Violência gera prejuízo de quase R$ 7 milhões ao transporte público do RJ no 1º semestre


Vandalismo dá prejuízo de aproximadamente R$ 7 milhões ao transporte público

Vandalismo dá prejuízo de aproximadamente R$ 7 milhões ao transporte público

 

As concessionárias e empresas responsáveis pelo transporte público no RJ perderam, desde o começo do ano, R$ 6,9 milhões com roubos, furtos, depredações e tiroteios nos sistemas operacionais.

G1 tabulou a conta da insegurança e entrevistou passageiros – os que mais sofrem com os atrasos e as avarias. Representantes dos meios de transporte que circulam na Região Metropolitana também foram ouvidos.

Para-brisa de trem da Supervia atingido por pedra — Foto: Divulgação/ Supervia

Para-brisa de trem da Supervia atingido por pedra — Foto: Divulgação/ Supervia

Vandalismo nos trens

No transporte ferroviário, os principais problemas são o roubo de cabos e os tiroteios, que impactam na pontualidade do serviço.

De acordo com a Supervia, de janeiro a junho foram 47 casos de furtos de cabos. Isso representa um prejuízo de R$ 2,7 milhões. Ao longo de todo o ano passado, a perda foi de R$ 6 milhões apenas com a reposição desse item.

Segundo João Gouveia, diretor de Operações da Supervia, o protocolo exige que, depois de cada furto, a liberação da via não pode ser baseada no sistema eletrônico. Em vez disso, é preciso que alguém com um rádio no local avalie o dano e autorize a volta da circulação.

“Quando você furta um cabo, você impacta essa sinalização. De uma estação para outra, se ele furtou o cabo ali, eu tenho que fazer o ‘licenciamento’ [liberação] via rádio. Nós temos 102 estações. Dependendo do horário, o transtorno é muito grande”, explicou Gouveia.

Os locais identificados como os mais críticos em casos envolvendo o furto de cabos são os bairros Triagem, Madureira, São Cristóvão e Corte Oito, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Em caso de furto, os funcionários da concessionária são orientados a chamar o GPFer, o Grupamento de Polícia Ferroviária da Polícia Militar.

Somando esse prejuízo às perdas causadas pela reposição de para-brisas atingidos por pedras, escadas rolantes e elevadores danificados, a despesa foi de R$ 10 milhões em 2018.

Este ano, os casos de depredação de escadas rolantes e elevadores aumentaram. Foram 20 elevadores e 20 escadas rolantes danificados no primeiro semestre. No mesmo período do ano passado, foram 16 elevadores e 6 escadas rolantes.

Também de janeiro a junho, foram 39 para-brisas atingidos por pedras, 24 pichações ou grafitagens e 107 casos de janelas e visores de porta dos trens arrancados durante as viagens.

Cabo furtado na via férrea. Supervia teve prejuízo de R$ 2,7 milhão apenas com este tipo de crime no primeiro semestre — Foto: Divulgação/ Supervia

Cabo furtado na via férrea. Supervia teve prejuízo de R$ 2,7 milhão apenas com este tipo de crime no primeiro semestre — Foto: Divulgação/ Supervia

Tiroteios na linha férrea

Os tiroteios também geram prejuízo. Desde o começo do ano, foram 41 interrupções na circulação nas 102 estações dos cinco ramais.

De acordo com um levantamento da concessionária, foram 43 horas e 40 minutos com operação alterada, 270% a mais do que no mesmo período do ano passado, quando foram registradas 10 paradas por causa de confrontos.

“Às vezes tem tiroteio em Manguinhos e você fica uma hora aí. Eu venho todos os dias cuidar da minha mãe, que tem Alzheimer, e às vezes eu chego atrasada para levá-la ao médico”, explicou Maria Aparecida Ferreira, que mora em Olaria.

A conferente Telma Angélica, que costuma usar o sistema, confirma os transtornos. “Se a gente tem um compromisso e não chega naquele horário, desanda tudo”, desabafou.

O diretor de operações da Supervia detalha o problema. “Seja por questão da força policial adentrando nas comunidades, ou entre as comunidades, nós não podemos circular com os trens numa situação dessa por questão de segurança”, ressaltou Gouveia.

A maioria das interrupções por causa de tiroteios ocorreu nas proximidades da Estação Manguinhos, do Ramal Saracuruna. Foram 18 alterações.

Em seguida estão as regiões do Jacarezinho, do Ramal Belford Roxo, e de Senador Camará, no Ramal Santa Cruz, com cinco interrupções cada.

Quando ocorre um tiroteio na região da linha férrea, a liberação de circulação, que é automatizada, também enfrenta lentidão. O procedimento é feito por rádio por operadores que estão na Central e entram em contato com cada um dos condutores a cada semáforo.

A confirmação de circulação é feita duas vezes em cada uma destas paradas para ter certeza de que o condutor compreendeu a mensagem corretamente.

Segundo cálculos da Supervia, 174 mil passageiros foram impactados apenas pela violência causada por tiroteios, gerando uma perda de R$ 200 mil. O prejuízo também leva em consideração os passageiros que deixaram de usar o sistema e reembolsos.

Desde o começo de 2019, foram 41 interrupções na circulação nas 102 estações dos 5 ramais dos trens da Supervia — Foto: Reprodução/ TV Globo

Desde o começo de 2019, foram 41 interrupções na circulação nas 102 estações dos 5 ramais dos trens da Supervia — Foto: Reprodução/ TV Globo

Ônibus

O principal prejuízo apontado pela Fetranspor – o sindicato que representa os empresários do transporte rodoviário urbano do Rio – é a queima de ônibus. Foram nove no primeiro semestre.

Cada veículo perdido equivale a um custo médio de R$ 450 mil. No total, a Fetranspor calcula um prejuízo de R$ 4,05 milhões, apenas em 2019.

“Da totalidade desses ônibus que foram incendiados, 40% deles são com ar condicionado, que é o requisito de qualidade mais importante que a população carioca tem pedido”, destacou Guilherme Wilson, gerente de planejamento da Fetranspor. Ele acrescenta que, desde 2016, foram 192 ônibus queimados.

Cada veículo que é retirado das ruas por qualquer forma de dano leva, pelo menos, seis meses para ser colocado novamente em circulação. Isto nos casos em que um novo ônibus realmente volta a rodar.

Ônibus pega fogo na Avenida Presidente Vargas após protesto no Centro do Rio — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Ônibus pega fogo na Avenida Presidente Vargas após protesto no Centro do Rio — Foto: Marcos Serra Lima/G1

 

Os problemas relacionados à violência no Rio e na Região Metropolitana fazem com que as seguradoras não fechem contratos com as empresas.

“O nível de risco para uma seguradora do transporte coletivo por ônibus no RJ, em especial, leva as seguradoras a não fazer seguro para ônibus. Não há seguridade no patrimônio das empresas nesse aspecto, dos ônibus incendiados”, lamentou Wilson.

Os danos de cada empresa com destruição de assentos, portas e elevadores não é necessariamente contabilizado, pois muitas vezes as empresas têm peças em seus estoques e fazem a reposição em oficinas próprias.

A violência dentro dos ônibus também preocupa os empresários. De janeiro a junho, o número de assaltos a passageiros cresceu 14% no Estado do RJ, a maior parte deles na Região Metropolitana. Foram 8.761 casos no primeiro semestre.

Estação do BRT com vidros arrancados no Rio de Janeiro — Foto: Reprodução/ TV Globo

Estação do BRT com vidros arrancados no Rio de Janeiro — Foto: Reprodução/ TV Globo

BRT

Questionado pelo G1, o sistema BRT afirmou que ainda não tem números de prejuízos causados por calotes e outros danos este ano. A última estimativa foi realizada no ano passado por contagem visual, por meio de imagens de câmeras.

Segundo a intervenção da Prefeitura do Rio no sistema, anunciada em janeiro, um sistema que usa inteligência artificial para a contagem em tempo real da evasão está em fase final de testes.

O BRT começou a fiscalização com máquinas contra calotes nas estações na segunda-feira (22).

Em junho do ano passado, o número era de 72 mil calotes diários no sistema, correspondendo a 16% dos passageiros. A estimativa do sistema era de que o reparo mensal de todos os danos causados ao sistema era de R$ 6,4 milhões mensais.

Barcas

A CCR Barcas informou que os prejuízos ao sistema foram de cerca de R$ 8 mil por mês, somando 48 mil no primeiro semestre. Este valor se deve a reposição de itens danificados pelos usuários.

Metrô

O Metrô Rio não apresentou dados específicos sobre o valor gasto e os principais danos do primeiro semestre do ano, mas destacou que os gastos com a reposição de cabos furtados nos anos de 2018 e 2019 foi de cerca de R$ 140 mil.

VLT

O VLT Carioca afirmou que o vandalismo teve pouco ou nenhum impacto na circulação ao longo de três anos. Os principais casos se referem a pichações e adesivos colados em paradas e composições durante manifestações no Centro.

“Na Linha 3, por conta de estar parada aguardando autorização de operação da prefeitura, a concessionária já teve casos de furtos de cabos e controladores de sinalização semafórica, com prejuízo acumulado na casa de R$ 80 mil”, destacou o VLT, em nota.

Violência nos transportes — Foto: Wagner Magalhães/Editoria de Arte G1

Violência nos transportes — Foto: Wagner Magalhães/Editoria de Arte G1

Fonte: G1

Witzel diz que usuário de maconha será levado para a delegacia

Quem for visto usando droga será levado à delegacia, diz Witzel

Quem for visto usando droga será levado à delegacia, diz Witzel

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, afirmou nesta terça-feira (30) que usuários de drogas serão detidos pelo estado e levados para a delegacia. A declaração ocorreu durante um evento no Palácio Guanabara, sede do governo, em Laranjeiras, na Zona Sul da cidade.

“Quem usa droga na praia comete um crime. Embora a pena prevista na Lei Antidrogas, que foi alterada em 2006, não é mais uma pena privativa de liberdade. Quem fuma maconha na praia e usa substância entorpecente tem que ser imediatamente conduzido à delegacia. Da delegacia para o juiz”, disse Witzel.

Em seguida, o governador cita o Artigo 28 da Lei de Drogas, e detalha o que – segundo entendimento dele – são as sanções previstas para o crime. De acordo com Witzel, a pessoa detida nessas circunstâncias pode ser até ser internada.

“Quais serão as medidas que o Artigo 28 da legislação de regência estabelece? Advertência e submissão da pessoa a tratamento. Internação compulsória. O juiz determina. Se não se submeter compulsoriamente, tem aplicação de multa e até a possibilidade de uma compulsoriedade no tratamento, em parceria com a família. O que nós não podemos é fechar os olhos. Quer fumar maconha? Vai se submeter aos rigores da lei. A lei está aí. Está vigente”, declarou o governador.

Segundo publicado pela colunista Berenice Seara, do Extra, também nesta terça-feira, antes do evento Witzel já havia discutido com o prefeito Marcelo Crivella a possibilidade de prender usuários de maconha.

“E agora, prefeito, vou prender maconheiro na praia. Quem estiver fumando maconha na praia, eu vou prender”, disse o governador, segundo publicado pela colunista.

O que diz a lei

A Lei de Drogas (11.343, de 2006) prevê, no Artigo 28 citado pelo governador, que “quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal” está sujeito a três penas: advertência, prestação de serviços ou medida educativa.

Outra lei mais recente, a 13.840, de 5 de junho deste ano, altera dispositivos da Lei de Drogas e prevê a internação voluntária ou involuntária de usuários de drogas. No segundo caso, a também chamada internação compulsória, pode ocorrer via pedido:

  • de familiar ou do responsável legal
  • de servidor da área de saúde – se não houver responsável legal
  • da assistência social
  • de órgãos do Sisnad (Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas)*

*servidores da área de segurança pública que integrem o Sisnad não podem solicitar a internação.

Prisão e internação segundo especialistas

Especialistas consultados pelo G1 esclareceram que usuários de drogas podem, sim, ser conduzidos à delegacia por agentes do estado. No entanto, casos de internação são entendidos como isolados e só ocorrem de forma extraordinária.

“Não é qualquer caso de pessoa que for encontrada na praia [fumando maconha] que pode ser internada. Tem que ter o aval de um laudo médico. O médico precisa avaliar e ver que a pessoa não tem noção da realidade, não tem discernimento, e está totalmente influenciada pela droga. Nesse caso, a pessoa fica internada para uma desintoxicação”, explicou o advogado criminalista Thiago Nagib.

O advogado acrescentou que, para ser realizada a desintoxicação, a pessoa só poderá ficar internada por um prazo máximo de 90 dias, e a família ou o responsável legal pode – a qualquer momento – solicitar ao médico a interrupção do tratamento.

Como prevê a lei, o subcoordenador de Defesa Criminal da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, Ricardo André de Souza, explicou que nenhum agente de segurança pública, tendo tido apenas um contato superficial com o usuário, pode promover a internação involuntária.

“Essa ideia de lidar com um usuário como alguém presumidamente incapaz de gerir a própria vida, a ponto de ter uma internação involuntária determinada a fórceps, é algo completamente estapafúrdio”, disse Souza.

O defensor avalia que não há “a menor condição” de se avaliar o padrão de uso de um usuário detido na rua.

“Há, aí, na fala do governador, uma lógica populista e mistificadora. Porque a maconha tem um uso muito ostensivo. Ela exala o cheiro. Agora, há outras drogas ilícitas usadas reservadamente. O que se quer é fazer um alarmismo social de algo que não é um problema”, criticou o defensor público.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro, Luciano Bandeira, confirmou que pessoas que flagradas portante drogas podem ser conduzidas à delegacia, mesmo que para uso. Bandeira ressaltou, no entanto, que a pessoa não fica presa. É assinado um termo circunstanciado e o usuário é liberado.

“Ninguém pode ser preso em razão do uso ou porte para uso. Posteriormente, essa pessoa vai ter que se apresentar perante o Juízo Especial Criminal, onde ele poderá ser advertido, terá que prestar serviços comunitários, ou uma atividade socioeducativa no sentido de prevenção das drogas”, afirmou o presidente da OAB-RJ.

Fonte: G1

Buscas por vigias do ES torturados no RJ terminam em troca de tiros e um baleado; vídeo mostra confronto

Vídeo registra troca de tiros durante buscas por vigias torturados em Cabo Frio, no RJ

Vídeo registra troca de tiros durante buscas por vigias torturados em Cabo Frio, no RJ

As buscas pelos dois vigias do Espírito Santo (ES), de 21 anos, que foram torturados e, segundo a polícia, provavelmente mortos e enterradospor traficantes da Comunidade do Lixo, em Cabo Frio (RJ), terminaram em confronto com um baleado nesta terça-feira (30). O terceiro vigia, de 22 anos, conseguiu escapar.

O homem baleado na ação, registrada em vídeo, foi encaminhado para o hospital mas, segundo a polícia, não foi reconhecido pelo vigia que conseguiu fugir da tortura no sábado (27).

O baleado, de 21 anos, foi preso em flagrante por tentativa de homicídio e já possui antecedentes criminais, tendo ficado preso de 2017 a maio de 2019, segundo a polícia.

Imagens mostram ação da polícia, com troca de tiros, durante buscas por vigias em Cabo Frio — Foto: RLagos Notícias

Imagens mostram ação da polícia, com troca de tiros, durante buscas por vigias em Cabo Frio — Foto: RLagos Notícias

De acordo com o delegado Sérgio Caldas, responsável pelo caso, as três vítimas já prestavam serviço de vigilância noturna há quase 3 anos em Campos dos Goytacazes e resolveram ampliar os negócios tanto em Cabo Frio quanto em São Pedro da Aldeia, sem o conhecimento das autoridades policiais.

Ainda segundo a polícia, os vigias estavam distribuindo panfletos no bairro Guarani, que é próximo à Comunidade do Lixo. O delegado acredita que os panfletos também chegaram até as mãos dos traficantes.

“Os traficantes não gostaram dessa atividade ali e, na noite de sábado, quando os homens descansavam em um carro, eles foram lá, os renderam e levaram para a Comunidade do Lixo. E lá praticaram a tortura por algumas horas”, disse o delegado.

Um dos homens conseguiu fugir correndo cerca de um quilômetro pela mata e contou à polícia que eles foram obrigados a cavar a própria cova.

O delegado explicou que o homem se aproveitou de um descuido dos traficantes para escapar, até que conseguiu apoio da Polícia Militar.

“Ele saiu bem ferido, já com algumas facadas e algumas feridas decorrentes da tortura”, disse o delegado.

O homem foi atendido em um hospital e liberado.

Polícia faz busca em área do RJ onde vigia disse que colegas sequestrados foram enterrados

Polícia faz busca em área do RJ onde vigia disse que colegas sequestrados foram enterrados

Buscas

Nesta terça-feira (30), a Polícia Civil fez buscas nas dunas atrás da Comunidade do Lixo para tentar encontrar os dois vigias.

As buscas contaram com apoio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, mas o delegado explicou que as dimensões da área dificultaram o trabalho da operação.

O homem que conseguiu escapar acompanhou os militares nos trabalhos. O delegado explicou que o sobrevivente não conseguiu identificar nenhum ponto, mas novas buscas serão realizadas.

O delegado informou ainda que familiares dos dois vigilantes desaparecidos estão na cidade.

A polícia informou que uma das hipóteses investigadas é que o carro usado no sequestro dos vigias também tenha sido utilizado noassassinato a tiros de um homem em uma borracharia de Cabo Frio na noite desta segunda-feira (29).

“Durante as buscas, nós obtivemos a informação que há uma coincidência do veículo que agiu tanto no sequestro, como também no ataque ao borracheiro. Pode haver, sim, uma conexão entre os crimes”, afirmou o delegado.

Fonte: G1

Witzel afirma ‘não ter bandido de estimação’ e que ‘provavelmente’ vai exonerar presidente da Suderj


Wilson Witzel diz que “provavelmente” demitirá presidente da Suderj e pode realizar interv

Wilson Witzel diz que “provavelmente” demitirá presidente da Suderj e pode realizar interv

O governador do RJ, Wilson Witzel(PSC), afirmou nesta quarta-feira (31) que “provavelmente” vai exonerar o presidente da Suderj, Marcelo da Fonseca Salgado.

“Não tenho bandido de estimação. Hoje ou amanhã, provavelmente ele será exonerado.”

Como a GloboNews tem mostrado esta semana, a superintendência, responsável pela gestão de cinco equipamentos esportivos, assinou dois contratos emergenciais suspeitos.

Os dois acordos somam R$ 2,2 milhões e se referem a serviços de limpeza e de portaria para as unidades.

Witzel disse ainda que não descarta realizar uma intervenção na superintendência, após conversar com o secretário estadual de Esportes, Felipe Bornier.

“Perguntei se o secretário sabia que ele estava agindo dessa forma, ele disse que não, que se sente ‘traído’”, relatou.

“Vou determinar a imediata exoneração do presidente da Suderj e, se for o caso, fazer a intervenção pela Controladoria-Geral do estado”, afirmou o governador, após cerimônia de entrega de viaturas para as polícias civil e militar na Glória, Zona Sul do Rio.

Daniel de Oliveira em sua barraquinha de frutas, no Engenho de Dentro — Foto: Reprodução/GloboNews

Daniel de Oliveira em sua barraquinha de frutas, no Engenho de Dentro — Foto: Reprodução/GloboNews

Entenda o caso

A GloboNews localizou os responsáveis pelas duas empresas com que a Suderj firmou contrato.

Daniel de Oliveira Pedrosa, de 25 anos, foi encontrado vendendo frutas em uma barraca improvisada no Engenho de Dentro. Ele admitiu ser dono da Clarity Rio, que recebeu R$ 1,7 milhão de forma emergencial para cuidar da limpeza dos espaços da Suderj.

Alexandre Jorge Santos da Silva, de 46 anos, é gráfico e consta como dono da Cristal Rio. Por R$ 570 mil, a empresa forneceria porteiros para as unidades.

Ambos os contratos foram questionados por órgãos do RJ, como a Procuradoria-Geral, a Controladoria-Geral e o Tribunal de Contas.

Nomeações

O secretário estadual de Esportes é filho de Nelson Bornier, que já foi três vezes prefeito de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Nas eleições de 2018, Felipe Bornier tentou uma vaga na Câmara dos Deputados pela quarta vez consecutiva, mas não se reelegeu com os pouco menos de 19 mil votos obtidos.

Ele recebeu cerca de R$ 70 mil em doações da campanha do então candidato a governador do Rio Wilson Witzel.

Ainda em dezembro de 2018, foi anunciado como secretário de esportes do Governo Witzel. Bornier indicou Marcelo da Fonseca Salgado para a presidência da Suderj.

Internação compulsória

O governador Wilson Witzel voltou a falar sobre internação compulsória de pessoas em situação de rua. Já há, de acordo com o governador, trabalhos para iniciar processo de remoção e internação.

O governador também afirmou que vai criar uma força-tarefa para verificar hotéis que possam receber pessoas em situação de rua.

“São hotéis que cobram R$ 30, R$ 40 de diária, para que essas pessoas possam ter onde ficar e ajudarmos. Nós temos 1,3 milhão de desempregados, então nós temos que ajudar a questão social”, disse o governador.

Segundo Witzel, há dois grupos de moradores de rua: os desempregados, que possuem dificuldades de voltar para casa, e os que ele chamou de “viciados”, que ele chamou de problema “gravíssimo”, citando o caso do último domingo na Lagoa.

“Já estamos observando os locais onde eles estão para iniciar o trabalho de remoção e internação. Essas pessoas não têm a capacidade de autodeterminação. São um problema em potencial, são uma ameaça em potencial. Vamos definir os estabelecimentos que vão recebê-los”, afirmou o governador.

A medida, no entanto, ainda não tem data para ser iniciada, e necessita de um convênio com a prefeitura e possíveis conversas com outros órgãos. “precisamos ver a nossa capacidade financeira, chamar o governo federal também, o ministro Osmar Terra (da Cidadania). Não pode é ficar do jeito que está”, finalizou.

Witzel fez a entrega simbólica de viaturas para a PM — Foto: PMERJ

Witzel fez a entrega simbólica de viaturas para a PM — Foto: PMERJ

 

Fonte: G1

Atirador esportivo é confundido com policial e sequestrado em Triagem

Homem foi resgatado por agentes do 3º BPM (Méier) na tarde de segunda-feira com escoriações

 

Atirador esportivo foi sequestrado e torturado por traficantes em condomínio em Triagem, Zona Norte do Rio

Atirador esportivo foi sequestrado e torturado por traficantes em condomínio em Triagem, Zona Norte do Rio – Reprodução/ Record TV
Um atirador esportivo foi sequestrado em Triagem, Zona Norte do Rio, durante a tarde de segunda-feira. Ele foi capturado ao entrar por engano no condomínio Morar Carioca no bairro, guiado por um serviço de GPS. Equipes do 3º BPM (Méier) foram acionadas para resgatá-lo. Chegando ao local, os agentes localizaram a vítima, que apresentava escoriações e foi socorrida ao Hospital Municipal Salgado Filho.
Guilherme Costa Rocha, de 47 anos, foi capturado após ter uma arma encontrada na mala do carro pelos criminosos. Segundo a Record TV, ele foi interrogado por cerca de trinta minutos por vinte homens. À TV, ele disse que levou sete pontos na testa, por causa de uma coronhada, e que temeu não escapar com vida do cerco.
A ocorrência foi conduzida para a 25ª DP (Engenho Novo). De acordo com a delegacia, as investigações estão em andamento e diligências estão em andamento em busca de imagens e testemunhas que possam ajudar nas investigações e na identificação dos autores do crime.
Fonte: O Dia

Witzel promete internação forçada para usuários de drogas que estiverem nas ruas

‘A polícia vai identificar quem são os moradores de rua. Se tiver faca, vão recolher’, prometeu o governador em agenda oficial no Palácio Guanabara

 

Rio de Janeiro - O Governador Wilson Witzel durante coletiva de imprensa, virada do jogo na seguranca publica no palacio Guanabara. Foto: Luciano Belford/Agencia O Dia

Rio de Janeiro – O Governador Wilson Witzel durante coletiva de imprensa, virada do jogo na seguranca publica no palacio Guanabara. Foto: Luciano Belford/Agencia O Dia – Luciano Belford/Agência O Dia
Depois de um morador de rua, em surto, esfaquear e matar duas pessoas na Lagoa, no último domingo (28), o governador Wilson Witzel (PSC) prometeu internar compulsoriamente os moradores de rua usuários de drogas. Segundo declarou, “morador de rua é uma questão municipal”, mas vai agir e já avisou isto ao prefeito Marcelo Crivella (PRB).
“Qualquer pessoa, inclusive da nossa família, que não tenha autodeterminação, em razão de problemas psicológicos, ela não pode tomar a decisão sozinha. Quem tem que tomar é o estado. Então, pra não burocratizar demais, o estado poderia ingressar com uma ação, para desburocratizar. Às vezes, a gente não sabe nem a identidade da pessoa. Nós tivemos um caso gravíssimo. morador de rua é uma questão municipal, mas eu vou agir. Já falei pro prefeito Crivella, nós somos parceiros e vou agir”, disse Witzel.
Ele prometeu ainda ações para identificar os moradores de rua que estiverem usando faca nas ruas do estado.
“A polícia vai identificar quem são os moradores de rua. Se tiver faca, vão recolher”, disse. “Isso não é nenhuma limpeza. Esse tipo de floreio, de romantismo. Vamos pela juridicidade. Juridicamente, as pessoas que estão na rua, consomem drogas e não tem sua capacidade de autodeterminação, o estado pode e deve intervir. Se for o caso, recolhê-la, para dar o tratamento adequado, procurar a família e devolver para a família melhor do que ela estava antes. Isso é papel do estado”.
Fonte: O Dia

Guardas prendem homem por furto a carga de veículo no Flamengo

Vítima abordou guardas, relatou furtos e disse estar com medo de ter a mercadoria novamente furtada durante a entrega que fazia na farmácia

Homem foi preso por furtar mercadoria que seria entregue em farmácia da Zona Sul Divulgação
Guardas municipais da Unidade de Ordem Pública (UOP) do Catete e da Glória prenderam em flagrante, nesta terça-feira, Isaac da Silva, acusado de furtar caixas de mercadorias de um veículo, que fazia entrega a uma farmácia na Rua Machado de Assis, no Flamengo, na Zona Sul do Rio.
Segundo a GM, a equipe estava em patrulhamento, a caminho do Largo do Machado, quando foi abordada pelo motorista que relatou furtos na rua e disse estar com medo de ter a mercadoria novamente furtada durante a entrega que fazia na farmácia Norte Sul.
Os guardas permaneceram no local para observar, quando surgiu o suspeito forçando a porta do veículo, que estava estacionado na via. O homem retirou quatro caixas de bolos de dentro do veículo e fugiu, mas foi alcançado pela equipe. O acusado e a vítima foram conduzidos para a 9ª DP (Catete), onde a ocorrência foi registrada, e Isaac da Silva permaneceu preso. Na delegacia, foram constatadas outras passagens por furto.
Fonte: O Dia