Curso de formação de Soldados tem 2.233 inscritos para vagas de professor e instrutor

Agente que retornar receberá gratificação
Agente que retornar receberá gratificação Foto: Marcos de Paula / Marcos de Paula

A Secretaria de Segurança Pública (Seseg) divulgou, nesta quinta-feira, que 2.233 docentes se inscreveram no processo de seleção para vagas de professor e instrutor abertas para o Curso de Formação de Soldados (Cfsd) da Polícia Militar.

Ao todo, 1.100 vagas serão preenchidas ao longo da realização do curso, que já teve sua primeira turno convocada para procedimento iniciais no final de julho.

A secretaria promete anunciar no dia 20 de agosto, por meio de publicação no Diário Oficial, o resultado final da seleção. Todo o processo tem sido feito por meio do Programa Banco de Talentos.

Para a função de docente, as remunerações podem variar entre R$ 52 a hora-aula nos casos de candidatos com ensino médio, a R$ 84,50 nos casos de interessados com doutorado. A função de monitor terá pagamento de R$ 19,50 a hora-aula.

 

Fonte: Extra

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Governo do Rio autoriza concurso para a reposição de 37 vagas de oficial da PM

O aval do Estado ao concurso foi publicado no Diário Oficial de hoje
O aval do Estado ao concurso foi publicado no Diário Oficial de hoje Foto: Márcia Foletto / Globo – Rio

O governador Luiz Fernando Pezão autorizou a realização de concurso para oficial da Polícia Militar do Estado do Rio (PMERJ). A tendência é que sejam abertas 37 vagas com previsão de realização da prova até o início de 2019. O aval de Pezão consta na edição de hoje do Diário Oficial do Estado.

A abertura do concurso respeita as regras estabelecidas pelo Regime de Recuperação Fiscal firmado entre o Estado do Rio e a União. O governo estadual calculou o número de vagas abertas entre os oficiais da corporação desde a adesão ao regime, em setembro de 2017. Desta forma, ficou estabelecida a necessidade de reposição das 37 vagas abertas.

O último concurso para oficial da PM aconteceu no início de 2017. Ao todo, 50 vagas foram abertas pela corporação.

 

Fonte: Extra

Abertas as inscrições para ingresso em Colégios Militares

Fachada do Colégio Militar do Rio de Janeiro: inscrições já estão abertas
Fachada do Colégio Militar do Rio de Janeiro: inscrições já estão abertas Foto: Fábio Guimarães / 27.04.2018

O Exército abriu seleções para concurso de admissão aos Colégios Militares do Rio de Janeiro e de Porto Alegre, Fortaleza, Manaus, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Curitiba, Juiz de Fora, Campo Grande, Santa Maria e Belém. O prazo de inscrições foi aberto no dia 23 de julho e vai se estender até 14 de setembro de 2018.

Para participar, é preciso ser brasileiro e ter concluído ou estar cursando o 5º ano do ensino fundamental, para ingresso no 6º ano, ou o 9º ano do ensino fundamental, para cursar o ensino médio.

No caso do Rio, há 45 oportunidades para o 6º ano do ensino fundamental e 15 para o 1º ano do ensino médio, sendo 5% delas destinadas a pessoas com deficiência.

As inscrições podem ser feitas pela internet ou na própria unidade escolar (somente para os candidatos com deficiência). O endereço no Rio é Rua São Francisco Xavier 267, na Tijuca. O valor da taxa de participação é de R$ 95 (a ser paga no Banco do Brasil).

Os candidatos também devem estar enquadrados em limites de idade. Para o 6º ano, é necessário ter menos de 13 anos em 1º de janeiro do ano da matrícula ou completar 10 anos até 31 de dezembro do ano da matrícula. Para o 1º ano do ensino médio, é preciso ter menos de 18 anos em 1º de janeiro do ano da matrícula ou completar 14 anos até 31 de dezembro do ano da matrícula.

Também é necessário ter um documento oficial de identificação com foto atualizada. Os candidatos deverão imprimir o “Manual do Candidato” e seu “Cartão de Confirmação de Inscrição (CCI)” na página eletrônica do Colégio Militar ao qual estão se candidatando.

Os candidatos passarão por exame intelectual (incluindo questões de Português e Matemática), revisões médica e odontológica e comprovação dos requisitos biográficos. Todas as etapas serão eliminatórias.

 

Fonte: Extra

Disque Denúncia pede informações sobre envolvidos na morte do PM, em Itaguaí

Recompensa de R$ 5 mil é oferecida a quem der informações exatas do paradeiro dos envolvidos
Recompensa de R$ 5 mil é oferecida a quem der informações exatas do paradeiro dos envolvidos Foto: Divulgação/ Disque Denúncia

O Portal dos Procurados divulgou na madrugada desta sexta-feira um cartaz que busca informações que possam levar a identificação e prisão dos envolvidos na morte do 3º Sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro José Heleno, de 41 anos. O militar, que era lotado no 24º BPM, em Itaguaí, foi assassinado a tiros, na noite desta quinta-feira, na Estrada dos Teixeiras, próximo à Praça do Lanha, no município de Itaguaí, Região Metropolitana do Rio, quando traficantes atiraram contra a viatura em que ele e outro sargento de corporação estavam. O outro agente não foi atingido. José era casado e deixa dois filhos.

Os dois militares estavam a caminho do Hospital São Francisco Xavier para render outros colegas que faziam o serviço de escolta na unidade hospitalar, quando o crime ocorreu. José foi socorrido no hospital, que fica a cerca de dois quilômetros de onde foi atingido, mas não resistiu aos ferimentos.

Uma recompensa de R$ 5 mil é oferecida para a pessoa que dê informações exatas que levem até os criminosos.

Com a morte do sargento Heleno, chega a 77 o número de Agentes de Seguranças mortos no Rio em 2018, sendo 62 policiais militares, 05 policiais civis, 04 Agentes Penitenciários (SEAP), 03 do Exército (EB), 01 Guarda Municipal de Bom Jardim, 01 Policial Federal e 01 da Marinha do Brasil.

Essa contagem não leva em conta o caso do militar Samuel Ribeiro, cujo um corpo foi encontrado carbonizado dentro um carro em São Gonçalo, nesta terça (23). A Polícia aguarda o resultado do laudo pericial (DNA), para confirmar se realmente o corpo encontrado é do policial militar.

Quem tiver qualquer informação a respeito dos envolvidos na morte do policial, favor informar pelos seguintes canais: Whatsapp ou Telegram do Portal dos Procurados (21) 98849-6099; Central de Atendimento do Disque Denúncia (21) 2253-1177; por meio do Facebook/(inbox), endereço: https://www.facebook.com/procurados.org/; pelo aplicativo Disque Denúncia RJ.

Fonte: Extra

Polícia Civil e Ministério Público realizam operação contra o crime organizado no estado do Rio

Operação partiu da Cidade da Polícia Civil em direção a quatro localidades do Estado
Operação partiu da Cidade da Polícia Civil em direção a quatro localidades do Estado Foto: Paulo Nicolella / Agência O Globo

​O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), realiza, na manhã desta sexta-feira, uma operação de combate ao crime organizado na capital carioca, em Nova Iguaçu, em Paracambi e em presídios do estado.

A operação saiu às 5h da Cidade da Polícia Civil, no Jacarezinho, Zona Norte do Rio, com cerca de 30 viaturas e apoio do caveirão.

A ação é feita com o apoio das Divisões de Homicídios da Capital(DH-Capital), Baixada Fluminense (DHBF), e, Niterói, Itaboraí e São Gonçalo(DHNISG). A Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil (CORE-PC) também integra a ação.

O delegado responsável pela operação é Giniton Lages, titular da DH-Capital. Segundo ele, estão emitidos mandados de busca, apreensão e prisão.

Fonte: Extra

Motorista de caminhão é feito refém durante roubo de carga na Ceasa

Militares recuperam carga roubada na Avenida Brasil
Militares recuperam carga roubada na Avenida Brasil Foto: Divulgação

Um motorista de caminhão, que transportava 24 pallets de salsicha, foi feito refém na tarde desta terça-feira quando aguardava a escolta no pátio de estacionamento da Ceasa, em Irajá, na Zona Norte. De acordo com o comando Militar do Leste, o motorista do caminhão foi abordado por um homem armado, que o fez seguir um veículo de passeio pela Avenida Brasil até o local onde descarregariam o material.

No meio do caminho, o criminoso avistou um posto de bloqueio das forças do Exército e acabou descendo do caminhão e embarcando no veículo que fazia a escolta, deixando pra trás toda a carga. Os criminosos fugiram. Ainda de acordo com o CML, o motorista parou no posto e informou ao comandante da tropa sobre o ocorrido. Não houve confrontos e até o momento, ninguém foi preso.

Nesta terça-feira, as forças de segurança realizam uma operação para coibir o roubo de cargas em estradas que cortam o Rio. Equipes das Forças Armadas, da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) fazem blitzes em pontos considerados estratégicos.

Os agentes montam barreiras em trechos selecionados da BR-116, da BR-040, da BR-101, da BR-465, da RJ-101, da Avenida Brasil e do Arco Metropolitano. Na Avenida Brasil, há movimentação de militares nas proximidades da Vila Kennedy, na Zona Oeste da cidade — comunidade considerada “modelo” da intervenção federal na segurança do Rio.

 

Fonte: Extra

Roubos de veículos e de cargas caem em maio, mas autos de resistência aumentam

Carga suína recuperada pela Polícia Militar no começo do mês de maio
Carga suína recuperada pela Polícia Militar no começo do mês de maio Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Globo

O roubo de veículos e de cargas apresentaram queda em maio deste ano, de acordo com números do Instituto de Segurança Pública (ISP), conforme adiantou na última quarta-feira o general Walter Braga Netto. Segundo o ISP, em maio deste 4.382 veículos foram roubados no estado, o que representa uma diminuição de 5% em relação a maio do ano passado. Em relação a abril de 2018, foram 275 ocorrências a menos. No caso dos roubos de cargas, foram 752 ocorrências no estado em maio, 488 a menos do registrado no mesmo período do ano anterior ou uma redução de 39%. Em relação a abril deste ano foram 140 ocorrências a menos.

Em nota, o ISP ressalta que a greve dos caminhoneiros não afetou a queda no índice de roubos de cargas. De acordo com o instituto, “os números deste delito já vinham apresentando queda de cerca de 15% nas duas primeiras semanas de abril comparadas com as duas primeiras semanas de maio, por isso, ainda que tenha contribuído para a queda em maio, a greve dos caminhoneiros por si só não justifica a queda nos casos de roubo de carga”.

Já o índice de letalidade violenta, decorrentes de oposição à intervenção policial, registraram um aumento de 46% quando comparado com maio de 2017. Foram 142 mortes neste ano e 97 no mesmo período em 2017. A elevação ocorreu em todas as regiões do estado. Na Baixada saltou de 27 para 48. Na capital, de 52 para 58. Já na Grande Niterói, os números pularam de 13 para 22, e no interior, de 5 para 14.

Em relação ao mês anterior, abril, foram 41 vítimas a mais. O indicador estratégico de letalidade violenta (homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e homicídio decorrente de oposição à intervenção policial) registrou um aumento de 33 vítimas no estado em maio de 2018. Foram registradas 576 vítimas de letalidade violenta no mês, um aumento de 6%. No entanto, em relação ao mês de abril, foram 16 vítimas a menos.

Na comparação entre abril e maio deste ano, os autos de resistência também aumentaram. Foram 41 casos a mais em maio, ante os 101 do mês anterior. Os roubos de rua subiram 7%, passando de 11.057 para 11.861. Se comparado o acumulado entre janeiro e maio, houve uma elevação de 14% no total de roubos em todo o estado. Maio registrou 102.264 roubos, uma média de 137 vítimas por hora. No mesmo período, os autos de resistência cresceram 25,4%, saltando de 483 para 606.

Maio foi especialmente complicado no interior do estado. Foi a única região onde os índices de homicídio doloso e letalidade violenta elevaram. No primeiro caso, o mês fechou com 146 casos, 40 a mais que maio de 2017. Já o índice de letalidade violenta (o somatório entre homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e homicídio decorrente de oposição à intervenção policial) cresceu 42,9%. Os roubos de carros aconteceram mais no interior, que passou de 222 para 279, e na grande Niterói, que registrou uma elevação de 147 casos em números absolutos (695 em maio de 2017 e 842 em maio de 2018).

A intervenção federal na segurança do estado teve início em 16 de fevereiro. Na quarta-feira, o general interventor da Segurança do Rio, Walter Braga Netto, comemorou os resultados. E explicou o aumento do índice de letalidade violenta.

— Começamos a entrar com uma força maior. Num primeiro momento, a marginalidade continuou enfrentando. Por isso, houve o aumento da letalidade. A tendência é diminuir, porque eles não vão continuar enfrentando — argumentou o general.

 

Fonte: Extra

Queimados, RJ, tem maior taxa de mortes violentas no Brasil, diz estudo

Dados do Atlas da Violência são referentes ao ano de 2016. Conceito de mortes violentas envolve a soma de agressões, intervenções legais e mortes violentas com causa indeterminada


Atlas da Violência 2018: municípios mais e menos violentos do país   (Foto: Claudia Ferreira / G1)

Atlas da Violência 2018: municípios mais e menos violentos do país (Foto: Claudia Ferreira / G1)

 

Um estudo divulgado nesta sexta-feira (15) mostra que Queimados, na Baixada Fluminense, é o município brasileiro que teve a maior taxa de mortes violentas em 2016. Foram 134,9 a cada 100 mil habitantes, segundo o levantamento do “Atlas da Violência 2018: políticas públicas e retratos dos municípios”.

De acordo com o estudo, o conceito de mortes violentas envolve a soma de agressões, intervenções legais e mortes violentas com causa indeterminada, tomando como referência o município de residência da vítima.

O levantamento foi feito nos municípios com população superior a 100 mil habitantes. Os números foram analisados por pesquisadores do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública com base nos dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM/MS).

O município de Japeri, na Baixada Fluminense, também teve uma das taxas mais altas do país: foram 95,5 casos de homicídios e mortes violentas com causa indeterminada a cada 100 mil habitantes.

Entre os 123 municípios que respondem por 50% das mortes violentas no país, 18 são do Rio de Janeiro.

Entre os 123 municípios que respondem por 50% das mortes violentas no país, 18 são do RJ (Foto: Cláudia Peixoto / Arte G1)

 

Entre os 123 municípios que respondem por 50% das mortes violentas no país, 18 são do RJ (Foto: Cláudia Peixoto / Arte G1)

RJ é o estado que registrou mortes por intervenção policial

 

No início de junho, dados do Atlas da Violência 2018 também mostraram que o Rio de Janeiro foi o estado da Federação que mais registrou mortes decorrentes de intervenções policiais – os “autos de resistência”, termo hoje em desuso. Foram 3.301 óbitos nessas condições entre 2006 e 2016, ou um a cada 30 horas.

Pior taxa em dez anos

De 2006 a 2016, segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, 62.136 pessoas foram mortas no Estado do Rio. Em números absolutos, o RJ só perde para SP, mas aparece como o 13º mais violento quando se comparam as taxas por 100 mil habitantes.

De acordo com o coordenador da pesquisa, Daniel Cerqueira, o Estado do Rio de Janeiro acompanha uma tendência nacional de aumento do número de casos de homicídios.

“É um processo que já vem da década de 80, quando [a taxa] cresceu com grande intensidade; ela diminuiu nos anos 90 e 2000 e nos últimos quatro ou cinco anos toma de novo um impulso. Nos últimos dez anos, a taxa de homicídios cresceu 14% ao anos”, explicou Daniel.

A pesquisa destaca que problemas relacionados à corrupção no estado, além da falta de investigações e deficiências na formação dos agentes, agravariam a situação.

Fonte: G1

Casal morto por bandidos em fuga será enterrado hoje

Deise Tarquínio da Silva, de 32 anos, e o cabo da PM Thiago Abraão Lopes da Silva, 33, serão sepultados no Cemitério Jardim da Saudade

O PM Thiago Abraão e sua esposa Deise Tarquínio, que estava grávida, morreram atropelados por suspeitos em fuga
O PM Thiago Abraão e sua esposa Deise Tarquínio, que estava grávida, morreram atropelados por suspeitos em fuga – Reprodução

 

O sonho de Deise Tarquínio da Silva, de 32 anos, de ter um segundo filho com o cabo da PM Thiago Abraão Lopes da Silva, 33 — lotado na UPP de Manguinhos — foi interrompido por uma tragédia no final da madrugada de quinta-feira. O casal, que havia acabado de sair de um bar, morreu atropelado por um carro, em que estavam três suspeitos, durante uma perseguição policial no bairro Jardim Primavera, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Deise, que estava grávida de dois meses, e o militar chegaram a serem socorridos e levados ao Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, mas não resistiram aos ferimentos. O casal será velado lado e lado e serão enterrados às 15h30 no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. Um terceiro morto foi identificado como Deividson Luiz Moreira do Nascimento, 19. De acordo com a Polícia Civil, ele estava no carro perseguido pelos policiais militares do 15º BPM (Duque de Caxias).

Juntos há alguns anos, Deise gostava de postar nas redes sociais fotos com o companheiro. Os dois deixam dois filhos. Uma filha de Thiago de 9 anos — do primeiro casamento. E um menino de apenas 3 anos que é filho das duas vítimas. Na internet, amigos e parentes lamentaram a tragédia.

Na quinta, horas após a morte do filho e da nora, Sidnei Marcus Silva, 54, fez duras críticas ao governo estadual e a falta de estrutura dada à PM. O pai do cabo da PM, que mora em Rio das Ostras, disse que insistia ao filho para ele pedir a transferência para a cidade da Região dos Lagos. A mãe do policial está a base de remédios e a avó não sabe da morte do neto. “Ele era a paixão dela”, disse.

O PM Thiago Abraão e sua esposa Deise Tarquínio, que estava grávida, morreram atropelados por suspeitos em fuga
O PM Thiago Abraão e sua esposa Deise Tarquínio, que estava grávida, morreram atropelados por suspeitos em fuga – ReproduçãO sonho de Deise Tarquínio da Silva, de 32 anos, de ter um segundo filho com o cabo da PM Thiago Abraão Lopes da Silva, 33 — lotado na UPP de Manguinhos — foi interrompido por uma tragédia no final da madrugada de quinta-feira. O casal, que havia acabado de sair de um bar, morreu atropelado por um carro, em que estavam três suspeitos, durante uma perseguição policial no bairro Jardim Primavera, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Deise, que estava grávida de dois meses, e o militar chegaram a serem socorridos e levados ao Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, mas não resistiram aos ferimentos. O casal será velado lado e lado e serão enterrados às 15h30 no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. Um terceiro morto foi identificado como Deividson Luiz Moreira do Nascimento, 19. De acordo com a Polícia Civil, ele estava no carro perseguido pelos policiais militares do 15º BPM (Duque de Caxias).

Juntos há alguns anos, Deise gostava de postar nas redes sociais fotos com o companheiro. Os dois deixam dois filhos. Uma filha de Thiago de 9 anos — do primeiro casamento. E um menino de apenas 3 anos que é filho das duas vítimas. Na internet, amigos e parentes lamentaram a tragédia.

Na quinta, horas após a morte do filho e da nora, Sidnei Marcus Silva, 54, fez duras críticas ao governo estadual e a falta de estrutura dada à PM. O pai do cabo da PM, que mora em Rio das Ostras, disse que insistia ao filho para ele pedir a transferência para a cidade da Região dos Lagos. A mãe do policial está a base de remédios e a avó não sabe da morte do neto. “Ele era a paixão dela”, disse.

 

Fonte: O Dia

Estudo da PM mostra que violência contra policiais apenas em 2017 custará R$ 35 milhões ao Estado

Cabo Braga, que perdeu a pena em operação policial, abraça seu filho.
Cabo Braga, que perdeu a pena em operação policial, abraça seu filho. Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

Vila Cruzeiro, Complexo da Penha, 8h da manhã de 11 de janeiro de 2017. Numa emboscada, o grupo tático da UPP é atacado a tiros. O cabo Braga é o primeiro a descer do carro. Em segundos, uma granada explode perto de seu corpo. Ele é arremessado a quatro metros de altura. Quando tenta se levantar, percebe que perdeu a perna esquerda.

No meio do tiroteio entre policiais e traficantes, Braga é socorrido e levado para o Hospital estadual Getúlio Vargas, na Penha. Sofre três paradas cardíacas e precisa de dez bolsas de sangue. Apesar disso, quando se lembra daquele dia, o cabo, que prefere não ter o nome completo divulgado, se considera um homem de sorte: não se tornou mais um dos 28 policiais militares mortos em serviço no ano passado.

Uma perda que não é medida pela Polícia Militar apenas em vidas e famílias destruídas. Um estudo feito pela corporação mostra que a violência cometida contra esses PMs, durante o tempo que teriam de atividade profissional, custará em pensões R$ 35 milhões ao Estado. Um preço que o governo paga pela sua própria incapacidade de reduzir a criminalidade.

O estudo, produzido pela Diretoria de Assistência Social (DAS) da PM e obtido pelo EXTRA, mede os custos para os cofres do estado do que define como uma “guerra urbana”. Nos últimos 24 anos, foram 3.397 policiais mortos, e outros 15.236 feridos.

— Sem falar na perda imensurável na questão humana, a PM diminui cada vez mais seu efetivo policial e gera um rombo no investimento ainda maior — afirma o coronel Fábio Cajueiro, responsável pela DAS.

O oficial explica que o cálculo foi feito com base no salário que a família de cada policial receberá no tempo restante que o PM teria de serviço. Ou seja, caso o agente tenha morrido com apenas cinco anos de corporação, o cálculo multiplica os 25 anos restantes para a aposentadoria por 13 (referente aos 12 meses de salário somado ao 13º) e, por fim, pelo salário mensal.

Dessa forma, a morte de um soldado no seu quinto ano de atividade policial representará para a corporação cerca de R$ 1,3 milhão. Sem reforçar a segurança do estado. Ao ser morto em serviço, o PM recebe um soldo acima do cargo hierárquico em que estava: o soldado utilizado como exemplo receberá como cabo.

— É importante frisar que estamos apresentando um cálculo que leva em consideração apenas os salários, sem os demais custos que existem. É um número assustador que só vem crescendo — conta Cajueiro.

Além do cálculo baseado nas mortes do ano passado, o estudo realizou um levantamento sobre o custo de cada policial afastado em razão de ferimentos por armas de fogo. No total, foram levados em conta 255 policiais entre os 784 feridos em 2017. O valor final se aproxima dos R$ 3,5 milhões. Nesse caso, o cálculo considera os dias afastados de serviço de cada PM.

Agora reformado por invalidez, o cabo Braga não entra nos cálculos do DAS. O policial agora leva seus dias tentando melhorar as condições para os companheiros de farda que mais precisam. Ele faz parte da Comissão de Valorização de Veteranos Mortos e Feridos da PM.

— Infelizmente, a situação só piora. E com as perdas constantes, há uma menor qualidade de equipamentos, meios de prevenção, treinamentos e auxílios aos profissionais — lamenta Braga.

A VIDA EM FAMÍLIA

A vida do policial mudou por completo desde que sofreu o ferimento. Ele é faixa preta em taekwondo e tinha um projeto social de artes marciais gratuito no Morro São João, no Engenho Novo. O projeto deu certo e conseguiu atingir mais de 200 jovens, mas durou apenas dois anos. Teve de ser encerrado pelo crescimento da criminalidade na região.

— Eu perdi minha melhor perna de chute. Agora, não posso mais fazer algo que tinha paixão. Mal posso me locomover pela cidade, na verdade. O Rio não é preparado para os deficientes — comenta o cabo.

O PM conta que apenas percebeu a falta que faria para o filho quando estava deitado na cama do hospital, com a perna amputada e correndo risco de vida. A família decidiu por preservar a notícia da criança enquanto a visita no hospital não era possível. Braga contou com o apoio de sua esposa e de sua família durante todos os momentos difíceis.

— Escondemos durante uns dias. Minha esposa e minha família foram essenciais. Mas, quando vi meu filho, não aguentei. Ele me deu um abraço e ficamos chorando juntos. Eu não tinha chorado até ali. Foi o momento da minha derrocada pessoal.

O filho de apenas quatro anos nasceu após Braga estar há dois anos na corporação. Ao contrário dos conselhos que escutava dos companheiros, não diminuiu o ritmo de trabalho:

— Eu queria dar ao meu filho uma vida mais tranquila. Achava que, para tornar a sociedade melhor, precisava ir além.

Apesar da pouca idade, o filho tenta não chorar mais na frente do pai. Ainda não há uma noção total da dificuldade que Braga tem com a perda da perna. No entando, a admiração não foi abalada pelo acidente e gera até brincadeiras.

— Ele brinca comigo, pula num pé só. Mas ao mesmo tempo dá conselho: “pai, toma cuidado para os bandidos não tirarem sua outra perna”. Ele não entende tudo, mas tem a preocupação — compartilha o cabo.

MORTES PRECOCES SÃO ALARMANTES

Entre os dados apresentados pelo estudo, há o tempo de atividade dos policiais mortos em serviço no ano passado. Cerca de um terço dos PMs morreram quando tinham no máximo 5 anos de corporação.

— De infeliz destaque, há um soldado que só teve dois anos trabalhando na Polícia Militar. Uma vida tão nova já sendo retirada pelo crime e deixando de servir a corporação pelos próximos 28 anos. É uma perda imensurável — afirma Cajueiro.

Outro número também chama atenção entre os mais novos. Em 2017, o afastamento psiquiátrico gerou um gasto superior a R$ 28 milhões. Cerca de 58% dos licenciados estão nos primeiros dez anos de serviço.

— Esses policiais podem acabar retornando, mas não temos como saber. São uma perda em relação ao pessoal disponível no efetivo policial e uma perda para toda a sociedade. São humanos afetados pela guerra em que vivemos — completou o coronel.

RESULTADOS E PROPOSTAS

A Diretoria de Assistência Social trouxe propostas de prevenção com base nos dados levantados. De acordo com o estudo, o custo com os salários e seguros de mortos em feridos foi de R$ 208 milhões no ano passado.

A blindagem dos carros é posta em pauta como principal precaução. Com base nos números citados, o custo da blindagem 3A (proteção para os calibres 22, 38, 9mm e Magnum 375 e 44) das 3.000 viaturas no estado do Rio seria de 50% do valor gasto em 2017 com as perdas.

— O ideal é que haja um olhar especial para a prevenção. Seja nas blindagens, coletes balísticos e leis mais rigídas — afirma o cabo Braga.

 

Fonte: Extra

Um suspeito é morto e seis são presos durante operação policial na Zona Oeste

Motos roubadas apreendidas nas comunidades da Zona Oeste Foto: Diovulgação/PMERJ

Um suspeito morreu e seis foram presos durante uma operação do 27º BPM (Santa Cruz) e do 14º BPM (Bangu) nas comunidades do Rola e do Antares, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Segundo a Polícia Militar, durante a entrada das equipes na localidade da Gerdau, criminosos armados atiraram contra os policiais e houve confronto.Um suspeito foi atingido e socorrido para o Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, porém não resistiu aos ferimentos.

Drogas e arma apreendidas na Zona Oeste
Drogas e arma apreendidas na Zona Oeste Foto: Diovulgação/PMERJ
Outros seis criminosos foram presos em diversos pontos das duas comunidades. Foram apreendidas três pistolas (uma delas com o criminoso que morreu), carregadores, farta quantidade de entorpecentes, e componentes para endolação.O material apreendido ainda está sendo contabilizado. Também foram recuperadas 19 motocicletas roubadas. Após o fim dos confrontos, os presos e o material apreendido foram conduzidos para 36ª DP (Santa Cruz).

 

Fonte: Extra

Polícia faz nova operação no Morro da Babilônia

Segundo PM, não houve confronto e ninguém foi preso na ação

Operação no Morro da Babilônia
Operação no Morro da Babilônia – Divulgação / PM

 

Policiais do Batalhão de Ações com Cães (BAC) realizaram uma nova operação na região de mata do Morro da Babilônia, no Leme, Zona Sul do Rio, durante a manhã deste sábado. De acordo com a Polícia Militar, em um ponto alto da comunidade, as equipes encontraram uma mochila com quatro carregadores de fuzil, dois radiotransmissores, munições de calibres variados e drogas.

Ainda segundo a corporação, não houve confronto e ninguém foi preso na ação. Nesta sexta-feira, um tiroteio intenso e histórico fez com que o bondinho do Pão de Açúcar interrompesse suas atividades por questões de segurança pública. O aeroporto Santos Dumont também suspendeu as operações durante 15 minutos, por causa dos tiros. A causa foi um conflito entre policiais militares e traficantes. Os bandidos usaram o Costão da Urca como rota de fuga, mas foram cercados pela PM na Praia Vermelha.

 

Fonte: O Dia

Preso suspeito de assaltar e balear motociclista que filmou o crime, no Rocha

Felipe de Souza Valeriano, 19 anos, foi preso por policiais da 25ª DP Foto: Reprodução

Policiais da 25ª DP (Engenho Novo) prenderam, na madrugada desta terça-feira, Felipe de Souza Valeriano, de 19 anos. De acordo com o delegado Fábio Asty, titular da delegacia, ele é um dos bandidos que assaltaram Luís Carlos dos Santos Pérez, de 58 anos, no bairro do Rocha, na Zona Norte do Rio, no último dia 15. Na ocasião, a vítima, que teve a moto roubada, filmou o crime com uma câmera acoplada no capacete.

Ainda segundo Asty, a prisão foi possível após ações de monitoramento de inteligência. Felipe tem cinco passagens por roubo, furto e porte ilegal de arma e será encaminhado um presídio. As investigações, agora, continuam com o objetivo de prender o outro suspeito do crime, Franklin Maia Oliveira André, o FK.

Felipe, quando estava apontando a arma para a vítima
Felipe, quando estava apontando a arma para a vítima Foto: Reprodução de vídeo

O crime foi na Avenida Marechal Rondon. A dupla — que estava numa moto roubada — rendeu Luiz com uma pistola. Mesmo após o motociclista ter entregado o veículo, ele foi agredido a coronhadas por Felipe. O bandido, em seguida, atirou e acertou a vítima numa das pernas.

A polícia agora procura Franklin, o FK
A polícia agora procura Franklin, o FK Foto: Divulgação

No dia seguinte ao crime, agentes da 25ª DP fizeram uma operação no Morro do São João, no Engenho Novo, e recuperaram a moto roubada. Felipe e Franklin foram identificados logo em seguida e tiveram a prisão decretada pela Justiça.

Fonte: Extra

Milicianos Natalino e Jerominho serão julgados em outubro por tentativa de homicídio

Natalino e Jerominho durante julgamento em 2012
Natalino e Jerominho durante julgamento em 2012 Foto: Bruno Gonzalez

Os milicianos Natalino José Guimarães, Jerônimo Guimarães Filho e Luciano Guinâncio Guimarães serão julgados no dia 18 de outubro deste ano por uma tentativa de homicídio contra o motorista de van Rodrigo Silva da Costa, em junho de 2005, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. A sessão foi marcada pelo juiz Alexandre Abrahão, do 3º Tribunal do Júri da capital, no último dia 2. Os três serão levados a júri popular.

De acordo com a denúncia do Ministério Público estadual, Natalino e Jerominho, apontados como líderes da maior milícia da Zona Oeste do Rio à época, foram os mandantes do crime. Já Luciano, filho de Jerominho, é acusado de ter ajudado a planejar a execução.

Rodrigo foi baleado quando passava com sua Kombi pela Estrada do Mendanha, perto da Avenida Brasil. A vítima conseguiu sobreviver ao ataque. Leandro Paixão Viegas, conhecido como Leandrinho Quebra-Ossos, foi acusado de ser o executor do crime, mas acabou absolvido em sessão de julgamento ocorrida em 26 de outubro de 2016. Ainda de acordo com a denúncia do MP, o crime teria sido cometido por causa da disputa pelo controle dos transportes alternativos na Zona Oeste do Rio.

Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, também é acusado de planejar a morte de Rodrigo e ainda será levado a júri popular. No entanto, ainda não há data para a sessão.

Jerominho e Luciano estão presos numa das unidades prisionais do Rio. A Secretaria de Administração Penitenciária não informou qual delas. Já Natalino e Batman estão em presídio federal . Leandrinho Quebra-Ossos está solto desde setembro do ano passado, quando conseguiu o benefício do livramento condicional.

 

Fonte: Extra

Avião da FAB cai às margens da Rio-Santos

Aeronave sofreu pane após decolar da Base Aérea de Santa Cruz

 

Queda de avião da FAB espalhou extensa fumaça preta na região do acidente
Queda de avião da FAB espalhou extensa fumaça preta na região do acidente – Reprodução

 

Um avião da Força Aérea Brasileira caiu às margens da Rodovia Rio-Santos, na manhã desta quinta-feira, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Segundo informações divulgadas pela FAB, por volta das 07h40, uma aeronave de modelo F-5 Tiger, 1º Grupo de Aviação de Caça, sofreu uma pane logo após decolar da base aérea Ala 12, que fica no mesmo bairro.

Ainda de acordo com a FAB, a tripulação que ocupava o jato fazia um voo de treinamento quando detectou uma falha. O piloto e o copiloto conseguiram se ejetar antes que o avião atingisse o solo. O caça caiu em uma área desabitada e não causou nenhum dano material.

Em nota, a Força Aérea informou que os militares foram resgatados e levados para o hospital da FAB, onde receberam os devidos cuidados médicos. Uma equipe foi acionada ao local para apurar o que teria causado o acidente.

 

Fonte: O Dia

Relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos destaca preocupação com militarização da segurança no RJ


Encontro de integrantes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos com integrantes do Gabinete de Intervenção Federal no Rio de Janeiro — Foto: Christian Braga / Farpa / CIDH

Encontro de integrantes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos com integrantes do Gabinete de Intervenção Federal no Rio de Janeiro — Foto: Christian Braga / Farpa / CIDH

 

 

O relatório preliminar da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) divulgado na última segunda-feira (12) teceu críticas a intervenção federal na segurança e afirma que o processo não promoveu nenhum avanço na luta contra o crime organizado, mudanças significativas na gestão da polícia e integração entre os diferentes agentes . O documento manifesta preocupação com a militarização da segurança pública.

Os integrantes da comissão foram recebidos por integrantes do Gabinete de Intervenção no dia oito de novembro no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) na Região Central da capital fluminense. O documento destaca que os visitantes receberam informações sobre as linhas para reforçar as capacidades da polícia e do sistema penitenciário.

“Por sua parte, o Estado ressaltou que o plano de intervenção inclui ações relacionadas aos direitos humanos, tais como o recrutamento de profissionais de saúde e doação de medicamentos e afirmou que houve uma melhora significativa nos indicadores de crimes contra a vida e contra a propriedade”, destaca o relatório.

Integrantes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos no Centro Integrado de Comando e Controle, no Rio — Foto: Christian Braga / Farpa / CIDH

Integrantes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos no Centro Integrado de Comando e Controle, no Rio — Foto: Christian Braga / Farpa / CIDH

Apesar das informações do poder público, o CIDH informou que os dados de órgãos independentes como o Observatório da Intervenção coordenado pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) indicam que os dados de tiroteios, chacinas e mortes violentas seguem elevados.

A comissão destacou que ela, que é um órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) sempre manifestaram preocupação com a intervenção federal na cidade. O medo era que, em vez de reduzir os índices de criminalidade, ela servisse para vitimizar ainda mais populações desfavorecidas.

“A esse respeito, alertaram para o impacto desproporcional que a intervenção militar pode ter sobre os direitos humanos dos afrodescendentes, dos adolescentes e dos que residem nas áreas mais pobres. Além disso, lembraram que os Estados deveriam limitar ao máximo o uso das forças armadas para o controle de distúrbios internos. Isso se deve ao fato de que o treinamento que recebem é destinado a derrotar um inimigo militarmente, e não a proteção e controle de civis”, explica o relatório.

Chamou a atenção dos analistas também o uso cada vez mais recorrente de operações, consolidando uma lógica de uso das Forças Armadas na segurança pública.

Durante a apresentação dos dados, a presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Margarette May Macaulay destacou que deve existir um trabalho para evitar as mortes de cidadãos que não estejam relacionados com os conflitos armados.

“As forças de segurança devem proteger os cidadãos e não matá-los”, destacou Macaulay.

Agentes das Forças Armadas na Rocinha; Comissão Interamericana alerta para risco de militarização da segurança pública — Foto: José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo

Agentes das Forças Armadas na Rocinha; Comissão Interamericana alerta para risco de militarização da segurança pública — Foto: José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo

Os integrantes da comissão criticaram também a investigação e o julgamento em tribunais militares de denúncias de violações dos direitos humanos, rejeitando a emenda do Código Penal Militar pela lei nº 13.491/17, para que homicídios dolosos de civis cometidos por agentes das Forças Armadas sejam julgados nessas cortes. Segundo a CIDH, essa medida impediria uma investigação “independente e imparcial conduzida por autoridades judiciais não vinculadas a hierarquia de comando das próprias forças de segurança”.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos chegou ao Brasil no dia cinco de novembro e visitou o Rio de Janeiro, o Distrito Federal e outros sete estados.

A última vez que o grupo esteve no Brasil foi em 1995. Entre os temas observados estão a discriminação, desigualdade, pobreza e aplicação de políticas públicas. Os especialistas observaram principalmente a parte da população brasileira que está historicamente em situação de discriminação, como afrodescendentes, indígenas, trabalhadores rurais, população em situação de pobreza, presidiários, migrantes e defensores de direitos humanos.

Neste último item, o documento alertou para o risco de impunidade das mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, assassinados na região central da capital fluminense.

G1 entrou em contato com o Gabinete de Intervenção Federal para repercutir as críticas da CIDH, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Presídios

Outra situação que chamou a atenção da comissão internacional foi a condição do sistema carcerário do Estado do Rio. Os investigadores internacionais estiveram em três presídios do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste, o maior do RJ: Plácido Carvalho, Nelson Hungria e Jorge Santanna. Este último foi classificado como possuindo situação crítica.

“No Rio de Janeiro, dentro do Complexo Penitenciário de Bangu merece atenção a situação dos Institutos Plácido Carvalho, Nelson Hungria e Jorge Santanna. O presídio Jorge Santanna se encontra em condições extremas de funcionamento, e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos denuncia esse lugar como um dos centros penitenciários em piores condições em toda a América”, afirmou o documento.

Visita da CIDH ao complexo penitenciário de Bangu, Rio de Janeiro. — Foto: Francisco Proner/ FARPA/CIDH

Visita da CIDH ao complexo penitenciário de Bangu, Rio de Janeiro. — Foto: Francisco Proner/ FARPA/CIDH

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do Estado do Rio de Janeiro, informou que aguarda o envio do relatório completo e que o complexo possui 25 unidades prisionais. O órgão afirmou que, durante a visita, “a comissão destacou os avanços da nova gestão e o esforço em minorar os problemas pré-existentes, em especial a questão da superlotação e do atendimento à saúde, uma vez que, só este ano, por exemplo, cinco mutirões de saúde já foram realizados com mais de 8 mil atendimentos e programas de contingência da Coordenação de Saúde em Gestão Penitenciária estão em andamento, inclusive com previsão de atendimento à unidade Jorge Santana”.

Outro ponto destacado foram as condições do Centro Socioeducativo Dom Bosco, que possui poucas ações de reinserção dos menores na sociedade.

“O Centro Socioeducativo Dom Bosco vive um desvio integral da sua finalidade institucional, ante a ausência de atividades socioeducativas e claras características de um verdadeiro presídio”, destacou também o relatório.

G1 entrou em contato com a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro, responsável pela unidade, mas não obteve resposta até a publicação dessa reportagem.

Fonte: G1

PF no Rio passará a agendar pedido de passaporte de um dia para o outro


Nova delegacia de emissão de passaportes no Santos Dumont — Foto: Daiene dos Santos/G1

Nova delegacia de emissão de passaportes no Santos Dumont — Foto: Daiene dos Santos/G1

 

Será possível agendar a solicitação de passaporte de um dia para o outro no Rio. A delegada Viviane Souza Freitas, chefe da Delegacia de Imigração (Delemig/PF), afirmou que o tempo entre o envio on-line das informações e a entrega dos documentos cairá para 24 horas.

Outra novidade é que o cidadão não precisará mais se deslocar para o Galeão para pedir a primeira via do passaporte ou renová-lo. Todo o serviço será feito nas novas instalações da Delemig, no Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, inauguradas na manhã desta terça-feira.

O espaço atende ainda imigrantes, que podem conseguir o Registro Nacional de Estrangeiros.

De acordo com Ricardo Saad, superintendente da Polícia Federal no Rio, a mudança da delegacia de estrangeiros do Galeão para o Santos Dumont foi feita com o objetivo de facilitar o acesso da população e melhorar o tempo e a qualidade dos serviços prestados.

“A Polícia Federal atua também na prestação de serviços ao cidadão. A partir da mudança do Galeão para cá, acreditamos que a qualidade do serviço melhorará ainda mais. Porque o acesso aqui é fácil para a população, e temos uma estrutura aqui muito boa para que o serviço seja prestado da melhor maneira possível”, explicou o delegado.

A expectativa é que sejam emitidos em média 600 a 700 passaportes por dia. A nova delegacia fica no terceiro andar do terminal de embarque do aeroporto.

O posto do Galeão não foi fechado, mas deixa de atender a solicitações regulares de passaporte e de visto de estrangeiros.

Serviço

O interessado na obtenção de passaporte comum deve atender às seguintes condições:

  1. ser brasileiro;
  2. ter-se alistado eleitor, quando obrigatório;
  3. ter votado na última eleição, quando obrigatório, justificado, ou pago a multa respectiva;
  4. se homem, estar quite com o serviço militar obrigatório;
  5. não ser procurado nem impedido de obter passaporte ou de sair do país pela Justiça.

Documentos:

  • Identidade (ou passaporte anterior, mesmo que vencido);
  • Certidão de Casamento ou Divórcio (para nomes alterados)
  • Certidão de Quitação Eleitoral, disponível no TSE;
  • Quitação do serviço militar, para homes;
  • CPF;
  • Último passaporte.

Para menores de 12 anos idade, é necessário apresentar certidão de nascimento original e formulários de autorização dos responsáveis.

Fonte: G1

Novo comandante da PM é escolhido pelo governador eleito Wilson Witzel

Coronel Rogério Figueiredo, atual coordenador das UPPs, foi escolhido pelo governador eleito para comandar a Polícia Militar a partir de 2019. Conforme o Informe do DIA destaca nesta terça-feira, a chefia da Polícia Civil será do delegado Marcus Braga

 

Wilson Witzel escolheu o coronel Rogério Figueiredo como novo comandante da PM para o seu governo

Wilson Witzel escolheu o coronel Rogério Figueiredo como novo comandante da PM para o seu governo – Reprodução / Divulgação

 

O governador eleito Wilson Witzel escolheu o coronel Rogério Figueiredo de Lacerda como o novo comandante da Polícia Militar do seu governo. É o segundo nome antecipado pelo DIA para a equipe de Segurança, que assume a partir de 2019. Conforme o Informe do DIA destaca nesta terça-feira, a chefia da Polícia Civil será do delegado Marcus Vinícius Braga. Nesta terça-feira, os nomes serão anunciados oficialmente.

O coronel Figueredo tem 49 anos, quase 30 deles dedicados à Polícia Militar, e atualmente era o coordenador das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). O oficial possui especializações em Comunicação Social e Educação Física, além d o Curso Superior de Polícia Integrada e possui MBA em Gestão de Segurança Pública.

Dentre suas condecorações está a Medalha Tiradentes, honraria concedida pela Assembléia Legislativa a pessoas que prestaram relevantes serviços à causa pública do Estado do Rio de Janeiro. O oficial já atuou como secretário do Comandante Geral (2007 e 2008), chefe da Seção Administrativa do Gabinete do Comandante Geral (2008), corregedor-chefe da 4ª Delegacia de Polícia Judiciária (2009) e comandante do 37º BPM (Resende) em 2011. O coronel também já integrou o projeto da pacificação, atuando como coordenador de Inteligência (2012) e Operacional (2013) das UPPs. Em 2014, assumiu o comando do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) e no mesmo ano seguiu para comandar 18º BPM (Jacarepaguá), onde estava antes de assumir as UPPs.

 

Fonte: O Dia

Witzel extingue Secretaria de Segurança Pública

Ele oficializou o fim da pasta e apresentou sete nomes para sua equipe

 

Marcus Vinícius Braga será o titular da Polícia Civil no novo governo . Atual diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), ingressou na Polícia Civil como inspetor em 2002 e é delegado no Rio de Janeiro desde 2003. Já teve passagens por delegacias distritais e especializadas, como a Coordenadoria de Operações Especiais (CORE) e as delegacias de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), de Combate às Drogas e de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA).

Marcus Vinícius Braga será o titular da Polícia Civil no novo governo . Atual diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), ingressou na Polícia Civil como inspetor em 2002 e é delegado no Rio de Janeiro desde 2003. Já teve passagens por delegacias distritais e especializadas, como a Coordenadoria de Operações Especiais (CORE) e as delegacias de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), de Combate às Drogas e de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA). – Divulgação

 

Com o anúncio oficial da extinção da Secretaria de Segurança Pública nesta terça-feira, o governador eleito Wilson Witzel divulgou os dois homens-fortes das polícias Civil e Militar, que ganharam status de secretários de estado. Como a coluna Informe do DIA antecipou, o delegado Marcus Vinicius Braga comandará a Civil e o coronel Rogério Figueiredo de Lacerda, a PM, como O Dia Onlinepublicou em primeira mão. Enquanto Braga é considerado um policial operacional, Figueiredo é conhecido por defender a redução dos confrontos desnecessários. Ao todo já são 11 nomes do alto escalão, entre eles, o coronel Roberto Robadey Jr., da Secretaria de Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, que integra o staff do governador Luiz Fernando Pezão. Atualmente, há 18 secretarias, e a ideia é reduzir para um número que fique entre 11 e 12.

Na área da Segurança, Witzel planeja combater a estrutura do tráfico de drogas, principalmente com relação a lavagem de dinheiro e a logística, com a apreensão de armas e drogas. “O resto é enxugar gelo”, disse. O governador eleito esclareceu que os convênios, especialmente com a União, assinados pela Secretaria de Segurança serão absorvidos pela Polícia Civil. “Mas é preciso entender que ainda não terminamos o período de transição”, explicou Witzel, que descartou a possibilidade de acabar com a Secretaria de Administração Penitenciária. No entanto, ainda não há um nome fechado para assumir a pasta.

Nova estrutura desenhada

Com o fim da Secretaria de Segurança, a Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), que terá como titular o delegado Marcus Vinicius Amim, volta para a estrutura da Polícia Civil, enquanto a Corregedoria Geral Unificada (CGU), que faz procedimentos administrativos para policiais civis, militares e bombeiros, vai para a Controladoria Geral do Estado, que terá à frente o delegado da Polícia Federal Bernardo Cunha Barbosa. O órgão é responsável por fiscalizar servidores civis.

O secretário de Polícia Civil, Marcus Vinicius já montou parte de sua equipe. Para o comando do Departamento Geral de Polícia Especializada, Delmir Gouvea; Antônio Ricardo Nunes, titular da Delegacia de Meio Ambiente ocupará a diretoria das Delegacias de Homicídio. A escolha não afeta os rumos das apurações das mortes da vereadora Marielle Franco, do PSOL, e de seu motorista Anderson Gomes. O crime ocorreu em março e os assassinos continuam soltos, mas os investigadores garantem aos generais responsáveis pela Intervenção Federal que encerram o caso este ano. Um dos cotados para a Corregedoria da instituição é o delegado Gladston Galeano.

O comandante da Polícia Militar, coronel Rogério Figueredo de Lacerda, tem 49 anos, dos quais 28 anos dedicados à corporação, e atualmente é o coordenador das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). O oficial possui especializações em Comunicação Social e em Educação Física, além do Curso Superior de Polícia Integrada e possui MBA em Gestão de Segurança Pública.

Nos bastidores, a maior polêmica é a extinção da Secretaria de Segurança, que atuou no combate à corrupção policial (com a Draco-IE e também com o trabalho da Subsecretaria de Inteligência). Para o presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança, Vinicius Cavalcante, o Rio será o único estado da federação a não ter um órgão desse tipo acima das polícias Civil e Militar.

“Acho que a secretaria deveria ficar mais enxuta. Mas não acabar”, analisou Vinicius Cavalcante. Na opinião do especialista a falta da pasta vai prejudicar a integração entre as forças. Para blindar o governador eleito, Cavalcante sugeriu a criação de uma Subsecretaria de Inteligência diretamente ligada ao gabinete do governador eleito, Wilson Witzel.

Afastamento de outras atividades

Entre os futuros secretários anunciados, ontem, pelo governador eleito, o advogado Lucas Tristão, que vai assumir a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego e Renda, emitiu nota explicando suas relações profissionais. Segundo o jornal ‘Folha de São Paulo’, Tristão é sócio de Witzel em escritório de advocacia no Espírito Santo e defende a Átrio Rio, fornecedora de mão de obra para o estado, num processo judicial em que a empresa contesta o resultado de licitação na pasta de Educação.

Em comunicado, Tristão afirmou que “sempre atuou pautado pela ética profissional”, “já notificou a todos os seus clientes sobre a renúncia aos mandatos que exerce representando-os” e “renunciará a todos os processos e se desvinculará de toda atividade privada antes de assumir a pasta”. Witzel, afirmou que “se desvinculará dos escritórios e de todas as suas funções profissionais até a data de sua titulação, como determina a legislação. O mesmo será exigido de todos os seus secretários até as suas respectivas nomeações”.

Na semana passada, Witzel havia anunciado Otávio Leite para o Turismo, e Gutemberg de Paula Fonseca, como secretário de Governo, além do advogado Cássio Coelho para o Procon e Sérgio Aureliano para o Rioprevidência.

 

Fonte: O Dia

Interventor veta lei que impede aplicação do RAS compulsório a servidores da Segurança

Rio, 25/07/2018, Operação Policial / Rocinha - Polícia Militar faz operação na Rocinha e no Vidigal; moradores relataram tiros. A corporação informou que o objetivo das equipes é prender suspeitos ligados ao tráfico de drogas nas comunidades. Foto: Fabiano Rocha
Rio, 25/07/2018, Operação Policial / Rocinha – Polícia Militar faz operação na Rocinha e no Vidigal; moradores relataram tiros. A corporação informou que o objetivo das equipes é prender suspeitos ligados ao tráfico de drogas nas comunidades. Foto: Fabiano Rocha Foto: Fabiano Rocha / Fabiano Rocha

 

O general Walter Souza Braga Neto e o governador Luiz Fernando Pezão vetaram, nesta terça-feira, a lei que impede a aplicação, de forma compulsória, do Regime Adicional de Serviço (RAS) pelos comandos das polícias Militar e Civil e pelo Corpo de Bombeiros sobre seus servidores. De acordo com Braga Neto, a proposta de autoria do deputado Paulo Ramos (PDT) invade a competência do Executivo, que tem como missão tratar das competências dos servidores públicos do Estado, a tornando inconstitucional.

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) ainda poderá avaliar o veto de Braga Neto. Não há definição de quando isso irá ocorrer. A tendência é que o texto seja avaliado somente na próxima legislatura, na abertura dos trabalhos, em 2019.

Aprovada em outubro, a legislação prevê que a adesão terá de ser voluntária. A aplicação do “RAS compulsório”, sem a anuência do servidor, acontecerá somente em situações de calamidade pública não financeira e durante a realização de grandes eventos.

 

Fonte: Extra

Dois suspeitos são presos em flagrante após oferecerem R$ 100 mil a PMs na Baixada

Cartões que dupla tentou utilizar em loja antes de serem presos
Cartões que dupla tentou utilizar em loja antes de serem presos Foto: Divulgação/PM

 

Dois criminosos foram presos depois de tentarem efetuar uma compra de aparelhos eletrônicos com cartões que seriam clonados e tentarem subornar policiais em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. De acordo com a Polícia Militar, a dupla foi capturada em flagrante no interior de uma loja de departamentos localizada na Avenida Automóvel Clube, no início da noite desta terça-feira.

Segundo a corporação, os dois estavam em posse de 22 cartões de crédito e pretendiam comprar diversos aparelhos como notebooks no estabelecimento comercial. Funcionários da loja desconfiaram da ação e chamaram a polícia.

Em seguida, acrescentou a PM, ambos os suspeitos ofereceram a quantia de R$ 100 mil reais para que não fossem presos. Os militares do batalhão de São João de Meriti, o 21º BPM, não aceitaram o suborno e os dois foram encaminhados para a delegacia da região.

Com a dupla, além dos cartões, foram apreendidos cinco notebooks, dois celulares.

 

Fonte: Extra

Polícia investiga morte de idosa de 75 anos após procedimento estético em clínica na Barra

Fachada do hospital para onde mulher que morreu foi levada após passar mal
Fachada do hospital para onde mulher que morreu foi levada após passar mal Foto: Reprodução / Google Maps

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias da morte de uma idosa de 75 anos, no Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, no último sábado. Ela teria morrido após se submeter a um procedimento estético em uma clínica no mesmo bairro. Nesta terça-feira, agentes da 16ª DP (Barra) intimaram parentes da vítima e representantes legais da unidade de saúde.

De acordo com a delegada-titular da unidade, Adriana Belém, o inquérito foi instaurado a partir do pedido de remoção de cadáver. Agora, os investigadores aguardam o laudo da autópsia do Instituto Médico-Legal (IML) e outras peças de teor técnico que poderão ajudar a identificar as causas da morte.

— As equipes estão em diligências nas ruas com o intuito de esclarecer as circunstâncias e os motivos da morte. Preliminarmente, sabe-se que a vítima passou por um procedimento estético realizado em uma clínica na Barra. Os familiares pediram para ser ouvidos após o sepultamento — explicou a delegada.

Procurados pela reportagem, parentes da vítima não quiseram se pronunciar. O hospital afirmou, em nota, que não foi autorizado pela família a fornecer informações sobre o caso.

OUTROS CASOS

Na última segunda-feira, a polícia prendeu a massoterapeuta Simone Costa, suspeita de ter realizado um procedimento de preenchimento nas nádegas da comerciante Angela Eleutério Pedrosa, de 25 anos, que está internada há 15 dias no Hospital municipal Rocha Faria, em Campo Grande. O procedimento foi realizado na casa da vítima, no último dia 17. A massoterapeuta responde por lesão corporal gravíssima e exercício ilegal da profissão.

Entre abril e outubro deste ano, pelo menos cinco mulheres morreram no estado do Rio após se submeterem a procedimentos estéticos.

O último caso fatal ocorreu no dia 4 do mês passado. A microempresária Fernanda de Assis, de 29 anos, realizou preenchimentos na boca e nos glúteos, realizado em sua própria casa, em Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte. Nove dias depois, acabou morrendo em consequência de uma parada cardiorrespiratória, no Hospital municipal Albert Schweitzer, em Realengo.

Um dos casos que mais gerou repercussão foi o da morte da bancária Lilian Calixto, de 46 anos, em 15 de julho. Ela havia passado por uma bioplastia na cobertura do médico Denis Furtado, o Doutor Bumbum, na Barra da Tijuca. Após o procedimento — que custou R$ 20 mil — Lilian começou a passar mal. Ela foi levada pelo médico, junto com a mãe e a namorada dele, para o Hospital Barra D’Or, onde morreu.

 

Fonte: Extra