61% em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram cinco mil, segundo o aplicativo Fogo Cruzado.

Ele disse que embora, em pesquisas de satisfação, a intervenção tenha perdido apoio é “extremamente favorável” por ainda ser bem vista por mais da metade da população.

“Sei que se diz, bom, o apoio à intervenção federal caiu de 74% para 66%, mas eu mesmo me indago qual setor da atividade pública que tem 66% de aprovação da popiulação? Ou seja, quando ultrapassa a margem dos 50% já é extremamente favorável”.

O presidente da República também comemorou as apreensões de drogas. “Nos últimos dias cresceu exponencialmente o número de prisões. Em segundo lugar, apreensão de cocaína e maconha cresceu substancialmente portanto dando resultado da intervenção. Estamos satisfeitíssimos por ter decretado essa intervenção parcial. Exemplo do Rio tem sido invocado por outros governos que pedem intervenção nessa área”.

Presidente Michel Temer participa de encontro com governador e interventor federal na segurança do RJ (Foto: Gabriel Barreira / G1)

Presidente Michel Temer participa de encontro com governador e interventor federal na segurança do RJ (Foto: Gabriel Barreira / G1)

Na quarta-feira (29), o ministro da segurança pública, Raul Jungmann, disse que o Estado estará mais seguro quando a intervenção acabar do que quando começou.

Da reunião participaram também o ministro da Justiça, Torquato Jardim; o ministro da Defesa, Joaquim Silva de Luna; o ministro Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen; e o ministro da secretaria de Governo, Carlos Marun.

Presidente Michel Temer participou de reunião na manhã desta quinta-feira (30) (Foto: Reprodução / TV Globo)

Presidente Michel Temer participou de reunião na manhã desta quinta-feira (30) (Foto: Reprodução / TV Globo)

De acordo com o Observatório da Intervenção do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec) os números dos roubos de carga diminuíram em algumas áreas do Estado do Rio de Janeiro e a criminalidade se expandiu por outros caminhos. Os roubos de carga aumentaram 497% em cinco municípios.

Já o Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgou, também neste mês, um balanço mostrando alguns índices de criminalidade de julho de 2018, comparados com julho do ano passado.

Confira alguns índices:

MORTES EM DECORRÊNCIA DE INTERVENÇÃO POLICIAL

  • Julho de 2017 – 63
  • Julho de 2018 – 129
  • Variação: alta de 105%

HOMICÍDIOS DOLOSOS

  • Julho de 2017 – 374
  • Julho de 2018 – 408
  • Variação: Alta de 9%

ROUBO DE VEÍCULOS

  • Julho de 2017 – 4.951
  • Julho de 2018 – 3.518
  • Variação: Queda de 29%

LATROCÍNIO

  • Julho de 2017 – 23
  • Julho de 2018 – 9
  • Variação: Queda de 61%

ROUBO DE CARGA

  • Julho de 2017 – 908
  • Julho de 2018 – 731
  • Variação: Queda de 19%

ROUBO DE RUA

  • Julho de 2017 – 12.587
  • Julho de 2018 – 11.021
  • Variação: Queda de 5%

Incogitável o fechamento de fronteiras

Temer também falou sobre a situação dos venezuelanos em Roraima. Ele disse que o fechamento de fronteiras é “incogitável” e disse que uma possível entrega de senhas seria para diferenciar os imigrantes que só estão no Brasil para fazer compras e aqueles que dependem de atendimento humanitário, como vacinas ou outras ajudas.

“Evidentemente, quando li a preocupação de que a minha fala poderia significar fechamento de fronteiras – vou pedir licença para dizer – é porque as pessoas não sabem ler ou não querem ler. Bastaria pegar afirmações minhas, quando disse que fechamento de fronteira é incogitável. Houve até medida judicial e minha advogada geral da união está trabalhando exata e precisamente para que seja cumprida pela legislação federal ou por tratados internacionais que eu mesmo assinei, quando fui abrir os trabalhos da ONU, seria incogitável o fechamento de fronteiras. Não há isto, não haverá isto.”

Fonte: G1

Tiroteio na Rocinha tem um morto e um preso durante ação da Polícia Militar

A Favela da Rocinha
A Favela da Rocinha Foto: Barbara Lopes / Agência O Globo/ 01-08-2018

Um homem, ainda não identificado, morreu no final da manhã desta quinta-feira. Segundo a Polícia Militar, é um suspeito que foi baleado após um confronto na Rua 2, na Rocinha, na Zona Sul do Rio. Segundo a Secretaria municipal de Saúde, o homem branco, de aproximadamente 20 anos, foi levado por policiais e já chegou morto ao Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea.

Equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) fizeram uma operação na Rocinha, na manhã desta quinta-feira. Por volta das 9h, a Polícia Militar publicou em seu perfil no Twitter que policiais do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) e do Batalhão de Ação com Cães (BAC) também reforçavam o patrulhamento.

Em nota, a Polícia Militar informou que equipes policiais do BPChq em patrulhamento pela comunidade foram recebidas a tiros e houve confronto. Após cessarem os disparos, em buscas na área, um suspeito foi encontrado ferido. Ele estava, segundo a polícia, com uma pistola e uma granada na Rua 2.

Em outro ponto da Rocinha, policiais prenderam um criminoso com mandado de prisão em aberto.

 

Fonte: Extra

Inspetor é feito refém por presos no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio

o Complexo de Gericinó
o Complexo de Gericinó Foto: Bruno Gonzalez / Agência O Globo / Arquivo

Agentes do Grupo de Intervenções Táticas (GIT) da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) libertaram um inspetor da Seap que havia sido feito refém, nesta quinta-feira, em uma das galerias do Presídio Jonas Lopes de Carvalho, mais conhecido como Bangu 4,. no Complexo Penitenciário do Gericinó, na Zona Oeste do Rio.

O inspetor ficou em poder dos detentos por cerca de 25 minutos. Logo após o agente ser capturado, um negociador da Seap chegou a conversar com os detentos, mas não obteve sucesso na tentativa de libertar o colega.

Agentes do grupamento tático foram então acionados e entraram na galeria, controlando a situação. O inspetor foi libertado sem ferimentos. Não há notícias de detentos feridos.

Três apontados como responsáveis por render o agentes foram identificados e estão sendo levados para a 34ª DP (Bangu), onde vão prestar depoimento. Um procedimento disciplinar deve ser instaurado pela Seap.

 

Fonte: Extra

Após disputa entre traficantes, Exército reforça patrulhamento em Belford Roxo, na Baixada Fluminense

Bandidos das comunidades Castelar e Palmeira disputam o domínio da venda de drogas na região.

 

Após o registro de disputas entre criminosos por pontos de venda do tráfico de drogas em comunidades do centro de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, o Comando Militar do Leste informou que tropas do Exército patrulham o município desde a noite da última quarta-feira (29). Até 06h10, não há informações sobre prisões, apreensões ou feridos.

Bandidos das comunidades Castelar e Palmeira disputam o domínio da venda de drogas na região. Na noite de terça-feira (28), dois policiais militares acabaram baleados e tiveram que ser resgatados de dentro de uma das comunidades com um helicóptero. Um foi atingido na mão e outro no abdômen. Os dois foram levados para o Hospital Municipal de Belford Roxo e estão fora de perigo.

O 39º Batalhão (Belford Roxo) da Polícia Militar também realiza uma operação na comunidade do Castelar nesta quinta (30) para combater o tráfico de drogas na região. Não há informações sobre feridos ou apreensões.

Fonte: G1

Autorização para a compra de coletes à prova de balas para PM e agentes penitenciários é publicada no Diário Oficial da União

Aquisição aconteceu em regime de urgência para substituir equipamentos que estão no fim da vida útil.

 

Foi publicada na edição desta quinta-feira (30) do Diário Oficial da União a autorização do interventor federal na segurança do RJ, general Braga Netto, para a compra de 14.875 coletes balísticos que serão usados por policiais militares e agentes penitenciários.

Os coletes suportam tiros de fuzil 7.62 e outros de menor poder ofensivo. O valor total da compra é de R$ 76.743.550,85. A aquisição aconteceu em regime de urgência para substituir equipamentos que estão no fim da vida útil.

O anúncio da compra dos coletes foi feito no começo do mês e o valor pago por eles é a segunda aquisição com a verba de R$ 1,2 bilhão liberada pelo governo federal para a intervenção na segurança do RJ.

Fonte: G1