Polícia investiga se criminosos que mataram empresário são os mesmos flagrados roubando van escolar

Homens assaltaram van escolar no Cachambi, Zona Norte Foto
Homens assaltaram van escolar no Cachambi, Zona Norte Foto Foto: Reprodução / OTT/RJ

A polícia trabalha com a hipótese de que os responsáveis pelo assassinato do empresário Rubens Mesquita Pinto Alves, de 45 anos, na última sexta-feira, no Túnel Noel Rosa, em Vila Isabel, sejam os mesmos filmados roubando vans escolares no Cachambi, também na Zona Norte do Rio.

A possibilidade foi levantada após o depoimento da primeira, e até agora única, testemunha: um motorista de Uber que cruzou com o carro de Rubens nas proximidades do túnel onde a vítima foi baleada.

— Segundo o relato dele, o carro do empresário estava em alta velocidade fugindo, ao que tudo indica, de um sedan prata. É o mesmo tipo de carro visto nas gravações dos roubos às vans — disse o delegado Luís Otávio, da Delegacia de Homicídios.

O delegado também apontou a proximidade geográfica entre os dois crimes, que aconteceram há cinco quilômetros de distância um do outro, na manhã do dia 13 de julho.

Empresário Rubens Mesquita Pinto Alves, ao lado da mãe, Dona Alice Maria Mesquita, aposentada de 64 anos
Empresário Rubens Mesquita Pinto Alves, ao lado da mãe, Dona Alice Maria Mesquita, aposentada de 64 anos Foto: Reprodução / Facebook

 

Até o momento, as autoridades continuam na tese de que se trata de um latrocínio. A mãe da vítima, dona Alice Maria Mesquita, havia dito não acreditar nisso, dado que os bandidos não levaram nenhum bem do carro de seu filho.

— Não há nenhuma evidência que aponte para outro crime que não latrocínio. É claro que se um depoimento surgir apontando o contrário a situação muda — comentou o delegado.

No momento, os esforços policiais estão em recolher gravações de câmeras da região e em escutar depoimentos de familiares e amigos de Rubens Mesquita. A polícia civil aguarda ainda os resultados da perícia para estabelecer melhor as circunstâncias da morte do empresário.

 

Fonte: Extra

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Polícia apura se francês morto em Paraty foi vítima de intolerância

RI - Paraty, RJ. 16/07/2018. Artista francês Cedric Madala, morto em Barra Grande, Paraty. Na foto: Casa onde o incêndio e o crime aconteceu. Fotografia: Brenno Carvalho / Agência O Globo.
RI – Paraty, RJ. 16/07/2018. Artista francês Cedric Madala, morto em Barra Grande, Paraty. Na foto: Casa onde o incêndio e o crime aconteceu. Fotografia: Brenno Carvalho / Agência O Globo. Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Barra Grande é um bairro pacato, de zona rural, distante cerca de 30 quilômetros do centro de Paraty, um dos mais famosos pontos turísticos do Sul Fluminense. Mas, desde a última sexta-feira, a descoberta de um crime brutal vem tirando o sossego da região. Ao chegar para trabalhar em um sítio do local, um pedreiro encontrou o artista plástico francês Cedric Alexandre Vacherine, dono do imóvel, morto com um tiro na cabeça.

O corpo do estrangeiro, de 33 anos, estava do lado de fora da casa, parcialmente destruída por um incêndio. Amigos do francês, que usava o nome artístico de Cedric Jaurgoyhen Madala, afirmam que ele pode ter sido vítima de um crime de intolerância. Cédric era gay e adepto do candomblé. A polícia investiga essa hipótese, entre outras.

— Acredito que ele foi executado por essas questões. Por ele ser gay, do candomblé, estrangeiro e artista. Algumas pessoas da cidade falam da possibilidade de traficantes já estarem no lugar — conta uma amiga da vítima, que não quis se identificar.

Casa onde o incêndio e o crime aconteceu ficou totalmente destruída
Casa onde o incêndio e o crime aconteceu ficou totalmente destruída Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

EM BUSCA DE TESTEMUNHAS

Para ela, o fato da casa ter sido encontrada parcialmente incendiada, assim como algumas obras do artista, reforça a suspeita de que Cedric tenha sido vítima de intolerância religiosa.

O delegado Uriel Alcântara Machado, titular da 167 DP (Paraty), responsável pela investigação, no entanto, explicou que ainda não foi possível comprovar que o incêndio no sítio tenha sido criminoso:

— A perícia está analisando, mas no local não foi possível confirmar se o incêndio foi criminoso ou acidental. Vamos ouvir os pedreiros que trabalhavam no sítio e buscar outras testemunhas.

O delegado tem esperança de que alguém tenha ouvido o disparo — o tiro que atingiu Cedric foi de uma espingarda — ou visto as labaredas do incêndio, que atingiram até mesmo o segundo andar da casa. Até o fim da tarde de ontem, nenhuma testemunha, no entanto, se apresentou à polícia.

Cedric morava no local há cerca de um ano e desenvolvia ali um projeto ecológico agrícola, com plantas que trazia do Norte e do Nordeste do país. De acordo com um familiar do artista, antes de comprar o sítio, o francês morou no Centro de Paraty, onde trabalhava com arte plástica e performática.

— Ele comprou este sítio com cerca de 30 hectares e estava desenvolvendo ali um parque ecológico. Ele não tinha dívidas, era muito querido. Estamos chocados com o que aconteceu — afirmou um parente do francês na tarde de ontem, enquanto acompanhava os pais da vítima no Instituto Legal de Angra.

Os pais de Cedric vieram de Cannes, onde o francês nasceu, para receber o corpo do filho. O assassinato chocou amigos do artista, como a fotógrafa francesa Claire Alice Jean, há mais de três décadas radicada no Rio.

— Estou inconformada com tanta violência, muito chocada com tanta desumanidade. Perdi um grande amigo, um artista que estava no processo de construir seu ninho com amor, num lugar paradisíaco. Estava trabalhando muito para deixar o espaço aconchegante. Era uma pessoa doce, que se dava bem com todo mundo e só queria amor — disse Claire.

De acordo com a artista, Cedric estava no meio de seu maior projeto até então. O trabalho, que a artista estimava que iria levar mais de cinco anos para ficar pronto, envolvia uma exposição de fotos, filme, canto e apresentação.

— Ele fazia peças artesanais com tecidos e cordas, amarradas feito macramê. Cada uma representava um orixá. Ele vestia a peças e fazia performances. Até agora, só tinha dado tempo de trabalhar três peças, e elas foram queimadas. Infelizmente, tacaram fogo na casa e se foram todas as recordações, artes e documentos. Ele estava escrevendo um livro sobre o processo e as pesquisas dele.

Um morador de um dos sítios da região contou a uma equipe do GLOBO que Cedric teve problemas com alguns sitiantes que usavam sua propriedade como atalho:

— Ele ficava incomodado porque as pessoas passavam bem em frente da casa dele. Ele fechou a passagem, mas mandou abrir uma estrada para que os sitiantes pudessem passar.

Fonte: Extra

Namorada de médico conhecido como ‘Doutor Bumbum’ é presa

A namorada do médico presa na delegacia da Barra
A namorada do médico presa na delegacia da Barra Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

A namorada do médico Denis Cesar Barros Furtado, de 45 anos, conhecido nas redes sociais como “Doutor Bumbum”, está presa na 16ª DP (Barra da Tijuca). Renata Fernandes, de 20 anos, foi presa no domingo. Ela fez um curso de técnica de enfermagem em São Paulo, que não concluiu, e é suspeita de ter ajudado no procedimento que resultou na morte da bancária Lilian Calixto, de 46 anos. Renata teve a prisão temporária por 30 dias decretada pela Justiça.

Médico era conhecido como
Médico era conhecido como “Dr. Bumbum” Foto: Reprodução

 

— Estou surpresa como todo mundo. Ele sempre dizia que não era uma prática cirúrgica, que era algo simples, apenas laboratorial — disse ela, na delegacia.

Renata alegou que trabalhava apenas como secretária, marcando consultas:

— A função que eu exercia no escritório do Denis era secretariado. Eu não ajudava ele em nenhum procedimento.

Ela contou que depois souberam da morte de Lilian, os parentes da bancária foram avisados — a delegada negou que isso tenha acontecido.

A polícia continua à procura de Denis. Ele teve a prisão decretada pela Justiça e é considerado foragido.

A delegada Adriana Belém, titular da 16ª DP, contou que Renata ajudou Denis a levar Lilian do apartamento dele, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, em que foi realizado o procedimento, para o hospital.

— Quando ele soube que ela havia ido a óbito, ele sumiu.

Renata, Denis, a mãe do médico, Maria de Fátima Barros — também médica, com o CRM cassado — e uma técnica de enfermagem que particiou do procedimento de Lilian foram indiciados por homicíido qualificado e associação criminosa.

Adriana Belém pediu que quem fez qualquer peocedimento com esse médico compareça à 16ª DP.

Entenda o caso

Lilian Calixto saiu de Cuiabá, no Mato Grosso, para realizar um procedimento estético nos glúteos no sábado, dia 14, segundo seu enteado. Após a intervenção plástica na cobertura de Denis, de acordo com a família da vítima, a mulher passou mal e precisou ser atendida no hospital Barra D’or, também na Zona Oeste do Rio, mas não resistiu.

Após dar entrada no hospital, o quadro clínico de Lilian piorou. Ela passou por quatro paradas cardiorespiratórias, sendo que na última não respondeu às tentativas de ressuscitação. A morte da bancária foi constatada por volta das 1h12 do domingo. Ainda segundo o depoimento, no mesmo dia da internação, o médico recolheu os pertences da paciente (um anel de prata com pedra, uma aliança dourada, um anel de prata, um cordão prata com pingente, uma blusa de manga, uma blusa de alças, um par de tênis e um sutiã) e se retirou do hospital.

Lilian Calixto morreu após passar por procedimento estético em cobertura na Barra da Tijuca, segundo enteado
Lilian Calixto morreu após passar por procedimento estético em cobertura na Barra da Tijuca, segundo enteado Foto: Reprodução/Redes sociais

 

Com contas ativas em diversos sites para a divulgação dos resultados de procedimentos estéticos, Denis é conhecido como Doutor Bumbum nas redes sociais, que já é seguido por quase um milhão de intenautas. Só no Instagram, por exemplo, são 647 mil seguidores. No Facebook, cerca de 50 mil, entre as páginas pessoais e profissionais, e 1,5 mil inscritos no Youtube.

Em meios a posts de dicas de beleza, alimentação e procedimentos estéticos, como a bioplastia — carro-chefe de Denis — o médico publica os famosos “antes e depois” das cirurgias e procedimentos. O médico diz em uma postagem que o apelido “Doutor Bumbum” foi criado pelas próprias pacientes.

“O apelido carinhoso #DrBumbum criado pelas pacientes é uma brincadeira que me dá muita alegria e certeza de reconhecimento de meu trabalho como médico capacitado em bioplastia! Gratidão à todos!” escreveu, o médico.

 

Fonte: Extra

Suspeito de estupro é preso na Baixada

Homem era foragido da Justiça e foi preso por agentes da PRF

 

Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) prenderam, na noite deste domingo, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, um homem de 34 anos foragido da Justiça por estupro de vulnerável. O suspeito tem um mandado em aberto pelo crime.

De acordo com a PRF, durante uma ronda na rodovia Rio-Magé (BR-116), policiais rodoviários federais abordaram um Astra preto que o foragido dirigia, e ao consultarem o sistema, descobriram que o motorista tinha um mandado de prisão em aberto por estupro de vulnerável, expedido pela 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

A ocorrência foi encaminhada à 59ª DP (Duque de Caxias).

 

Fonte: O Dia

Polícia prende trio suspeito de integrar quadrilha especializada de roubo de celulares

Grupo foi capturado após roubar uma loja de departamento no Shopping Via Brasil, em Irajá

 

Polícia Civil prende trio envolvido em roubos a lojas de celulares
Polícia Civil prende trio envolvido em roubos a lojas de celulares – Divulgação / Polícia Civil

 

Três pessoas foram presas em flagrante, na noite deste domingo, suspeitas de integrar um quadrilha especializada em roubos a lojas de celulares. De acordo com informações da Polícia Civil, os criminosos vinham sendo investigados e monitorados por agentes da 23ª DP (Méier). O grupo foi capturado após roubar uma loja de departamento no Shopping Via Brasil, em Irajá, Zona Norte do Rio.

Na ação, os agentes prenderam Demetrius Alves da Silva e Lucas Roberto de Souza Oliveira e apreenderam um adolescente. Todos foram autuados pela prática do crime de roubo. Os homens ainda responderão por corrupção de menor.

Segundo a Polícia Civil, após informações do setor de inteligência da delegacia de que criminosos iriam roubar uma loja de celulares no centro comercial, os agentes foram até o local, onde constataram que o estabelecimento tinha sido roubado. Os policiais conseguiram as características físicas e de vestimenta dos suspeitos e, após cruzarem com os dados que davam conta de que os autores seriam da Rocinha, foram até a Praça Sibelius, no Jardim Botânico.

Preso suspeitos de integrar quadrilha especializada em roubar celular – WhatsApp O Dia

 

No local, os agentes realizaram uma blitz e ao abordar um táxi, os autores foram reconhecidos com base nas características físicas. Com eles foi encontrada uma mochila com diversos celulares e acessórios. Em depoimento, os suspeitos confessaram o roubo, assim como as vítimas formalizaram o reconhecimento deles na unidade policial. Todos os celulares foram recuperados. Com essas prisões, já são oito envolvidos em roubos de celulares presos no final de semana por agentes da delegacia do Méier.

Na noite deste sábado, cinco integrantes da quadrilha foram presos pela 23ª DP. Entre eles, um homem que é apontado pela Polícia Civil como autor da morte do policial civil Marcos Aurélio Garcia da Fonseca, da 20ª DP (Vila Isabel), atingido por seis tiros em tentativa de assalto no Andaraí, no dia 27 de junho. O suspeito é Erick Rodrigues Santos, 19, que tinha mandado de prisão pelo crime. Única mulher presa com o grupo, Maria Beatriz Felipe Gonçalves, também de 19 anos, confessou ter participado do assalto à loja Kalunga, na Tijuca, no dia 18 de abril, que terminou com a morte de Valdisa Mota de Souza, 59, por bala perdida.

 

Fonte: O Dia

Megaoperação com 4.500 militares termina com cinco presos em São Gonçalo

Operação militar em São Gonçalo
Operação militar em São Gonçalo Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

Com a participação de 4.500 homens, a operação deflagrada pelo Comando Conjunto da Intervenção em comunidades de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, resultou na retirada de seis barricadas, cinco prisões em flagrante e quatro armas apreendidas. Os militares também recuperaram dois carros e apreenderam drogas em quantidade ainda não contabilizada. De acordo com o coronel Carlos Cinelli, porta-voz do Comando Militar do Leste, os militares devem permanecer na região até o fim da tarde desta segunda-feira.

A operação começou na noite de domingo e contou com 4.300 militares das Forças Armadas, 120 policiais militares e 80 policiais civis. Não houve confronto. Ao avaliar o resultado da operação, Cinelli reconheceu que “pontualmente, os resultados muitas vezes não são proporcionais à quantidade do efetivo empregado”, mas afirmou que esse não foi o objetivo principal da ação.

– Somos muito cobrados em termos de entrar com uma quantidade grande de efetivo e apreender muito pouco. Mas essa relação direta entre número de efetivos empregados e resultados, para nos, não é o mais importante. Mais importante é que o estado entrou na comunidade, tiramos barricadas, tiramos essa ostensividade criminosa e não houve feridos civis, não houve óbitos. Isso é o que prezamos. Vidas humanas. Quando falamos em vidas humanas, não há que se falar em indicadores. Claro que nós queremos que eles caiam. Nossa expectativa é que vai haver um decréscimo progressivo e continuo – afirmou o coronel.

Antes de conceder uma entrevista coletiva sobre a megaoperação, Cinelli avisou que não iria comentar os dados divulgados nesta segunda-feira pelo Observatório da Intervenção, criado pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec/Ucam). No dia em que o decreto da Intervenção completa cinco meses, o Observatório avalia que as ações dos militares “resultam em medo, mortes e poucos efeitos positivos”.

De acordo com dados do Observatório, no período de cinco meses de intervenção os indicadores aumentaram. Tiroteios e disparos aumentaram 37%. As chacinas (quando há três pessoas mortas ou mais) aumentaram 80% e as mortes em chacinas aumentaram 128%. A apreensão de fuzis, metralhadoras e submetralhadoras caiu 39% de fevereiro a maio de 2018 em relação ao mesmo período em 2017.

– Nosso diagnóstico é que o comando da intervenção investe muito em operações militares e pouco em inteligência. O resultado é o aumento daquilo que a população tem mais medo: bala perdida, fogo cruzado e tiroteios. Até agora, a presença das Forças Armadas não resultou na percepção de que a segurança do Rio melhorou depois da Intervenção – diz a socióloga Silvia Ramos, coordenadora do observatório.

 

Fonte: Extra