Blindado da PM cai em barranco durante operação em Belford Roxo


Blindado da PM caiu em um barranco, na comunidade do Guaxa, em Belford Roxo — Foto: Reprodução Internet

Blindado da PM caiu em um barranco, na comunidade do Guaxa, em Belford Roxo — Foto: Reprodução Internet

Um veículo blindado da Polícia Militar, mais conhecido como caveirão, caiu em um barranco na comunidade da Guaxa, em Belford Roxo, Baixada Fluminense, na manhã desta sexta-feira (28).

Segundo informações do 39º BPM (Belford Roxo), os policiais faziam uma operação para capturar traficantes de drogas e armas, quando o blindado teve problemas mecânicos.

O veículo começou a se deslocar de ré e desceu um barranco. Na queda, o blindado derrubou uma árvore e bateu em um poste de luz. Ninguém ficou ferido.

O blindado teve problemas mecânicos durante uma operação feita para capturar traficantes de drogas e armas — Foto: Reprodução Internet

O blindado teve problemas mecânicos durante uma operação feita para capturar traficantes de drogas e armas — Foto: Reprodução Internet

 

Fonte: G1

Intervenção federal finaliza transição de ações para forças estaduais

As atividades da intervenção terminam no dia 31 de dezembro, conforme previsto no decreto presidencial

General Walter Braga Netto Divulgação

 

As atividades da intervenção federal no Rio de Janeiro continuam até o dia 31 de dezembro, como previsto no decreto presidencial que estabeleceu a medida. Segundo o interventor, general Walter Braga Netto, nesses três dias que faltam para o fim dos trabalhos, será finalizada a transição para as forças estaduais.

“Nós vamos continuar as operações, fazendo uma passagem gradativa para as forças de segurança, que já está sendo feito. Isso vem no planejamento desde agosto. A gente paulatinamente foi retirando as tropas da rua. As operações que eram feitas eram para dar um suporte para as forças de segurança para que ela pudesse ser treinada, receber instrução, receber material. À medida que eles foram recebendo, nós fomos saindo”.

Braga Netto participou na manhã desta sexta-feira da cerimônia de encerramento das atividades da intervenção federal do Comando Conjunto, no Campo de Parada General Zenóbio da Costa, na Vila Militar, zona oeste do Rio de Janeiro. Ontem, foi realizada uma cerimônia para civis.

Segundo Braga Netto, a grave situação da segurança pública encontrada pelas forças armadas, em julho do ano passado, quando começaram as ações de Garantia da Lei e da Ordem no estado, foi revertida. Ele ressaltou que trabalhou com a indicação por mérito e que esse deveria ser o critério adotado sempre. “Nós adotamos o mesmo critério que usamos nas forças armadas, se tem mérito é promovido, se não tem não é. Indicação política para comandante de batalhão, delegado de polícia, colocar o amigo, o primo, não funciona. Mas isso agora é uma decisão do novo governador”.

Integração e regularidade

Braga Netto destacou que a integração entre as corporações foi o ponto mais importante do trabalho realizado e disse que já conseguiu empregar 90% dos recursos de R$ 1,2 bilhão destinados pelo governo federal para a intervenção na segurança pública do estado. “O tempo era curto para nós treinarmos e executarmos todo o dinheiro. Tenho hoje, amanhã e segunda-feira para gastar o dinheiro. Eu vou bater hoje 90% do recurso”, disse ele.

Para o ex-secretário de Segurança Pública, general Richard Nunes, que foi exonerado hoje do cargo, a contribuição mais importante da intervenção foi o reestabelecimento da regularidade de recursos, particularmente o de recursos humanos.

“Nós empreendemos uma série de ações estruturantes para recuperar o efetivo das polícias e encaminhar soluções que vão vir no futuro. Os mil policiais que foram chamados do concurso de 2014, que estava travado, eles só vão estar prontos no ano que vem. Nós semeamos para o futuro. Nós convocamos policiais que estavam cedidos a outros órgãos de maneira indevida. Nós fizemos todo um trabalho de reavaliação médica, para incorporar mais efetivo. Nós rearticulamos as unidades de Polícia Pacificadora, isso economizou efetivo”.

Quanto aos recursos financeiros, Nunes destacou o Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento Social (Fised), sancionado pelo governo em maio. Segundo ele, todas as informações foram repassadas para a equipe de transição para o novo governo.

“Está tudo pronto, entregamos o plano, a equipe de transição foi recebida por nós a todo momento, prestamos todos os esclarecimentos, com absoluta transparência e total cooperação. Então eu saio com a consciência tranquila, eu e minha equipe, que nós passamos todas as informações e passamos todos os planos. Agora, fica a cargo de quem vai nos suceder”.

BalançoNo balanço da intervenção, o Comando Conjunto informou que foram feitas 20 operações por mês, com mais de 230 no total, foram retirados 1.200 obstáculos, 160 mil quilômetros percorridos, diversos presos e 242 armas apreendidas, com o uso de 18 mil integrantes do comando conjunto no total.

No discurso, Braga Netto destacou que as operações Furacão beneficiaram 8,8 milhões de pessoas e prestou homenagem aos cinco soldados que “tombaram na missão”. “Que suas passagens não tenham sido em vão”, disse ele.

 

Fonte: O Dia

Preso homem apontado como um dos líderes do Morro do Frade, em Angra dos Reis

Suspeito estava foragido desde 19 de dezembro

 

Preso homem apontado como um dos líderes do Morro do Frade, em Angra dos Reis

Preso homem apontado como um dos líderes do Morro do Frade, em Angra dos Reis – Divulgação

 

Um dos principais líderes do tráfico de drogas do Morro do Frade, em Angra dos Reis, no sul do estado, foi preso na noite desta quinta-feira. De acordo com a Polícia Federal (PF), o homem, que não teve a identidade revelada, estava foragido desde 19 de dezembro.

Ainda de acordo com a PF, o suspeito foi detido por agentes da 3ª Superintendência Regional de Polícia Rodoviária Federal na Rodovia Rio-Santos (BR-101), em Mangaratiba, no Sul do estado. Ele foi encaminhado ao sistema prisional onde responderá por tráfico e associação ao tráfico de drogas cujas penas somadas chegam até 25 anos de reclusão. As circunstâncias da prisão não foram divulgadas.

A ocorrência foi encaminhada para a 165ª DP (Mangaratiba).

 

Fonte: O Dia

Governo conclui obras da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense

Nova unidade irá substituir a atual Delegacia de Homicídios, que funciona provisoriamente no Centro de Belford Roxo

 

Governo conclui obras da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense

Governo conclui obras da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense – Divulgação/ Sabrina Bernardo

 

O Governo concluiu as obras da nova sede da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DH Baixada). Com recursos do Tesouro estadual de mais de R$ 10 milhões, a unidade está localizada na Avenida Retiro da Imprensa, no município de Belford Roxo. A DH Baixada aguarda apenas instalação de mobiliário, prevista para ser executada em janeiro de 2019, para entrar em funcionamento.

O empreendimento está localizado em terreno de 1.894 metros quadrados, com área construída total de 2.978 metros quadrados, distribuídos em cinco pavimentos. A DH Baixada terá área reservada para estacionamento de viaturas, salas para delegados, área de investigação, laboratórios de criminalística, auditório, refeitório e vestiários. A nova unidade irá substituir a atual Delegacia de Homicídios, que funciona provisoriamente no Centro de Belford Roxo.

 

Fonte: O Dia

Inspetores da Seap vão responder a processo por suposta orgia em cadeia

Segundo inquérito, eles facilitaram entrada de três mulheres em prisão de Benfica

 

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), através da Corregedoria, finalizou a sindicância instaurada em julho, sobre a suposta orgia na Casa do Albergado Crispim Ventino, em Benfica, Zona Norte do Rio. Três inspetores de segurança e administração penitenciária irão responder a processos administrativos porque “valeram-se do cargo público exercido e consentiram o que deveriam proibir”. A conclusão do caso será encaminhada ao Ministério Público Estadual.

Segundo as investigações, três mulheres estiveram na prisão por mais de três horas. De acordo com a sindicância, um dos investigados afirmou que elas seriam a esposa, cunhada e filha de um inspetor, que teria levado a filha para uma consulta médica ao Hospital Alcides Carneiro, em Petrópolis. No entanto, não foi constatado nos registros do hospital o nome da menina.

De acordo com o relatório final, “por considerar inadmissível a tão prolongada presença de mulheres em tal unidade prisional seja associada ao ideal de prover assistência médica à filha de um determinado servidor”, e por entender que a ausência de um servidor se deu “inoportunamente por razões manifestamente escusas, a julgar pela ausência de qualquer registro sobre o atendimento hospitalar que, enfaticamente, o servidor afirmou ter sido prestado àquela dependente, hipoteticamente acometida por problemas de saúde”, foi concluído que os servidores não agiram em cumprimento do dever.

Ainda de acordo com a Corregedoria, será aberta uma nova sindicância pela constatação que funcionava na unidade uma cantina sem permissão formal da Seap, e o local foi administrado por permissionária de lotes envolvidos na Operação Primogênita.

 

Fonte: O Dia

Moradores avaliam atuação militar na Vila Kennedy, o ‘laboratório da intervenção’

Interventor deve devolver R$ 120 mi aos cofres da União
RJ2
Interventor deve devolver R$ 120 mi aos cofres da União

Interventor deve devolver R$ 120 mi aos cofres da União

 

A intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, que termina na segunda-feira (31), começou a atuar em uma comunidade que serviu como uma espécie de “laboratório”, segundo o próprio interventor, o general Braga Netto: a Vila Kennedy.

De acordo com o balanço oficial, durante o tempo em que os militares estiveram na Vila Kennedy, de fevereiro a maio, foram presos 21 suspeitos, recuperados 840 motos e 790 carros roubados, e apreendida uma tonelada de droga.

O RJ2 ouviu moradores para saber o que acham das ações da forças militares na região.

Cerca de 1,4 mil militares entraram na comunidade para prender criminosos, derrubar barricadas e transformar a favela num laboratório da intervenção.

“Eu lembro como se fosse ontem. Eu lembro que meu pai, meu pai é ex-militar, então ele falava que daria certo. Eu fui o único da família, eu acho que posso dizer até da região, que sabia que ia dar errado. E eu falava, cara, não vai dar certo porque eu acho que a intervenção, só com a força militar, não é a solução. Porque eu acho que tem que vir com educação, saúde, cultura, talento da nossa comunidade. E eu lembro que foi, foi um clima de tensão, um clima de tensão assim que as pessoas: ‘Caraca, os militares vão vir'”, conta o morador Junior Santana, que tem um canal de notícias da comunidade.

O Binho mora na Vila Aliança, mas tem vários projetos na Kennedy.

“Eu trabalhava em parceria com a UPP da Vila Kennedy, com um projeto de música, onde os professores eram militares, policiais militares, hoje, sem a UPP, hoje eu não tenho mais esse trabalho lá. Mas a gente tinha conquistado a relação com a comunidade e, mesmo eu sendo da Vila Aliança e trabalhando la na Vila Kennedy, com a polícia, eu nunca sofri retaliação, o trabalho sempre foi respeitado”, diz.

As operações na Vila Kennedy começavam de manhã e terminavam à tarde. Assim que as tropas viravam as costas, traficantes botavam as barricadas de volta. Uma dinâmica que continuou por semanas.

Junior conta que recebeu relatos de excessos. “Abuso de entrar na casa de moradores, eu entrevistei morador que falou que os militares entravam na casa dele e tomaram tudo. Era fotógrafo, né, e aí levaram tudo. Invadiram a casa dele, não pediram permissão pra entrar. “

Binho sonha com um tempo em que a favela seja lugar de um outro tipo de intervenção: a intervenção da cidadania.

“A Vila Kennedy tem batalhões, tem o BPVE [Batalhão de Policiamento em Vias Expressas], tem o 14º [BPM], e mesmo assim eles continuam errando sem dialogar com a comunidade achando que a situação ali vai se resolver com polícia, quando, na verdade, a gente imagina, a gente acredita, sabe como se resolve os problemas ali, oferecendo oportunidades de empreendedorismo, geração de emprego e renda pros jovens, cursos profissionalizantes e projetos esportivos, culturais, sociais. Se investir nessa area, eu garanto a você, não como morador apenas, mas como cientista social, que atua em favelas no Brasil, que se for feito um investimento nessa área a gente em curto, médio prazo, vai diminuir esse ciclo negativo, de criminalidade dentro desses territórios. “

Fonte: G1

Intervenção no RJ deve devolver R$ 120 milhões aos cofres da União

Interventor deve devolver R$ 120 mi aos cofres da União
RJ2
Interventor deve devolver R$ 120 mi aos cofres da União

Interventor deve devolver R$ 120 mi aos cofres da União

A intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro chega ao fim na segunda-feira (31). A expectativa de militares que nesta sexta-feira (28), 90% da verba de R$ 1,2 bilhão estará empenhado para a aquisição de equipamentos. Os 10% restantes, cerca de R$ 120 milhõesm, serão assim devolvidos para a União.

“Já tivemos alguns pagamentos. Pouco, pagamos muito pouco até o momento, porque o nosso foco é de comprar quantidade. São itens complexos que exige um prazo para entrega e diante desse prazo nós esperamos estar iniciando as grandes entregas a partir de fevereiro”, explicou o general Laélio Andrade, secretário de administração do gabinete de intervenção.

De acordo com o militar, foi feita a reposição do estoque de munição da polícia e já se entregou coletes para uso de policiais e material de limpeza de delegacias, por exemplo.

Os R$ 890 milhões empenhados, de acordo com o general Laélio, equivalem a 5 anos em investigmentos da segurança do RJ.

Em dez meses de ações foram gastos um total de R$ 200 milhões em operações. O restante do dinheiro (R$ 1 bilhão) foi utilizado na compra de equipamentos.

Os valores foram divulgados pelo interventor federal, o general Walter Braga Netto, na manhã desta quinta-feira (27), no Comando Militar do Leste (CML), no Centro do Rio.

Até esta quinta-feira, 74% da verba destinada pela intervenção estavam empenhados. Com o empenho de três helicópteros, o comprometimento da verba atingirá, segundo os militares, a 90% do dinheiro destinado à intervenção.

Dentre os investimentos, a Polícia Militar foi quem mais recebeu investimentos:

  • Polícia Militar – 35%
  • Polícia Civil – 29%
  • Corpo de Bombeiros – 9,5%

 

Destes R$ 890 milhões, R$ 440 milhões foram usados para adquirir 4 mil veículos.

“Teremos grandes entregas em fevereiro e março de 2019. Acho que as últimas entregas serão os helicópteros. Isso exige mais tempo. Acredito que esses produtos vão chegar até o final de 2019 ou começo de 2020”, contou o militar.

Nesta quinta-feira (27) houve uma cerimônia com representantes dos governos federal, estadual e das Forças Armadas marcaram os dez meses de operação.

O interventor, o general Walter Braga Netto preferiu não dar entrevistas. Em dez minutos de discurso falou do período de intervenção.

Em suas palavras, o militar disse que quando assumiu “havia uma crise ética, política e econômica no estado e que um planejamento estratégico permitiu recuperar a capacidade operacional dos órgãos de segurança pública, além de baixar os índices de criminalidade.

“Temos a convicção de que trilhamos um caminho difícil e incerto, mas cumprimos a missão. A participação da sociedade carioca, de instituições públicas e privadas, de órgãos de segurança pública trabalhando integrados às Forças Armadas constitui-se em um marco na nossa história, que deixa claro que os desafios da segurança pública somente serão vencidos se enfrentados de forma integrada, onde cada organização oferece as suas melhores capacidades para atingirmos o bem comum”, explicou o general Braga Netto.

O militar comparou a intervenção a um “avião” para explicar o que considerou um sucesso esse período de ação militar no RJ.

A intervenção taxiou, decolou. Terminamos sua construção a grande altitude e completamos o percurso programado. Estamos prestes a tocar o solo no destino final”, disse.

Um balanço divulgado pelo gabinete de intervenção fizeram 208 operações nesses dez meses. As ações resultaram na apreensão de 242 armas, ou seja, uma arma por operação em média.

Fonte: G1