Roberto Sá avalia positivamente primeiro dia de operação de agentes federais no Rio

Secretário de Segurança, Roberto Sá, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o general Mauro Sinott se reúnem no Centro Integrado de Comando e Controle
Secretário de Segurança, Roberto Sá, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o general Mauro Sinott se reúnem no Centro Integrado de Comando e Controle Foto: Reprodução

O ministro da Defesa Raul Jungman, o Secretário estadual de Segurança, Roberto Sá, e o comandante geral da Polícia Militar, Wolney Dias, avaliaram como positivo o primeiro dia da operação “O Rio quer segurança e paz”, que, na sexta-feira, colocou homens das Forças Armadas nas ruas do estado. Durante coletiva de imprensa no Centro Integrado de Controle e Comando (CICC), na Cidade Nova, não houve divulgação de estatísticas criminais, mas Roberto Sá afirmou que a prévia da letalidade violenta para o mês de julho deste ano mostra que houve uma diminuição em relação ao mesmo mês do ano passado. Segundo ele, a expectativa é que o número de “crimes de letalidade violenta apresentem redução”.

Sá voltou a lembrar as dificuldades da Polícia Militar do Rio:

— Essa contribuição vem num momento muito importante em que o estado tem quatro mil candidatos aprovados pela Polícia Militar, perdeu mais de três mil no último ano. Deixou de colocar quase oito mil homens nas ruas. As polícias estaduais precisam de investimento para com as suas próprias forças e recursos. Há um fundo constitucional para saúde e educação, mas não para a segurança. Nossa expectativa com relação à letalidade violenta é um mês de julho melhor que o do ano passado. O foco e a diretriz máxima da operação é a preservação da vida — afirmou Sá.

— Constatamos que foi extremamente salutar e positiva (a chegada das tropas). O espírito de cooperação é outro destaque, consolidando o que aprendemos desde a Olimpíada. Aproveito para dizer que vamos continuar nessa missão de forma integrada, aliada à investigação da polícia judiciária, orientando as atuações das nossas forças e das forças federais — afirmou Roberto Sá.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, voltou a afirmar que não detalhará a ação. Segundo ele, que agradeceu a receptividade da população fluminense, esta primeira etapa de atuação tem como objetivo realizar reconhecimento de “áreas fundamentais para a próxima fase”, em planejamento:

— Hoje de manhã fiz um sobrevoo e pude ver que de fato ela está atuando plenamente. Nossos objetivos estão sendo alcançados. Fazemos reconhecimento em áreas ou microáreas fundamentais para a próxima fase. Esta é de curta duração. Não vamos fazer ocupação de comunidades. Assim que tivermos concluído nossos objetivos em termos de reconhecimento, iremos iniciar a segunda etapa. Só a inteligência permite golpear o crime organizado — continuou Jungmann.

Segundo o ministro, hoje a presença das tropas federais, contando com as forças estaduais, gera um efeito inibidor.

— Nunca se esqueçam de que quando se retira esse esforço o crime volta. E, às vezes, pior. Nosso objetivo continua sendo chegar ao centro de comando, aos arsenais. É isso o que importa para reduzir a criminalidade e dar uma sensação de segurança que não seja passageira, que seja real. Por isso, invertemos a lógica dessa operação. Tudo aquilo que pretendíamos alcançar estamos fazendo.

Sobrevoo pelas áreas patrulhadas

Neste sábado, por volta das 11h55m, Raul Jungman decolou em um helicóptero para fazer um sobrevoo pelas áreas que estão sendo patrulhadas pelas tropas das Forças Armadas. O sobrevoo durou, ao todo, uma hora e dez minutos, segundo a assessoria de imprensa.

Jungman passou pelo Centro do Rio, área patrulhada pelos Fuzileiros Navais, pelo Arco Metropolitano, vigiado pela 9ª Brigada de Infantaria Motorizada, pelos municípios de São Gonçalo e Niterói, cujo patrulhamento é da artilharia divisionária da 1ª Divisão do Exército, e pela Linha Vermelha e pela Avenida Brasil. As duas vias expressas são ocupadas pela Brigada Paraquedista. O ministro da Defesa foi acompanhado por dois representantes do Comando Militar do Leste, os coronéis Halley, responsável pela inteligência, e Jonas, do setor operacional.

Na Zona Sul do Rio os cariocas também aplaudiam os militares. Cerca de 40 soldados do Exército patrulham a orla da Zona Sul, na altura de Ipanema. Em Copacabana e no Leme, na altura do Posto 5, eram 30 homens em dois jipes e um caminhão. Na Ponte Rio-Niterói, soldados do Exército também estão posicionados próximo ao posto da PRF, no sentido Niterói da via expressa.

Durante a madrugada, no entanto, o cenário era outro. A reportagem do EXTRA fez uma ronda durante a madrugada e não encontrou nenhum militar na rua. Os repórteres percorreram as zonas Sul, Norte e Oeste, além da Baixada Fluminense, e a cena se repetia em todos esses locais: não havia qualquer sinal das tropas federais.

Em nota, o Comando Militar do Leste informa que “nesta primeira operação, as ações são de reconhecimento, ambientação do terreno e obtenção de dados que serão úteis para as operações futuras que se façam necessárias. Essas ações não têm horários e nem locais específicos, nem tão pouco requerem permanência continuada”. O GLOBO procurou a Polícia Miitar, mas até o momento não obteve resposta.

As forças federais atuarão no estado inteiro, segundo o ministro da Defesa, mas o foco será a Região Metropolitana da cidade. Ao todo, são 10 mil homens que estão atuando no Rio – 8.500 do Exército, 620 da Força Nacional, 380 da Polícia Rodoviária Federal e 740 policiais locais.

Fonte: Extra

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