Ascensão de irmão de Carlinhos Três Pontes ao comando de milícia provoca racha no grupo

Irmão de Carlinhos Três Pontes é o novo chefe de milícia Foto: Reprodução

A ascensão de Wellington da Silva Braga, o Ecko, ao comando da maior milícia do Rio, após a morte de seu irmão, Carlos Alexandre Braga, o Carlinhos Três Pontes, provocou um racha na quadrilha e iniciou uma guerra pelo controle no grupo. Pelo menos dez pessoas já morreram nos últimos dois meses por causa da disputa. A escolha do novo chefe, usuário de drogas e apontado como um homem violento, desagradou os integrantes do bando, que domina Campo Grande, Paciência e Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, além de Seropédica e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

De acordo com a Polícia Civil, o cenário na Zona Oeste é de instabilidade. A principal briga acontece entre Ecko, também conhecido como Didi, e Thiago de Souza Aguiar, irmão de Toni Ângelo de Souza Aguiar, também um dos chefes da milícia, que está em presídio federal fora do Rio, por ficou enfraquecido. Já Thiago está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste. Ecko é foragido da polícia. Contra ele há um mandado de prisão pelo crime de homicídio.

A casa onde estavam os milicianos, no bairro Km 32
A casa onde estavam os milicianos, no bairro Km 32 Foto: Reprodução

Nos últimos dois meses, três ex-PMs – dois ligados a Thiago e dois a Ecko – foram executados. A polícia acredita que as mortes podem estar ligadas à disputa pelo poder e também à desconfiança de que pessoas ligadas a Carlinhos possam ter dado informações sobre seu paradeiro.

A última morte teria sido a de Fábio Nadaes Moraes, braço financeiro da quadrilha e um dos homens de confiança de Três Pontes, que continuou ao lado de seu irmão. Ele está desaparecido desde o fim de julho. A polícia investiga a informação de que Nadaes teria sido executado, mas ainda não há confirmação.

Outro membro, identificado como Trevão, também está desaparecido. Ele teria sido morto junto com Fábio Nadaes.

Lista com controle dos armamentos da milícia
Lista com controle dos armamentos da milícia Foto: Divulgação

Grupo tinha base em uma casa modesta

Outro importante membro do bando de Ecko, segundo as investigações, é Danilo Dias Lima, considerado um dos homens de guerra da quadrilha. Ele é responsável pela expansão do grupo para a Baixada Fluminense. No fim de junho, policiais da Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco) encontraram uma base da milícia na comunidade Km 32, em Nova Iguaçu (na foto ao lado). Com a chegada da polícia, os criminosos fugiram.

Na casa, os policiais acharam uma lista de pagamento de taxas, controle de plantões dos milicianos e armas, além de mapas da região. Danilo chegou a ser preso pela Draco, mas foi solto por liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão foi cassada. Ele chegou a ser apontado como um dos sucessores de Carlinhos Três Pontes. Assim como Danilo, Nadaes também já havia sido preso pela Draco, duas vezes, mas conseguiu ser libertado.

Caderno com ‘alterações do rádio’
Caderno com ‘alterações do rádio’ Foto: Reprodução

Outro irmão de Carlinhos Três Pontes, Luiz Antônio da Silva Braga, conhecido como Zinho, também faz parte da milícia, mas por ter perfil mais discreto, cuida da parte financeira do grupo. Em maio deste ano, ele foi condenado a 16 anos, 11 meses e 23 dias de prisão por fazer parte do grupo paramilitar.

Carlinhos foi morto em abril deste ano, durante uma operação da Polícia Civil em Paciência, na Zona Oeste.

 

Fonte: Extra

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