RJ publica norma de remição de pena para presos que fizerem trabalho voluntário

Ato foi publicado nesta terça-feira no Diário Oficial. Trabalho vai de 6h a 8h em atividades como recolhimento de lixo, manutenção e limpeza.


Presídio em Campos, no Norte Fluminense (Foto: André Dias/Inter TV)

Presídio em Campos, no Norte Fluminense (Foto: André Dias/Inter TV)

O secretário de administração penitenciária nomeado pela Intervenção Federal na segurança, David Anthony Gonçalves Alves, publicou nesta terça-feira (31) ato que cria normas para o trabalho voluntário de presos nas cadeias do estado do Rio, em troca de remição de pena.

A cada três dias de trabalho voluntário, o preso terá um dia a menos na prisão. A regra apenas consolida o que está previsto na Lei de Execução Penal, com extensão para todo o país.

De acordo com o texto, o trabalho serve como forma de ocupação e tem caráter ressocializador. Além disso, o secretário lembra a “crise financeira do Estado, que impõe a falta de recursos humanos e materiais”. O trabalho é não remunerado.

As atividades que poderão ser realizadas pelos presos são várias:

  • manutenção (rede helétrica, hidráulica e alvenaria)
  • pequenas construções
  • limpeza e conservação
  • capina, corte de grama e varrição
  • recolhimento de lixo
  • distribuição de refeição
  • entrega de documentos
  • distribuição de senhas
  • limpeza (copa, cozinha e refeitório)
  • ambulatório médico
  • atividades em escolas, bibliotecas e sala de leitura

A norma atende permissão da Vara de Execuções Penais, que autorizou o trabalho voluntário e tem efeito até o início do ano que vem, mas dependia de regulação.

Cada unidade prisional, terá um número máximo de vagas. O preso terá jornada entre 6h e 8h.

Fonte: G1

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Dois traficantes são mortos em confronto com a polícia em mais um dia de tiroteio em Santa Cruz

Favelas do Rola e Antares são alvos de disputa entre traficantes e milicianos desde a última sexta

 

Material apreendido com os bandidos
Material apreendido com os bandidos – Divulgação / Polícia Militar

 

As favelas do Rola e Antares, em Santa Cruz, na Zona Oeste, tiveram mais um dia de tiroteio nesta segunda-feira, o quarto seguido. Os novos disparos na região, que vem enfrentando uma guerra entre traficantes e milicianos desde a última sexta, começaram por volta das 17h30 desta segunda-feira e ainda eram ouvidos na madrugada desta terça. Durante o confronto, dois bandidos foram mortos em uma ação do Batalhão de Choque da PM.

De acordo com a Polícia Militar, uma equipe de patrulhamento do Choque foi atacada a tiros. Os agentes revidaram e, após o confronto, encontraram dois criminosos caídos no chão, ainda com vida. Eles foram levados à UPA do bairro, mas não resistiram aos ferimentos.

Com eles, os policiais apreenderam duas pistolas 9 mm, dois carregadores, munição, 945 pinos de cocaína, 150 trouxinhas de maconha e 500 pedras de crack. O material foi levado para a 34ª DP (Bangu), onde o caso foi registrado.

Em vídeos divulgados pelas páginas “Santa Cruz News” e “Onde Tem Tiroteio-RJ. OTTRJ” é possível ouvir os disparos que aconteceram na noite desta segunda na região; confira!

A guerra em Santa Cruz

O tiroteio que assusta moradores das comunidades de Santa Cruz começou na sexta com uma invasão de milicianos na Favela do Rola. Homens da Liga da Justiça, bando liderado pelo miliciano Ecko, entraram na comunidade, até então, dominada pela facção Comando Vermelho (CV). Por conta disso, traficantes locais se refugiaram na Favela do Antares. Além de sexta, houve confrontos no sábado, domingo e agora na segunda.

Os disparos do fim de semana fizeram com que a linha de ônibus 17 (Campo Grande x Santa Cruz), que leva os passageiros da Avenida Cesário de Melo, em Campo Grande, até a estação Santa Cruz do BRT Transoeste, parasse de circular. A linha só voltou a funcionar nesta segunda, após mais de 24 horas de interrupção.

 

Por causa do tiroteio na região, a polícia tem feito operações nas comunidades – Reprodução / Interent

 

A guerra fez com que agentes do Comando de Operações Policiais (COE) fossem enviados à região. Na operação, um homem foi preso e diversas armas e munições apreendidas entre domingo e segunda.

O confronto na região também levou a prisão de quatro policiais militares (um segundo sargento, uma cabo e dois soldados). Eles, todos lotados no 27º BPM (Santa Cruz), são suspeitos de ajudarem os milicianos que estão tentando dominar a região.

Homens com toucas ninjas e fuzis, que seriam milicianos, se misturam com PMs fardados na Cesário de Melo – Reprodução / Internet
Homens com toucas ninjas e fuzis, que seriam milicianos, se misturam com PMs fardados na Cesário de Melo REPRODUÇÃO / INTERNET
Fonte: O Dia

Morador diz que seu carro foi alvejado por tiros de fuzil na Favela do Antares

Desde a última sexta, região de Santa Cruz tem intensos tiroteios por causa de uma guerra entre traficantes e milicianos

 

Favelas do Rola e Antares vivem um guerra entre traficantes e milicianos desde a última sexta
Favelas do Rola e Antares vivem um guerra entre traficantes e milicianos desde a última sexta – Reprodução / Google Street View

 

A guerra entre traficantes e milicianos em duas comunidades de Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade, teve mais um triste episódio nesta segunda-feira. Um morador da Favela do Antares disse que seu carro foi alvejado por mais de 10 tiros de fuzil, por volta das 21h, quando saía da comunidade com seus dois netos. O borracheiro Antonio Carlos Pereira, de 50 anos, comemora ninguém, nem seu veículo, ter sido atingido pelos disparos.

“Quando eu estava entrando na Avenida Antares, percebi os tiros sendo disparados em direção à gente. Pedi para meus netos se ogarem no chão do carro. Eles desceram do banco e ficaram quietinhos. Acelerei e vi os tiros passando rente ao veículo”, Antonio relembra os momentos de desespero com os netos.

O borracheiro conta que resolveu deixar a comunidade naquela hora porque as crianças estavam chorando com medo do tiroteio que já era ouvido há horas na comunidade. A região é alvo de uma disputa entre milicianos e traficantes desde a última sexta-feira. A guerra entre os dois grupos seguiu pelo quarto dia seguido nesta segunda.

“Na hora que resolvi sair de lá, abaixei os vidros do carro, deixei o farol baixo e liguei o pisca-alerta. Isso tudo justamente para eles verem que era morador. Mas pode ser que algum traficante ou miliciano achou que fosse alguém do grupo rival”, Antonio cogita.

Três horas na rua

O morador diz que seguiu dirigindo por cerca de 1 km até parar com o carro para ver como estavam seus netos. Ele ficou circulando pelas ruas do bairro com as crianças até retornar à sua casa três horas depois, já na madrugada desta terça. Os tiro ainda eram ouvidos na comunidade.

“Tem 40 anos que eu moro no Antares e nunca passamos nada tão parecido quanto agora. Da forma como tudo está acontecendo, com tiros dessa magnitude, é novidade. E quem sofre são os moradores, os inocentes”, Antonio lamenta a guerra na região.

Por causa do tiroteio na região, a polícia tem feito operações nas comunidades – Reprodução / Interent

 

A guerra em Santa Cruz

O tiroteio que assusta moradores das comunidades de Santa Cruz começou na sexta com uma invasão de milicianos na Favela do Rola. Homens da Liga da justiça, bando liderado pelo miliciano Ecko, entraram na comunidade, até então, dominada pela facção Comando Vermelho (CV). Por conta disso, traficantes locais se refugiaram na Favela do Antares. Além de sexta, houve confrontos no sábado, domingo e agora na segunda.

Os disparos do fim de semana fizeram com que a linha de ônibus 17 (Campo Grande x Santa Cruz), que leva os passageiros da Avenida Cesário de Melo, em Campo Grande, até a estação Santa Cruz do BRT Transoeste, parasse de circular. A linha só voltou a funcionar nesta segunda, após mais de 24 horas de interrupção.

Homens com toucas ninjas e fuzis, que seriam milicianos, se misturam com PMs fardados na Cesário de Melo – Reprodução / Internet

 

A guerra fez com que agentes do Comando de Operações Policiais (COE) fossem enviados à região. Na operação, um homem foi preso e diversas armas e munições apreendidas entre domingo e segunda.

O confronto na região também levou a prisão de quatro policiais militares (um segundo sargento, uma cabo e dois soldados). Eles, todos lotados no 27º BPM (Santa Cruz), são suspeitos de ajudarem os milicianos que estão tentando dominar a região.

Favelas do Rola e Antares vivem um guerra entre traficantes e milicianos desde a última sexta REPRODUÇÃO / GOOGLE STREET VIEW

Homens com toucas ninjas e fuzis, que seriam milicianos, se misturam com PMs fardados na Cesário de MeloREPRODUÇÃO / INTERNET

Por causa do tiroteio na região, a polícia tem feito operações nas comunidades REPRODUÇÃO / INTERNET

Fonte: O Dia

Violência e vandalismo fizeram BRTs pararem 19 vezes este ano no Rio

Sem segurança, a estação Vila Paciência fechou em novembro de 2017.
Sem segurança, a estação Vila Paciência fechou em novembro de 2017. Foto: Márcio Alves / 13.11.2017

Interrupções nas linhas do BRT por motivos de violência têm sido uma triste realidade. De janeiro a julho deste ano, os passageiros do transporte tiveram de encarar 19 paralisações do serviço — uma interrupção a cada 11 dias. A maioria (13) por atos de vandalismo. A mais recente foi no último domingo, na linha 17 do corredor da Transoeste, que faz o trajeto entre Campo Grande e Santa Cruz.

Por conta de um intenso tiroteio na Favela do Rola, iniciado às 10h50 com uma operação do 27º BPM (Santa Cruz), o tráfego foi interrompido, e as viagens só foram retomadas ontem, mesmo assim, com intervalos irregulares. A interrupção no trecho já havia acontecido outras vezes.

De todas as linhas do BRT, é justamente a 17 a que mais parou ao longo de 2018. Ao longo da Avenida Cesário de Melo, os ônibus do BRT foram alvo de vandalismo ou tiveram as viagens canceladas por tiroteios ou ações policiais. Somente em maio, a linha 17 ficou 18 horas parada. Em abril, criminosos atearam fogo à Estação Cesarão III. O BRT Transoeste foi o que mais registrou paralisações, seguido do Transcarioca, que liga as zonas Norte e Oeste. Segundo o Consórcio BRT, que administra as linhas e corredores expressos, é preciso realizar cerca de 3 mil ordens de serviço de reparos por mês.

 

Moradores da região sofreram não só com a interrupção do serviço como também com os confrontos armados. De acordo com alguns relatos nas redes sociais, antes de a PM intervir na guerra entre traficantes na Favela do Rola, no domingo, houve trocas de tiros entre facções rivais: ‘‘É muito tiro, diversos calibres, evitem a área!’’, escreveu um morador. ‘‘Santa Cruz é onde a gente dorme e acorda com a trilha sonora do tiro’’, escreveu outro.

PMs são presos em operações

Após um fim de semana de intensos confrontos entre milicianos e traficantes, o dia começou, ontem, com uma grande operação policial nas comunidades do Rola e de Antares, na Zona Oeste do Rio. Equipes do batalhões de Choque e de Operações Especiais (Bope), além do 27º BPM (Santa Cruz), vasculharam as duas favelas em busca de criminosos.

Na véspera, durante outra incursão da PM, quatro policiais militares foram detidos por suspeita de integrar grupos paramilitares que atuam na região. Segundo a corporação, eles permanecerão presos administrativamente para averiguações por, no mínimo, 72 horas.

Os constantes tiroteios, sobretudo no Rola, vêm assustando moradores. Vídeos viralizados na internet mostram a movimentação de dezenas de homens armados em disputa por território.

 

Fonte: Extra

Comunidade em Santa Cruz volta a ter tiroteio

A situação voltou a ficar difícil na comunidade do Rola, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio. Na noite desta segunda-feira, após um domingo de forte tiroteio, moradores voltaram a presenciar tiros na região, por volta das 21h.

Um vídeo divulgados em redes sociais do aplicativo Onde Tem Tiroteio (OTT/RJ) mostra o pouco da situação difícil na comunidade nesta segunda-feira.

A disputa entre a milícia e traficantes continua na região, e o BRT teve que suspender novamente a circulação dos ônibus, situação que também ocorreu no domingo.

Felizmente, os ônibus do serviço já funcionam normalmente na região na manhã desta terça-feira. O 27º BPM afirmou que a situação já está tranquila na região.

Fonte: Extra

Moradores relatam tiroteio em Manguinhos durante ação policial

As drogas apreendidas em Manguinhos
As drogas apreendidas em Manguinhos Foto: Polícia Militar / Divulgação

Moradores de Manguinhos, na Zona Norte do Rio, relatam um tiroteio, na manhã desta terça-feira, durante uma ação policial dos batalhões de Operações Especiais (Bope) e de Ações com Cães (BAC) na comunidade. Até as 9h10, 30 quilos de drogas haviam sido apreendidos.

De acordo com relatos em redes sociais, os disparos são na localidade conhecida como Mandela.

“Tiroteio em Manguinhos. É hoje que eu não chego no trabalho tão cedo”.

“A bala começa a cantar cedo aqui no Manguinhos, Deus no controle e um bom trabalho para todos, bom dia”.

“Mano é muito polícia no Manguinhos”.

A SuperVia informou que monitora a situação em Manguinhos. De acordo com a concessionária, não houve reflexo na circulação dos trens até as 6h50.

 

Fonte: Extra

Dois homens ficam feridos em tiroteio com PMs na Favela do Rola, em Santa Cruz

Um carro da PM próximo a um acesso à comunidade do Rola, em Santa Cruz
Um carro da PM próximo a um acesso à comunidade do Rola, em Santa Cruz Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo / 31-08-2016

Dois homens ficaram feridos em tiroteio com policiais militares na Favela do Rola, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, na manhã desta terça-feira. Equipes do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) estão na comunidade após mais uma noite de confronto entre traficantes e milicianos — já foram cinco dias consecutivos de tiroteios no local. Há patrulhamento, também, na Favela de Antares, que é vizinha do Rola.

Os feridos foram socorridos para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santa Cruz. Com eles foram apreendidos duas pistolas, dois carregadores, 720 cápsulas de cocaína, 500 papelotes de crack, 25 papelotes de cocaína e 225 papelotes de maconha. A ocorrência seguiu para a 34ª DP (Bangu).

De acordo com a Polícia Militar, durante toda esta segunda-feira equipes do 27º BPM (Santa Cruz) e de unidades do Comando de Operações Especiais (COE) — os batalhões de Ações com Cães (BAC), de Operações Especiais (Bope) e o BPChq — realizaram uma operação para reprimir o crime organizado no Rola e em Antares.

PMs presos

Neste domingo, quatro policiais militares foram presos administrativamente por suspeita de envolvimento com milicianos em Santa Cruz. Imagens de supostos integrantes do bando paramilitar circulam nas redes sociais.

Os policiais envolvidos na denúncia foram ouvidos pela na 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), responsáveis pelas investigações.

Em nota, a PM informou que as prisões administrativas têm prazo de 72 horas para averiguação. “Caso haja indícios de desvio de conduta, os quatro policiais responderão administrativamente no âmbito da Polícia Militar e criminalmente na Auditoria de Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro (AJMERJ).”

 

Fonte: Extra