EXEMPLOS A SEREM SEGUIDOS

Por Cel PM Wolney Dias Ferreira

Há grupos no Whatsapp compartilhados por adolescentes de todo o país enaltecendo o trabalho da Polícia Militar, como, por exemplo, o intitulado “Um sonho: Ser policial”. No Facebook da PMERJ, são comuns as postagens de aniversários infantis temáticos sobre a nossa Corporação. É cada vez maior a parcela do empresariado do estado que oferece descontos a policiais militares na compra de produtos ou na contratação de serviços.

São manifestações muito gratificantes. Representam o reconhecimento de diferentes gerações de que o policial militar é um verdadeiro herói de nossa sociedade, tanto no mundo imaginário das crianças, no ímpeto radical por mudanças dos adolescentes ou no apoio voluntário e incentivador de adultos.

De forma intuitiva ou racional, as distintas visões desses três grupos convergem para um único entendimento: a Polícia Militar é a última barreira entre a ordem e o caos. Quando as estruturas do Estado não atendem minimamente as demandas socioeconômicas, incluindo aí o sistema educacional, quando a família não consegue cumprir seu papel de transmitir sólidos valores às novas gerações, a crise se instaura. E as consequências recaem sobre homens e mulheres encarregados de manter a ordem.

Se por um lado as manifestações de apoio nos animam, por outro nos causam revolta a apatia e o uso político de grande parte dos formadores de opinião e até de formuladores de políticas públicas.  Seja motivada por interesses político-partidários ou por reducionismo e comodismo, a cobertura da mídia tradicional sobre a crise na área da segurança pública distorce fatos e acaba não contribuindo para encontrar soluções.

Alvo preferencial das críticas sobre o aumento dos indicadores criminais, a Polícia Militar não pode ser responsabilizada pelos principais vetores da violência: crise econômica, desemprego, tráfico internacional de armas e de drogas, impunidade, desordem urbana, baixa qualidade de educação, déficit habitacional, degradação do meio ambiente e tantos outros.

Obviamente, não será possível resolver todos esses complexos problemas de uma hora para outra. Mas algumas ações precisam ser implementadas já, a começar pelo combate implacável ao tráfico de armas, mobilizando as forças de segurança disponíveis no país. É inadmissível a quantidade de armas de guerra nas mãos de criminosos. Se não temos como resolver no curto prazo a crise econômica e seus efeitos, podemos unir forças em todas as esferas de poder para combater os crimes que mais nos afligem, promovendo a sinergia tanto na área de inteligência como na área de repressão.

Uma urgente reforma do Código Penal, para punir com o máximo rigor possível a quem portar armas de guerra ou atentar contra policiais, por exemplo, também independe dos desdobramentos da crise.  As quadrilhas instaladas em comunidades do nosso estado, em especial na Região Metropolitana, estão utilizando as mesmas armas de terroristas internacionais. E assim devem ser tratados.

Como comandante de uma Corporação composta por mais de 45 mil homens e mulheres formados para servir e proteger a sociedade,  posso garantir que não fugiremos da luta. E espero que o exemplo de crianças, adolescentes e adultos mais conscientes seja disseminado o mais rápido possível para mobilizar a Nação em defesa da paz e da verdadeira democracia.

 

Fonte: PMERJ

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